sábado, 2 de agosto de 2008

A política como meio de info-inclusão

Um trabalho levou-me ontem à Microsoft e tive perante mim o Director-Geral da marca em Portugal. No pós-entrevista a conversa levou o assunto para o uso que as crianças fazem da informática. Segundo ele, a taxa de crescimento do MSN em Portugal é exponencial nos 8-13 anos e hoje em dia uma criança com 6/7 anos e algum conhecimento da língua inglêsa tem as ferramentas essenciais para conseguir extrair algo de um computador (para além de mandar mails, falar no msn e fazer pesquisas).

Isto fez-me referir algo que já várias vezes tenho pensado e dito. A política deste governo pode ter várias leituras negativas a nível social ou de emprego, mas um mérito ninguém tira a este personagem aqui ao lado (e aos seus ministros da Economia, Educação e Ciência), conseguiram fazer chegar computadores à quase totalidade dos estudantes deste país e obrigaram os miúdos a aprender inglês desde a primária. Com isto estão a criar uma geração de info-incluídos, provavelmente a decisão política mais importante que podiam ter tomado.
É um trabalho gigantesco e silencioso. A curto prazo permite aos miúdos (mesmo os menos abonados financeiramente) interagirem mais facilmente com o computador e com a universal língua de sua Majestade, mas a vantagem e o resultado desta política só se vai sentir na economia e na sociedade daqui a 10/15 anos, quando os e-escolinhas de hoje forem os recém empregados de amanhã.
É a política a ser o meio de uma mensagem: educação para mais e melhor conhecimento.

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