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terça-feira, 18 de outubro de 2011

Coisas que se impõem - Extinção das pensões vitalícias para ex-políticos

Numa altura em que os sacrifícios que se avizinham são enormes, faz algum sentido manter as pensões vitalícias a ex-titulares de cargos políticos?
Esta é uma situação que foi revogada em 2005 -lembro: por um governo PS- mas que se mantém para todos os que nessa altura tinham direito á mesma. Mesmo que seja paga 12 vezes por ano e não 14, como a generalidade das pensões, custa ao estado (a todos, portanto) 8,8 milhões de euros por ano.

A meu ver inteligentemente, o CDS levantou hoje a questão de manhã e já surgem as notícias de ser essa a vontade de um dos partidos da coligação de governo (ler: http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=1263&did=35091 ). Não só marca a agenda, como ganham espaço face ao PSD, seu "camarada" de coligação. É uma medida popular e, a meu ver, absolutamente justa.

Sobre isto, há duas questões pessoais que importa levantar:
1) porque não foi o PS a levantar este assunto? Na oposição, com pouco espaço para fugir ao acordo assinado com as entidades que nos emprestaram dinheiro para pagar as contas, e com pouca margem para "brilhar" na opinião pública, o que estaria à espera o PS para assumir a defesa frontal desta medida? Teriamos de ter chegado primeiro, teriamos de ter sido os autores, agora seremos sempre os que "concordam com o CDS".

2) no âmbito das dificuldades com que nos encontramos, mais do que fazer igual corte nas pensões vitalícias, porque não suspendê-las pura e simplesmente? especialmente para quem acomula outros rendimentos (de trabalho ou pensões)? Isto sim era uma medida de valor, não só os ex-governantes davam um sinal de responsabilidade ao país, como também era despesa púbica que o estado não tinha.

domingo, 18 de setembro de 2011

Ainda o país e Alberto João Jardim

Um texto de Pedro Marques Lopes sobre o assunto que resume muito bem o problema que os governantes deste país têm em mãos, com AJJ.
Diversas questões levantadas mereciam ser respondidas.

Tem a palavra o sr. Primeiro-Ministro

sábado, 17 de setembro de 2011

Amazon.co.uk Viva a concorrência

Não há grandes dúvidas que a concorrência, quando existe de facto, é favorável para os consumidores. A internet veio abrir os mercados ao mundo inteiro e, uma loja do outro lado do mundo, está ao alcance de meia dúzia de clicks. A compra é rápida e, muitas vezes,a escolha é variada.
Sempre comprei artigos na Amazon britânica mas esse hábito tem crescido ultimamente, em especial porque os portes para Portugal são gratuitos, para compras acima de 25€. Desde cd's ou download de ficheiros musicais, passando por tinteiros, acessórios informáticos e até acessórios para o infantário.
Há artigos em que as diferenças são pequenas, mas há outros em vale mesmo a pena. Para ter um ideia, em cada conjunto de 4 tinteiros (1 preto e 3 de cor) da HP poupo cerca de 24€, ou seja, em vez de pagar 84€, pago 60€.
Bem sei que os impostos são diferentes em Portugal, mas contínuo a pensar porque não é possivel ter bons preços online em Portugal? Porque será que cadeias como o Continente,a Worten, a Fnac ou a Vobis não tem políticas online mais agressivas,e se limitam a ser uma versão electrónica da loja fisica?
Não seria de reduzir preço a quem não vai a uma loja, antes gera receita sem sair de casa e sem, sequer, sujar o chão?
Será que, com uma ou outra rara excepção, a internet e o comércio online em Portugal vai continuar a ser a cópia online da loja física? Até quando?

Era importante que o online fosse olhado com outros olhos pelos empresários e gestores da internet. É que eu, e muitos, preferiamos deixar o nosso dinheiro aqui, em vez de o mandar para "fora", como acontece de cada vez que compro na Amazon.co.uk.

