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sábado, 22 de maio de 2010

Resumo de um mês agitado

Este tem sido um mês complicado, carregado de trabalho no Exame Informática TV, uma viagem a Londres pelo meio e a tentativa de ter mais um programa na SIC Notícias.
Deste o fim do mês de Abril, onde já se notavam claramente as dificuldades que o excesso de dívida estava a causar às finanças do país, que as coisas se expuseram mais a claro. O país está em sérias dificuldades e muito perto do limiar de não se conseguir financiar nos mercados normais, visto que a taxa de juro exigida é muito elevada.
Neste intervalo sucederam-se as notícias diárias sobre as dificuldades, os impostos vão aumentar dentro de dias, o governo está sob ataque de toda a oposição, vão iniciar-se uma série de medidas que vão levar os bancos a limitar muito o acesso ao crédito de particulares e o estado admite ter de congelar uma série de coisas que fariam aumentar os seus custos.

Pelo meio o PCP lançou a sua habitual e irresponsável moção de censura ao governo (ver referência), sempre no reforço da sua posição de estar contra, pois o terreno pantanoso é o seu terreno de eleição para novos descontentes e para as suas lutas de rua.
Pelo meio há também uma ligação entre os lideres de PS e PSD, no sentido de acordarem as medidas de austeridade que se avizinham. Uma ligação que mantém alguma estabilidade no nosso país e alguma credibilidade junto de mercados e das instituições financeiras e políticas internacionais, mas que no entanto foi logo aproveitada políticamente pelo líder do PSD, que num acto de contracção política se apressou a pedir desculpa (ver referência), o que no caso lhe fica particularmente mal, visto que ninguém o obrigou a coisa nenhuma.


Neste intervalo tivemos ainda o papa em Portugal junto dos seus crentes e um presidente da república (PR) que passou o tempo atrás do chefe de estado da Santa Sé, o que num país laico só lhe fica mal.
Os fiéis tiveram o seu momento de fé, o papa aprendeu os nomes dos netos do PR (ver vídeo: um dos momentos mais "hilariantoidiotas" dos últimos tempos), o presidente andava contente, o estado fartou-se de gastar dinheiro com isto tudo e os media perderam totalmente o sentido de limite, chegando a fazer peças sobre o chão que o papa ia pisar.

Também por falar em limites absurdos dos media, temos por estes dias a bola, um dos alimentos dos portugueses. A selecção luso-brasileira está em estágio no interior (medida simpática para quem tem sempre tantas dificuldade em ter estas figuras públicas por perto) e os conteúdos diários sobre o relvado, a roupa, a família, os carros, os tiques e as comidas favoritas dos jogadores sucedem-se.
Os media estão claramente a perder a sua objectividade quando confrontados com grandes eventos, fica a ideia que nestes casos é preciso fazer muito e diferente da restante concorrência, nem que por isso seja necessário mostrar as casas de banho do balneário ou fazer programas especiais com entrevistas de rua, com perguntas que começam sempre "o que acha de...".
No que ao futebol diz respeito os media vão carregar em cima de Cristiano Ronaldo. Ele é o salvador de serviço (para os media) de uma selecção luso-brasileira que mostra fragilidades sérias, a começar pelo próprio seleccionador. Deseja-se sempre o melhor resultado para a nossa selecção, mas confesso que este é um dos mundiais em que menos esperança tenho.

Claro que neste intervalo houve ainda o Benfica. Foram campeões e nessa noite o país parou literalmente. Ruas em festa, barulho, alegria e, mais uma vez, os media em directo horas a fio a mostrar a festa.
Não ligo demasiado ao futebol mas entrei na festa de forma solidária com os meus amigos Saraiva e Calvinho, um jantar com amigos à hora do jogo selou a alegria de os ver contentes com esta vitória do seu clube e isso é suficiente para me deixar igualmente contente.

Ainda pelo meio disto tudo há o meu Amora FC. As dificuldades também existem por aqui e são muitas. Na altura em que faz 89 anos o clube ultrapassou mais uma machadada mortal, sobrevivendo a um pedido de insolvência de um ex-atleta, que curiosamente é meu amigo.
O destino do futebol local passa pela aposta nos mais novos e pelo empenho dos veteranos e dos jogadores que joguem pelo desporto e pelo gozo que isso lhes dá. As realidades anómalas que têm existido estes últimos a 5 ou 6 anos não ajudam em nada e por isso mesmo, mais uma vez vou cumprir o meu dever de associado e de amorense, fazendo parte de uma das duas listas que no dia 29 de Maio vão estar a lutar pela liderança do clube.
A lista de que faço parte tem gente boa, que gosta do clube e que quer criar novas condições para que o clube recupere a credibilidade e o tempo perdido. Os votos dos sócios decidirão, mas entusiasma-me a possibilidade de poder contribuir mais uma vez para o meu clube.

