6ªfeira, 7h05. Eu parado na auto-estrada do Sul, sem perceber porquê, no meio da estranha fila para aquela hora. A caminho das aulas no Estoril.
Toca o telefone. Àquela hora só podem ser más notícias. O número é de casa dos pais... tendo em conta os problemas de saúde, pior ainda.
Do outro lado liga um pai preocupado, "estás bem, onde é que estás?", enquanto avanço lentamente tenho tempo para um "olha, algures na auto-estrada com nevoeiro e no meio da fila sem saber porquê". Do outro lado um alívio, "ah pah, é que acordei e ouvi no rádio que o trânsito estava cortado por causa de um grande acidente ai na autoestrada e como era esta hora assustei, podia ter sido contigo!".
Confesso que gostei do telefonema. Um tipo de mensagem de pai.
Primeiro porque sempre foi um clássico dele não ser demasiado preocupado/restritivo comigo, dando-me espaço e mesmo aos 32 anos, mesmo sem depender pessoal e financeiramente dos meus pais há cerca de 12, estas preocupações de alguém por nós são coisas boas de se sentir.
Dez minutos à frente lá estava... um idiota qualquer que se despistou de um lado da auto-estrada, partiu o separador de betão, deixou o motor e parte do carro do meu lado da auto-estrada e foi parar ao outro lado da via, tendo ainda tempo para tramar alguém que ia a circular no outro sentido, certamente tranquilo na sua vida e que não esperava ver um carro saltar do outro lado da auto-estrada, certamente bem fora de qualquer limite de velocidade razoável, para lhe cair em cima e lhe destruir o carro e a vida.
Este pessoal é mesmo estúpido a conduzir...
"Os suportes da comunicação e as tecnologias são determinantes na mensagem: os conteúdos modificam-se em função dos meios que os veiculam" (Marshall McLuhan).
Este blog é o um meio pessoal de ver alguns aspectos da Aldeia Global.
Mostrar mensagens com a etiqueta familia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta familia. Mostrar todas as mensagens
sábado, 21 de fevereiro de 2009
sábado, 17 de janeiro de 2009
2009 vai ser um ano em cheio
Já há muito que não escrevia sobre a economia que nos rodeia diariamente e a verdade é que há de novo motivo para escrita.Está certo e sabido que 2009 só vai ser um bom ano para quem tenha emprego, isto porque os juros têm diminuído o que faz com que o dinheiro disponível aumente, mas as boas notícias ficam-se por aqui.
Quem ficou sem emprego ou quem vai ainda ficar (e vão ser muitos) vai-se ver a braços com dificuldades das grandes, vejamos alguns sinais vindos a público nos últimos dias:
- Risco de deflacção (muito bem explicado pelo Visto da Economia)
- Desemprego em Portugal nos 8,5% (na verdade será mais, mas enfim.... nunca fomos bons em contas)
- Desemprego em Espanha nos 16% !!! (uma verdadeira locura ter tantos desempregados)
Com isto tudo aumenta também o défice público (Portugal reviu a previsão para 3,5%), essencialmente porque o governo tem de investir socialmente e por isso nada de bom se espera deste ano, pelo menos a nível económico.
No meio disto tudo o valor que me chama particular atenção é a previsão do governo espanhol para o desemprego: 16%!! Quer isto dizer que 16 em cada 100 pessoas vão estar sem emprego, já imaginaram o que isto significa? Eu deixo umas ideias:
- crise social das grandes;
- sem emprego começam as marginalidades a surgir, aumenta o crime e a violência urbana;
- com milhares de casas vazias por vender os espanhóis vão ter outras tantas no mercado, à conta dos novos desempregados que deixam de poder pagar as rendas;
- sem empregos do lado de lá da fronteira os "emigras" portugueses com emprego vão sentir a discriminação local, pois vão ser vistos pelos espanhóis como "os tipos que andam a tirar-nos o emprego"
- os muitos milhares de portugueses que trabalham do outro lado da fronteira e que vão ficar sem emprego vão regressar a Portugal, onde não conseguem trabalhar (por falta de trabalho, investimento ou mesmo falta de habilitações) e onde vão terde se ligar novamente ao campo para terem uma subsistência.
E muito mais haveria para escrever.
Perceberam a ideia?
Neste caso, por muito que se mude o meio, a mensagem é sempre idêntica: "agarrem-se bem, arranjem uma calculadora e começem a fazer contas, 2009 não vai ser nada fácil"
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
34
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
Que fim de semana do caraças....
.... se aproxima.
Primeiro de tudo é daqueles fins de semana de 3 dias, um fim de semana preguiçoso e esticadote, e eu gosto.
Depois porque parte do fim de semana vai ser passado em Albernôa, em família, entre primos e primas, e eu gosto.
Finalmente vai ser um fim de semana do caraças porque uma amiga minha, que trabalha numa produtora de eventos me arranjou bilhetes para um espectáculo que me vai fazer regressar a Lisboa para a noite de domingo.
O espectáculo é com Amélia Muge, uma autora de canções e uma intérprete fabulosa, que acompanho há mais de 15 anos e de quem colecciono todos os discos.
Entre o meu círculo de amigos ninguém deve ter ouvido falar dela, mas em resumo posso dizer que é uma pessoa encantadora, muito bem disposta, que vive a música de uma forma intensa e que é uma autora e intérprete fora de série.
O disco Todos os dias é o meu favorito, até porque foi o primeiro que comprei, mas este tema que encontrei no YouTube mostra muito o que é Amélia Muge, o jogo de palavras, a sensibilidade do som, a inquietação e a entrega.
Primeiro de tudo é daqueles fins de semana de 3 dias, um fim de semana preguiçoso e esticadote, e eu gosto.
Depois porque parte do fim de semana vai ser passado em Albernôa, em família, entre primos e primas, e eu gosto.
Finalmente vai ser um fim de semana do caraças porque uma amiga minha, que trabalha numa produtora de eventos me arranjou bilhetes para um espectáculo que me vai fazer regressar a Lisboa para a noite de domingo.
O espectáculo é com Amélia Muge, uma autora de canções e uma intérprete fabulosa, que acompanho há mais de 15 anos e de quem colecciono todos os discos.
Entre o meu círculo de amigos ninguém deve ter ouvido falar dela, mas em resumo posso dizer que é uma pessoa encantadora, muito bem disposta, que vive a música de uma forma intensa e que é uma autora e intérprete fora de série.
O disco Todos os dias é o meu favorito, até porque foi o primeiro que comprei, mas este tema que encontrei no YouTube mostra muito o que é Amélia Muge, o jogo de palavras, a sensibilidade do som, a inquietação e a entrega.
Subscrever:
Mensagens (Atom)