Foto: armazém da amazon.co.uk


sábado, 9 de julho de 2011

Museu do Combatente

Fica em Lisboa, bem junto à Torre de Belém e é um local a visitar. Mesmo !
É o Museu do Combatente e, para além dos serviços educativos e de apoio aos ex-combatentes guarda uma exposição de artigos dos três ramos das forças armadas e a memória histórica daquilo que foi a nossa guerra colonial.
É um local simples, desprovido de grandes luxos, mas muito eficaz em termos históricos.
Cá fora está a parte mais comovente/marcante, um imenso mural com os nomes dos combatentes mortos na guerra colonial, por ano e por patente.
Uma justa homenagem a quem participou neste conflito.



 

No exterior, à esquerda da entrada, cumpre dar destaque à loja do Museu e ao bar-esplanada, que está maravilhosamente bem situado, é um local muito tranquilo e tem uma vista fantástica sobre o Rio Tejo. Um óptimo local para uma tarde a ler um livro ou para uma conversa com amigos.







Zona exterior, onde para além do monumento simbólico, se encontram os nomes dos soldados mortos em combate.





quinta-feira, 5 de maio de 2011

Ora cá está o que o nosso Sócrates não quis dizer.

Depois do atestado de estupidez que o nosso PM tentou passar aos portugueses com a comunicação de ontem, eis que hoje se vão conhecendo as verdadeiras medidas que todos vamos sofrer.

Estamos condenados a seguir este plano e quem quer que seja governo vai ter de cumprir metas, fazer reports trimestrais e ter força no parlamento para fazer avançar estas medidas.
Muitas são absolutamente necessárias e estava na cara há muito que eram fundamentais (ex: reorganização administrativa com o fim de freguesias e concelhos), a vergonha aqui é ter de vir alguém de fora para que os nossos governantes arrepiem caminho e tenham a coragem de as tomar.
Muitas outras medidas vão asfixiar as pessoas, os seus hábitos e a sua qualidade de vida. Os tempos que ai vêm são dificeis e gostaria que outro rosto emergisse do PS que não o actual PM, para dar um rumo a estas medidas e procurar, dentro do possível, atenuar as dificuldades que vão gerar.

Algumas das medidas, numa infografia do Jornal de Negócios

http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=482959

quarta-feira, 23 de março de 2011

Para memória futura

Este PS não mostra ser solução neste momento, pelo menos com este líder. Pessoas e ideias não faltam, mas não se chegam à frente e o partido vai-se diluindo no líder. Importa recuperar os ideias do partido e mostrar que o PS é alternativa futura para Portugal. Infelizmente erros recentes vão demorar muito tempo a sarar.

O PSD não mostra ter condições de fazer diferente, está atado aos mesmos compromissos e ao mesmo desejo de poder pelo poder.

O CDS tem um líder de discurso fácil e que entra bem nas massas. Tem algumas ideias positivas sobre a política económica das empresas mas no entanto mais não é do que um partido a correr ao pote.

BE e PCP defendem as suas políticas e não serão primeira alternativa para ninguém. Tem algumas ideias positivas sobre alguns aspectos sociais, mas no que respeita ao papel do estado na economia têm medidas assustadoras e pouco interessantes,  na minha opinião.

No meio disto tudo vamos ter uma crise económica e política. Os juros vão aumentar, os preços também, o dinheiro disponível vai diminuir e todos vão ter de encolher a toalha (que não vai dar para tapar o corpo todo). Outras mudanças haverão, por exemplo, nos transportes as privatizações irão acabar com estas greves constantes, de pessoas que, à conta dos direitos adquiridos, acham que vivem num mundo que francamente já não existe. Outras classes estão no mesmo patamar, professores, funcionários públicos, etc. Importa que esta convulsão mude algo na justiça, onde vícios antigos impedem o normal funcionamento do país, das empresas e dos particulares.

