Primeiro a Geórgia. A Rússia nunca teve um bom relacionamento com estes seus vizinhos, aparentemente porque há ali umas províncias separatistas. Mas na verdade esta intervenção russa não tem nada a ver com isso (embora grande parte dos "media-pastilha elástica" só falem nisso). O problema aqui é a energia e o facto de a Rússia ser agora dispensável no transporte de energia entre a Ásia e a Europa. Se querem perceber um pouco o que realmente ali se passa leiam este belo post do Visto de Economia. No meio disto, há sempre o povo, os mais frágeis de todos que morrem por causa do bem mais precioso do momento: fontes de energia.Este conflito não é mais do que um meio que a Rússia usou para passar a mensagem de que não quer ser dispensável.
Cá pelo nosso rectângulo dois cidadãos do Brasil assaltaram e sequestraram clientes de um banco em Lisboa. A polícia actuou como devia, negociou e tentou levar a coisa bem. Na impossibilidade de resolver as coisas pela via diplomática, disparou 2 tiros e permitiu a libertação dos reféns.
Do meu ponto de vista só lamento o tiro perdido, ter-se-ia resolvido logo o problema ali, mas não posso deixar de notar que depois de outros casos recentes na área de Lisboa, a autorização do ministro para disparar (só ele pode dar essa autorização ao comandante dos GOE) é um claro sinal de força, um meio de passar a mensagem que o crime não pode compensar e que as forças de segurança têm de actuar com vigor.
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