A morte de alguém que nos é relativamente próximo é sempre um choque. Foi o caso ontem, uma das minhas vizinhas de sempre aqui em Amora faleceu. Tinha 59 anos e era mãe de um dos meus bons amigos de infância.
Nestes momentos em que os amigos se reúnem à volta dos amigos, para lhes dar alguma força e consolo, pensamos no que fizemos e vivemos com essa pessoa e também naquilo que gostaríamos de fazer ou de ter feito, ou dito. Pensamos também que um dia estaremos naquele mesmo local, do outro lado do momento, e isso é assustador.
Quando pelo meio deste trágicos momentos há crianças de 5 anos, a quem tem de se explicar que a avó, de quem tanto gostavam, não mais lhes vai abrir a porta, lançar um sorriso ou fazer "aquele" almoço... então ai as coisas complicam-se ainda mais, é ter de explicar o inexplicável e passar este sentimento de vazio a quem ainda é tão inocente.
Estes dias, em que a morte rodeia quem anda próximo de nós, lembra-nos que devemos viver mais para o nosso bem estar e menos para manter activas as regras do mundo em que vivemos.
1 comentário:
A morte é tão natural quanto a vida. Exactamente na mesma medida.
Contudo, só quando a sentimos passear-se por perto, nos colocamos alerta (...)
As crianças são muitas vezes quem consegue ter uma visão mais simplista das coisas. Na minha opinião a melhor maneira de explicar é na base da sinceridade.
Ajudei?
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