Nos próximos meses e anos muito vai mudar, muitos dos paradigmas actuais vão ser alterados e muitos não estarão preparados.

terça-feira, 1 de março de 2011

Zé Português, "" jornalista "" na Cebit

Disclaimer 1: Não sou jornalista, não tenho carteira profissional nem procuro tal coisa.
Disclaimer 2: No meu trabalho escrevo muitos conteúdos, textos e offs para tv.
Disclaimer 3: Este é um post sobre um misto de desenrrascanso tuga e alguma lata
Disclaimer 4: O termo "chninoca" não é depreciativo, é só porque, em geral, os Chineses são pequenos

Posto isto só ficam para ler se quiserem, ok ?

Dia 1 da Cebit 2011. Milhares de pessoas atravessam as cancelas de entrada logo às 9h00 da manhã. Eu tinha objectivos muito precisos: Intel, MSI, Fujitsu e depois palmilhar pavilhões em busca do que houvesse de interessante. Assim foi. Devo ter feito uns valentes kms de um lado para o outro em pavilhões cheios, essencialmente, de chinocas, taiwandeses e alemães.

Era eu e o meu trolley, com rodados, onde transporto a camara de vídeo, um iluminador, cabos, microfone, pilhas, um tripé, cassetes, baterias e um caderno para notas.


Logo à chegada da conferência da Intel reparo no meu primeiro disparate do dia: à falta de uma carteira de jornalista (que por conseguinte me impediu ontem de ter um badge de "Presse") e de um cartão de funcionário da empresa, pediam-me um cartão pessoal de visita. Fácil, pensava eu, tinha trazido um lote já a pensar nestas coisas.
Wrong! Os cartões tinham ficado no casaco, que por conseguinte ficou no hotel, que (por sinal) fica a 20kms da Hannover Messe !!!
Toca então a tentar explicar, em inglês, à RP da Intel: "sabe sou de um um programa de televisão, em Portugal, os meus colegas mandaram-me aqui para ver o que se passava e gravar alguma coisa que possa ter interesse...".
A senhora, meio escandalizada e certamente descrente da minha explicação, fala em alemão para a colega do lado que lhe diz que sim e faz um gesto que interpretei como "pronto... deixa lá passar este gajo, que vem lá não sei de onde e que não tem sequer uma identificação..... ainda nos fica aqui a atrapalhar a entrada e depois é pior".
Assim foi. Etapa nº1 superada.
(na foto: um austríaco que é da minha equipa: stand alone / one man show)


Etapa seguinte: MSI. A indicação que tinha era do primeiro dual pad a ser apresentado.
Lá tive de atravessar os primeiros kms entre o Centro de Convenções e o pavilhão. Lá chegado tive de consultar o mapa do pavilhão, tal é a enormidade e quantidade de expositores presentes.
Quando encontro o espaço da MSI dirigo-me ao local e explico ao que venho.
Pergunta imediata do chinoca de serviço: tem um business card?  !!!
Here we go again......... "não, não tenho, ficaram no hotel, mas venho de um programa tv de uma revista em Portugal, etc, etc, etc"
Foi aqui que o baralhei.
O sujeito ficou sem perceber se era uma revista ou um programa de tv que ali me levava e vai dai chama outro asiático.
Nova explicação, novo pedido de um "business card", nova explicação sobre terem ficado no hotel e mais uma vez a cara desconfiada do costume.
Apesar de tudo lá se fez a coisa. O primeiro chinoca mostrou-me o protótipo do Dual Pad e explicou a ideia em que o mesmo estava baseado.
Pedido seguinte: "posso gravar em vídeo uma questão ou duas consigo?"
Resposta asiática: "oh, oh, oh... á dónt noo".
Chama o anterior asiático de serviço, liguagem imperceptível entre eles e lá veio a vénia, que deu a autorização.
Mais uma etapa superada e o dia parecia estar a sair de um conto fantástico!