Finalmente uma referência a uma medida do PS que foi votada e aprovada no Parlamento, a autorização para que pessoas do mesmo sexo possam celebrar um casamento, como qualquer casal heterossexual.
Portugal é um dos primeiros 10 países a seguirem este caminho e por mim parece-me muito bem, o casamento tem de estar aberto aos afectos e vontades de pessoas que sendo do mesmo sexo não deixam de ser pessoas e por isso mesmo deverão ter socialmente os mesmos direitos.
Conheço pessoas que estão neste caso e que a nova lei lhes abre caminho a mais um momento de alegria, pois os afectos que têm e a relação com o parceiro é já de facto consolidada e real, o casamento será apenas o passo que faltava poder ser dado.
Creio que se respira um pouco melhor e com mais liberdade. Há quem defenda opções distintas, investindo no discurso da libertinagem e da inversão de valores, mas a verdade é que as sociedades evoluem e os pensamentos e as condições do estado e da sociedade têm de acompanhar essa evolução.

No final deste extenso post um dos magníficos cartoons de Henrique Monteiro e que simboliza bem as dificuldades que ai vêm e nas quais temos de ser solidários, pois esta crise gerada pelo gasto excessivo do estado e pelo inusitado ataque ao euro e à sua estabilidade (ver a desvalorização do mesmo nas últimas semanas) vai ficar por cá ainda uns tempos e (acredito sinceramente) ainda nos vai levar a sacrifícios ainda maiores, especialmente no corte de salários e no corte de funcionários públicos.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

O tempo dos media

Não é comum este tipo de statement nos media nacionais, mas o Expresso avança esta tarde com 5 medidas imediatas para sugerir ao Governo neste momento de aperto, em que estamos acossados financeiramente pelos ratings e pela dívida pública.
É comum noutros países os jornais tomarem estas posições a nível económico, mas especialmente a nível político e mesmo eleitoral, apoiando um ou outro partido ou candidato. Em Portugal creio que é incomum e, no meu ponto de vista, é um sinal dos tempos que ai vêm.


Os comentários ao post do Expresso geram discussões infindáveis e são bem a prova das dificuldades do momento que vamos atravessar, em que o menos que vai existir é consenso entre as múltiplas partes deste puzzle. Mais facilmente assistiremos a atirar de culpas para o outro lado da barricada, seja ele qual seja, do que assistiremos a algum tipo de consenso, que só um facto muito grave e danoso virá fazer acontecer.

Estamos oficialmente em momento conturbado mas é nestas alturas que devemos defender o que é nosso, neste caso o país.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Assembleia de Freguesia

Passadas quatro horas terminou mais uma Assembleia de Freguesia de Amora. Foi uma sessão marcada por muita troca de argumentos ideológicos e isso agrada-me particularmente.
Também me agrada imenso estar no órgão deliberativo da freguesia, tendo oprtunidade -como o fiz- de conseguir colocar as questões, fazer as observaçõe e fazer as criticas e elogios ao executivo da Junta.
Estando o PS em minoria o nosso papel é sempre esmagado pela maioria PCP, que em geral se refugia no governo para algumas das suas fraquezas, mas de todo o modo a presença neste órgão deliberativo agrada-me.


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segunda-feira, 29 de março de 2010

O futuro (hoje)

Há já uns tempos que tenho imaginado isto, a partir da observação externa do fenómeno e-escolas e e-escolinhas, mas uma série de reportagens que tenho andado a fazer para o Exame Informática TV têm servido para consolidar uma ideia.
O trabalho mais importante dos governos de José Socrates têm sido os programas de "alfabetização" informática dos mais jovens. Portugal é um país com muitas limitações e uma delas era a exclusão informática a que estávamos destinados.
É um trabalho que só verá resultados daqui a 5 anos mas é fundamental.
Em breve farei um post mais completo sobre o assunto com declarações do Secretário de Estado da Inovação, Carlos Zorrinho e do responsável da UMIC, prof.Luis Magalhães, que espelham bem este pensamento.
No meio de tanto PEC e crises no estado é bom perceber que alguém trabalha no futuro.



