Ando doido com a comunicação das autárquicas. A tradição municipalista de POrtugal leva-nos a esta coisa deliciosa das eleições para as autarquias, para a junta, para a câmara, para os orgãos locais.
São as eleições mais genuínas que conheço e há anos que gusrdo recortes e exemplos de comunicação política local. Um gosto que advém do facto de achar que muitas vezes a comunicação que é feita ser algo confusa, sem sentido e sem ser pensada. Mais um exemplo de uma menasgem que é influenciada pelo meio, não o média, mas o meio social.
Começo aqui a partilhar uma série de exemplos comunicacionais que tenho encontrado, com um comentário a cada uma deles.
Se por acaso tiverem fotos das vossas localidades enviem-me para nelsonpatriarca @ gmail.comBeja tem o Dr.Francisco Santos como recandidato da CDU à autarquia da Capital de Distrito. Este afamado cirurgião está naturalmente à esquerda, mostra um ar sério, porque um cirurgião tem de ser eficaz e não pode mostrar emoções. O grafismo é o típico CDU, algo do género: entra chouriço e sai sempre um cartaz na mesma linha de sempre.
A mensagem é que é fraquita: "Beja a Crescer" é o claim da campanha, mas se formos ver bem o que é que isto quer dizer?
Crescer como? Para cima com prédios de 6 andares? Para os lados, colando-se às aldeias vizinhas? Crescer em número de pessoas? Na verdade o que é que este candidato quer passar como mensagem só com este cartaz, sem ler/ver/ouvir mais nada?
Pessoalmente acho que importava mais detalhe na comunicação, mas o mais curioso é que (para além da cidade) estes cartazes estão à entrada das aldeias, permitindo imagens como esta, um cartaz de 4x2m em plena planície com oliveiras atrás.. o que torna a vontade de "crescer" ainda mais preocupante: crescer? para onde? para cima das oliveiras?
Noto também que este candidato não comunica a sua página web, embora ela exista, o que é uma perda de comunicação. Aliás
sugiro uma visita ao site e que vejam o vídeo do Dr.Francisco Santos logo na abertura, vão perceber que é uma homem de honra, acção e compromisso, nada de gravatas, nem casacos... que isto no Alentejo "tá calori" e uma manguinha curta aberta é que é fixe. Emoção no discurso e na comunicação é que népia.
Suficiente para manter a maioria na autarquia? Nestes anos tem sido.