Nisto passaram-se duas horas e a fome apertava. Começo a fazer uma ronda pelos restaurantes do local (evitei as "roullotes" de salsichas) e encontrava preços entre os 22€ e os 30€, só para o "main dish": Com acompanhamento e bebida era repasto para se atirar aos 40€.
Como o meu patrão é uma pessoa simpática, e não tem culpa da inflacção alimentar da Cebit, resolvi tentar ver o que havia no Centro de Imprensa, pois ontem tinha ficado com a ideia de ter visto comida por aqueles lados.
Bingo! Estava disponível um self service com preços módicos, entre os 6€ e os 12€ para o main dish.
Problema seguinte: À entrada a placa era bem clara "Journalisten / Journalists only"
Solução: Tentar a atitude de luso-chicoespertismo e entrar logo à frente de um grupo grande.

Vou para a fila, escolho o meu almoço (que por sinal só vai custar ao meu patrão 11,90€) e à saída lá está um alemão de 1,90m a pedir-me o "press id card".
É neste momento que importa ter capacidade teatral:  Procuro no bolso, na carteira e faço uma cara de indignação para comigo mesmo, respondendo num inglês zangado: "bolas, deixei lá em cima na sala de imprensa. Tenho mesmo de deixar aqui a comida para ir buscar?"
Perante o grupo que estava atrás de mim (uns 6 ou 7) o alemão de serviço rapidamente esqueceu o necessário cartão e apostou que o meu tripé e a mala eram uma espécie de 2ªvia do cartão de imprensa.
Etapa superada, embora a comidinha desta gente me faça sempre ter saudades de casa....

Finalmente, durante o almoço recebi uma chamada do infantário sobre um suposto mail que não tinha respondido.
Problema seguinte: ter acesso à net.
Com as redes wi-fi todas fechadas e com a Deutsch Telecom a cobrar 5€ por 15 minutos de acesso wi-fi no telemóvel, a solução passava mesmo por encontrar uma solução e só me lembrei do centro de imprensa.
Problema seguinte: entrar no centro de imprensa da Cebit, sem cartão de "Presse", sem cartão da Sigma3 e sem cartões pessoais.
Solução encontrada: Sacar a camara de vídeo da mala e colocá-la numa mão, pegar com a outra no trolley e subir ao 2ºpiso. Ali havia que mostrar um ar apressado e conhecedor do local, era igualmente importante não fazer questões e entrar com um "boa tarde" como se já por ali tivesse passado.
Assim fiz, straight forward. As senhoras à porta ainda me deram dois sorrisos simpáticos e lá estava eu, no "Cebit 2011 Presse Center" onde consegui ter acesso ao mail e dar a tal resposta ao tal mail, para além de actualizar uns posts e de ver o mail da Sigma3. Mais um desenrascanso.

Curiosamente as situações menos comuns terminaram por aqui. Os dois conteúdos que ainda fiz de seguida foram "normais", ninguém me pediu cartão de imprensa e ninguém colocou grandes questões pelo facto de não ter sequer um cartão de visita para dar em troca. Talvez por serem empresas europeias e também mais habituadas às centenas de meios de comunicação social que os abordam nestes eventos.
A verdade é que os acontecimentos da manhã fizeram de mim uma espécie de pelintra na Cebit, não enganei ninguém, mas tive de me socorrer de umas formas menos comuns de conseguir superar as dificuldades encontradas e que, na génese, não foram criadas por mais ninguém senão por mim próprio.... stupid me

No meio disto tudo, no momento do almoço, veio-me à memória esta música (ver em baixo) que não tem nada a ver com o assunto mas que fala da capacidade do tuga se virar fora de portas do seu país.
Um clássico a encerrar a estada na Alemanha, num trabalho que gostei muito de fazer. Espero agora ter boas imagens.



terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

No Seixal está tudo bem (dizem)

Um jogo de futebol em Arrentela, uma troca de argumentos entre um residente e a autoridade e a "panela de pressão" deu os primeiros sinais de querer rebentar.  Esta notícia do Público já é do segundo dia de problemas na Arrentela, no primeiro dia foram uns caixotes de lixo e uns carros, no terceiro dia (ou noite) as equipas de Intervenção Rápida dominaram o terreno para não haver mais problemas.