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domingo, 21 de março de 2010

Aniversário local

A secção de Amora do Partido Socialista fez anos, 35 anos, no passado dia 21 de Fevereiro e tinha ficado por partilhar este momento. É simbólico, mas marcante, pois é um partido e uma secção fraterna e onde ainda se consegue manter uma discussão política, não só nacional, mas também local. Estou enturmado há menos tempo do que aquele que desejava, mas sempre vi a política como um gosto que se pode ter e manter depois de ter assentes uma série de outras coisas.
A festa foi simples, mas marcante pois o conhecimento e a partilha de 35 anos de histórias, fez desta tarde um momento de enriquecimento pessoal e político, de uma realidade local que em certos aspectos desconhecia.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Sem sentido

Com tantos percalços nos últimos tempos há claramente um mal estar, no meu ver desnecessário, entre a bancada parlamentar do meu partido. Esta notícia que acabo de ler é prova disso mesmo e, face à elevação necessária naquela instituição, todos teriamos passado sem isto, visto que no fundo estão todos em local de trabalho.
A primeira coisa que me veio à ideia quando li isto é que lá na Aldeia da Pequenada há crianças que não fazem estas birras. Comportamentos a rever pois assim corremos o risco de ficar ao nível daquela oposição que bate o pé ou que balbucia qualquer coisa enquanto os nossos deputados discursam.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Comissão de abate?

Começa na próxima 3ªfeira uma comissão de inquérito ao caso TVI/PT. Porque é que será que fico com a sensação que a mesma vai servir para atacar forte e feio o nosso primeiro ministro?

Curiosamente a comissão parlamentar (que é coisa séria, com "poderes jurídicos" de alguma monta) tem 60 dias para mostrar resultados dos trabalhos, um timing que (curiosamente) bate certo no timing em que é possível demitir o governo ou dissolver o parlamento (seis meses antes das eleições presidenciais de Janeiro, não pode haver dissolução).

Cavaco Silva já disse que não ter (até agora) razões para ter falta de confiança no governo, mas na política tudo muda de repente e uma decisão desta comissão pode ser o rastilho de uma mudança no "timing exacto".
Se a isto somarmos as eleições no PSD dentro de uma semana, então temos vários ingredientes preparados no timing exacto.
Pode ser que me engane, mas fica a nota antecipada de muitas coincidências que tenho notado.

quarta-feira, 17 de março de 2010

O PEC - PT

Os próximos tempos serão marcados pelo PEC e por tudo aquilo que o mesmo vai trazer (de bom e de mau) a todos nós. Uma questão prévia é no entanto absolutamente incontornável, como estamos não vamos a lado nenhum.
O Diário Económico tem um bom dossier sobre o PEC, mas no essencial este plano vem tentar estabilizar as nossas contas públicas, que -por norma- são desorganizadas e muito permissivas. Portugal vive hoje uma situação de inevitável dívida crónica com o estrangeiro e passamos o tempo a endividar-nos cada vez mais.
Temos estado a mais na sociedade, temos funcionários públicos em serviços que não precisa de ser o estado a prestar, temos muitos subsidiodependentes para tudo, temos solidariedade a mais com que poderia trabalhar ou prestar serviço comunitário e prefere viver à espera do vale do RSI ou não aceitar um emprego porque "prefere receber o subsídio".
Temos gestores com salário que não fazem parte da nossa realidade de país e somos o que sempre fomos, um país de gananciosos improdutivos, que vivem de expedientes para ir adiando tudo.
Este PEC não resolverá tudo, muito menos resolverá a nossa questão social histórica de apego ao estado para tudo, mas pelo menos que sirva para assentar as nossas contas e nos permitir ficar menos dependentes do exterior e dos ratings de uma qualquer agência financeira.
Pelo menos, do que li, já vai servir para alguma coisa de útil, nomeadamente adiar o TGV (no meu entender é um fim no assunto, mas dito de forma não assumida), reduzir a admissão de mais funcionários públicos e mexer nas regras de subsídio de desemprego e de RSI.

