O título da notícia de há uns dias atrás, em quase todos os jornais, era "Vaticano aceita eliminar dois feriados". Um dos exemplos foi este: http://www.jn.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=2502210
Perante isto, questionei-me a mim próprio sobre o seguinte:
- Mas porque raio é que o Estado português (laico pela constituição da República) tem de esperar pelo Vaticano para decidir uma coisa destas?
Bem sei que a razão tem a ver com esse disparate histórico que se chama concordata, mas a segunda questão que se me colocou foi:
- E se o Vaticano não aceitasse eliminar feriados? O que faríamos nós enquanto estado soberano?
Enviamos tropas para o Vaticano para combater a Guarda Suiça e ocupar a Praça São Pedro? Fechávamos as igrejas? Expulsávamos o embaixador da Santa Sé? Ou outro disparate qualquer....?
O que acontecia?
Comprometia o Estado português, através do seu legítimo governo, as suas intenções de redução de feriados porque os senhores padres do Vaticano não queriam?
Não faz sentido! Um estado laico não pode dar-se a este tipo de exposições e constrangimentos, mesmo que muita da sua população se diga católica.
Temos de respeitar as religiões e as crenças, mas não podemos submeter o estado português aos interesses, desejos e caprichos de qualquer uma delas.
2 comentários:
Excelente perspectiva de abordagem meu amigo e muito inteligente!
Apesar de ter uma opiniao muito propria em relacao ao fim dos feriados nacionais e em relacao ao imensuravel ganho que dai advira este teu post fez-me sorrir (num sentido muito positivo)! ass: homonimo do pinhal ;)
Homonimo Vidalense, ainda bem que gostaste :-) keep in touch.
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