Para o Presidente de Câmara, visto que manifestamente não consegue atacar o governo de serviço nesta caso, o problema é pontual, mas a verdade é que -infelizmente- não é.
Este pequeno levantar da "panela de pressão" em que assenta o Concelho do Seixal é o segundo, o outro foi há uns tempos na Quinta da Princesa e tem tido vários episódios pontuais numa luta cega entre este bairro e o ilegal Vale de Chicharos.

Outros se irão levantar, Vale de Chicharos, Santa Marta de Corroios (na foto o bairro de lata inqualificável que subsiste nos dias de hoje por mera falta de vontade do municipio), Cucena, Quinta da Princesa, etc.
Os problemas económicos ditarão esta revolta, começa por faltar o pão, depois os extras, depois virá o restante.

O municipio rapidamente culpará o poder instalado no governo e as políticas anti-sociais dos mesmos, seja o governo qual seja, faz parte do DNA dos dirigentes locais, que preferem sacudir a água do capote, em vez de planear o espaço urbano de forma sustentável, obrigando a um urbanismo digno, com mais sabedoria e menos caixotes acomulados uns em cima dos outros, num governo municipal aparentemente subordinado anos e anos aos interesses dos chamados "patos bravos".
A política de integração social no Seixal tem tido pontos bons e maus, é normal, mas a verdade é que basta andar nas ruas, viver as localidades para perceber que esta integração -dita de sucesso pela autarquia- não é mais do que uma fachada, uma panela de pressão que um destes dias rebentará.
Falta saber com que consequências e nas mãos de quem.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Bons exemplos

Hoje, em trabalho, tive oportunidade de visitar uma unidade de trabalho altamente especializado da Olympus, em Coimbra.
Não fazia ideia da existência deste tipo de unidade fabil, que basicamente presta apoio de manutenção, reparação e calibragem de equipamentos ópticos (máquinas fotográficas e binóculos) de todo o sul da Europa, África e Médio Oriente.
Ao que nos dizem são a unidade mais eficiente, com mais baixo tempo de resposta e mais baixa taxa de rejeição de reparações em todo o mundo e são um excelente exemplo de como vamos sendo capazes, apesar de todas as dificuldades politico-financeiras, de conseguir estas bolsas de trabalho e de actividade com valor acrescentado.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Bloco de interesses irresponsáveis

Mostrando aquilo que o fundamenta ideologicamente e aquilo que o move verdadeiramente, ou seja, a luta contra o governo, o Bloco de Esquerda apresentou ontem uma iniciativa que terá o seu epílogo no dia 10 de Março. Uma moção de censura ao governo.

Mas que move o Bloco?

-Quer fazer parte de alguma solução governativa? Não creio, nem o PS está para ai virado nem o BE tem, ou daria, credibilidade a governo algum.
-Querem marcar uma posição no Parlamento? Talvez, mas fazem-no da pior forma possível.
-Querem abrir a porta à direita no governo? É o que parece. Aliás, na semana passada tinham referido que qualquer moção apresentada pela esquerda seria um abrir de porta à governação de direita.
-Querem marcar pontos na luta pelo título de "campeão da 2ªdivisão" com o PCP ? Dá toda a ideia disso, mas este tipo de jogo vai-lhes sair caro e o PCP é bem capaz de sair por cima, no que diz respeito à política do contra.

O que se segue então?
A meu ver a moção acabará por não passar, o Bloco fica meio preso aos seus ideais anto-nato, anti-governo, anti-pcp, anti-capitalismo, anti-tudo e o PS, se souber gerir bem esta situação ainda acaba por encostar o PSD a esta vinculação de voto e mostrar definitivamente que nem PCP, nem BE são -alguma vez- soluções de governo para o que quer que seja.