É provável que este PEC e o que o mesmo implica possam ser o fim do governo no curto e médio prazo, mas goste-se ou não se goste do governo, entre críticas e alguns exageros internos a verdade é que governa e faz o mais difícil, toma decisões.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Irreal

Reunidos em congresso, os militantes do PSD aprovaram uma norma que impede que os militantes critiquem a direcção do partido nos sessenta dias antes de cada eleição.
À primeira vista a solidariedade que os militantes deveriam ter com o seu partido deveria ser suficiente para não ter de aprovar uma coisa destas, mas a verdade é que a coisa foi votada e aprovada.
O mais irreal nem é a norma, que pode ter várias leituras, desde a estalinista do PS até à minha que simplesmente me parece irreal. O mais incrível é que os três candidatos a lideres deste partido logo vieram dizer que iriam revogar esta norma assim que sejam eleitos..... então estiveram aqui no congresso a fazer o quê??

Confesso que quando li a notícia pensei que fosse um erro e que fosse algo do PCP ou do BE, mas afinal era mesmo o PSD que num momento "silly congress" aprovou isto e agora parece que não foi ninguém !
Será que nos devemos preocupar quando um dos maiores partidos nacionais vai por este caminho, meses depois de a actual líder ter sugerido que se devia suspender a democracia por 6 meses ? Onde anda a social democracia destas pessoas.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Perfeitamente escusada...

....esta saída do nosso ministro das finanças.

http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1516641

Os presidentes de Junta podem até ser remunerados das mais variadas formas, mas comprar um presidente de junta, eleito pelos seus cidadãos, com uma expressão que indicia "cargos de favor" é um bocado dispensável.
A expressão "no jobs for the boys" criada pelo mítico (felizmente já ido) António Guterres terá sido a inspiração para esta adaptação moderna, mas a verdade é que o PS, com centenas de presidentes de junta por esse país fora escusava de ter ouvido isto de um seu próprio eleito.
De todo o modo o mais importante está feito: temos orçamento de estado, mais uma vez aprovado com os votos contrários dos mesmos de sempre, que só servem para criticar e para agitar, o Bloco, o PCP e o seu embuste pseudo-coligado, Os Verdes.
Mais do que criticar há que ousar fazer e assumir novos desafios. Por aqui ninguém pode acusar o governo de não querer fazer e querer avançar, a história fará o juízo dos resultados.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Sobre a justiça em Portugal

Garcia Pereira é um militante do seu PCTP-MRPP e um advogado reconhecido. Não convirgo politicamente com ele, mas o que aqui diz sobre a justiça merece a minha total concordância. de factão como pode haver estado se não há justiça?

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Pois de facto....

... com a taxa de desemprego tão alta, até acredito que um melhor uso dos solos possa ser necessário, mas daí até defender uma nova reforma agrária, como fez hoje o líder do PCP, ainda vai uma distância das grandes.
Ainda por cima... a Reforma Agrária dos anos 70 correu bem para caraças..... !!! (not)

Confesso que já me chateia

Tanta conversa sobre escutas, faces ocultas, boys, oposição, o José Sócartes, os ambiciosos e pouco oportunos amigos dele, a ERC, o Mário Crespo, a TVI, o procurador, os magistrados e a falta de capacidade de se falar de coisas sérias neste país.
Já se perceberu que Sócrates tem uns amigos que se esticam um bocado, que é narcisista em demasia e que não gosta de ser posto em causa. Já se percebeu que o Mário Crespo acha que o mundo (e o governo em particular) o querem sanear e silenciar, já se percebeu igualmente que o poder económico tem uma força "demasiado presente" junto das redacções dos media.

Pronto. Deixem lá isso e preocupem-se em governar, em noticiar e em levar este país para algum lado. Anada tudo preocupado com o meio e pouco concentrado na mensagem.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Perdidos

Estreia hoje a muito antecipada 6ªsérie de Perdidos. Estou ansioso que começe e se vão desvendando os mistérios da ilha e dos personagens.
Uma série que neste momento, infelizmente, teria de recomendar ao nosso primeiro ministro, que se foi deixando envolver pelos media, numa teia que ele próprio, e os que o rodeiam, foram teçendo sem dar por isso.
Editoriais como este, na sequência de contínuas afirmações como estas e artigos de opinião como este, mostram que os tempos não estão fáceis e até nisso é curioso assistir ao papel que os "novos media" como a web, podem ter. Estou curioso no que pode, ou não resultar daqui.
Se for significativo é sinal claro que a web já marca uma posição muito, muito forte no campo dos media.
Já aqui o disse que gosto do Sócrates, mas é notório que o homem tem um ego do tamanho do planeta e em certas alturas não resiste a falar de mais, isso não lhe tem trazido nada de bom e, por conseguinte, não nos trará a nós, cidadãos, nada de muito favorável.

Esta luta das escutas e das revelações a conta gotas é demasiado séria para ser tomada levianamente, há grandes interesses a volta disto tudo e, pela primeia vez tenho a nítida sensação de que o ambiente politico-social não está nada recomendável.
À direita a alternativa é um outro Sócrates versão 2005, o Paulo das feiras e depois à esquerda é o deserto, dois partidos que só servem para fazer barulho mas que tardam em assumir vontade de fazer efectivamente alguma coisa. É de ficar atento ao que se segue, porque esta novela não fica por aqui.

Valha-nos o sol, que hoje apareceu, mas que tarda em ficar

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Mais crises á portuguesa

Bolsas em queda forte, deputados que não se entendem sobre um arquipélago que gasta demais, agencias internacionais que não nos tem como fiáveis, líder da oposição chamada ao primeiro ministro, ministro das finanças que vai falar ao país..... Algo está para acontecer, não está?

No meio disto o bom de tudo foi o fim de tarde em que fui ao cinema com a Matilde que ficou felicíssima com esta inesperada saída mais cedo do colégio. A princesa e o sapo é o nome e recomendo esta animação.

Nem tudo está fácil

Na Aldeia da Pequenada temos desde hoje duas das quatro salas lotadas e 55% de ocupação, o que é óptimo ao fim de 10 meses, mas no país diz que as coisas estão difíceis.
As famosas agências de ratings dizem que não vamos conseguir pagar o que devemos ao exterior e que por isso vamos pagar juros mais caros.
No meio disto tudo, o Sr.Alberto que governa a região autónoma da Madeira continua a querer gastar mais do que pode e no governo estica-se a corda ao máximo, ameaçando mesmo com a demissão.
É impressão minha ou 2010 vai ser um ano algo movimentado ?

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Temos homem.

A boa notícia do dia. Manuel Alegre anunciou que está disponível para se candidatar à presidência da República em 2011.

Tal como em 2006 lá estarei nas ruas a fazer campanha por Manuel Alegre e por Portugal. Não faltarei!


Excerto do discurso de hoje em Portimão:

"é preciso para o país mais que uma visão contabilística e tecnocrática. É preciso uma visão política, com abertura de espírito, inovação e criatividade. Mudar a economia, mudar o sentido da política, mudar a vida. Capacidade de invenção, poder de inspiração. Esse deve ser o papel de um Presidente da República. Alguém que seja um patriota e um cidadão, alguém que se identifique com as raízes profundas da nossa história e da nossa cultura, mas que seja simultaneamente um cosmopolita, alguém que em todos os momentos exerça um magistério da causa pública e do serviço desinteressado do país”.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

A abrir o mês de Natal

Em tempos de prendas e outros afins, deixo duas reflexões para as quais peço a vossa leitura e comentário.

1: Diário de Notícias de hoje

2: Entrevista a António Barreto para ler com atenção

A verdade é que, por muitos plasmas, telemóveis e consolas que compremos, somos um país pobre e o estado não cria condições para que se gere riqueza suficiente para darmos a volta a esta situação. Espera-nos mesmo um 2010 com aumento inevitável de impostos (os sinais estão por toda a parte e o governo já anda a plantar discretamente notícias nos media para nos irmos preparando para isso)
Feliz Natal :)

sábado, 21 de novembro de 2009

Só para vos avisar mais uma vez.

Somos um país pobre.
Somos um país que não produz nada de significativo para gerar riqueza
Somos um país falido num espaço de 5 a 10 anos.
Somos um país onde a Segurança Social vai deixar de ter capacidade de resposta em 10 anos.

Mas há mais..... com as notícias dos últimos dias (ler AQUI e AQUI) nos próximos meses vamos ouvir o nosso governo falar de "necessário aumento de impostos devido à situação conjuntural que atravessamos". É aparentemente a única forma de gerar receitas a um estado despesista, mal gastador, mau pagador e totalmente alheado da realidade que o envolve. As empresas já estão atoladas de impostos e obrigações, por isso restam as pessoas, seja de forma directa, seja através de impostos indirectos!!!!

Onde é que se faz o reset a isto? Ou será que era melhor meter isto à venda?