Situações destas, num país em claras dificuldades, com um governo que mostra algumas carências mas que apesar de tudo tem mostrado serviço e com os olhares do mundo financeiro sobre si, são absolutamente dispensáveis e o exemplo do PRD em 1985, que desapareceu do espectro político depois de uma brincadeira destas, deveriam fazer o Bloco pensar duas vezes.

Ou seja, Louçã acaba por fazer com esta moção aquilo que melhor sabe fazer: Folclor



quarta-feira, 28 de abril de 2010

O tempo dos media

Não é comum este tipo de statement nos media nacionais, mas o Expresso avança esta tarde com 5 medidas imediatas para sugerir ao Governo neste momento de aperto, em que estamos acossados financeiramente pelos ratings e pela dívida pública.
É comum noutros países os jornais tomarem estas posições a nível económico, mas especialmente a nível político e mesmo eleitoral, apoiando um ou outro partido ou candidato. Em Portugal creio que é incomum e, no meu ponto de vista, é um sinal dos tempos que ai vêm.


Os comentários ao post do Expresso geram discussões infindáveis e são bem a prova das dificuldades do momento que vamos atravessar, em que o menos que vai existir é consenso entre as múltiplas partes deste puzzle. Mais facilmente assistiremos a atirar de culpas para o outro lado da barricada, seja ele qual seja, do que assistiremos a algum tipo de consenso, que só um facto muito grave e danoso virá fazer acontecer.

Estamos oficialmente em momento conturbado mas é nestas alturas que devemos defender o que é nosso, neste caso o país.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Coisas que (não) mudam (clássicos)

Aqui há umas semanas tirei esta foto aqui no Seixal, no momento em que um grupo de trabalhadores actuava no pavimento.
Para não variar naquilo que é o imaginário colectivo destas situações, um trabalha e os outros vão dando palpites de mãos nos bolsos. Há sempre o olhar do ponto de vista técnico, que diria que este era o especialista em escavações e os outros eram os especialistas nas áreas de trabalho pós-escavação.
Seja como seja, os senhores estavam a fazer o seu trabalho e isso é digno. Eu só achei curioso o momento.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Portugal hoje

-Temos um orçamento que gera dúvidas a toda a gente.
-Os juros da nossa dívida estão tão altos que começam a extrangular-nos lentamente.
-Temos um primeiro ministro, de quem gosto pessoalmente, mas que é perito na teatrealização política.
-O ministro das finanças diz que fará tudo para levar o seu orçamento em frente.
-Os deputados da oposição acham que 80 milhões, ou lá quanto é o que a Madeira precisa para não falir, não é muito.
-O presidente da república pede rigor em tudo mas ninguém o ouve.
-A Ilha da Madeira continua a fazer parte do estado português.
-Na imprensa o 24 horas anuncia em primeira página que a TVI e a Júlia Pinheiro vão colocar os portugueses a falar com os mortos (!!)
-Ainda a imprensa tudo o que é caso jurídico aparece transcrito palavra a palavra.
-40,6% dos portugueses ganham menos de 600€ (ler interessante estudo aqui)
-Os enfermeiros manifestaram-se na semana passada porque querem começar por ganhar 1200€ logo à partida da carreira.
-Os funcionários públicos manifestam-se hoje porque querem aumentos grandes demais para aquilo que o país lhes pode dar, ou seja, nada (já despediamos metade desta gente, não era?)
-Em Óbidos parece que descobriram uma casa com explosivos largados pela ETA Espanhola.
-Diz que vamos ter um TGV que vai custar o que temos e o que ainda vamos pedir lá fora para aumentar ainda mais a dívida
-No futebol fala-se e bate-se mais do que se joga.
-A nossa sociedade actual assemelha-se muito à nossa primeira república, que no fundo se tratou de um período de delinquência social, política e funcional.


Ahhhhh! É o nosso Portugal.... torrar ao limite e depois pedir ajuda. Somos bons em muitas coisas, mas nisto é que somos mesmo mesmo bons.
O Jorge Palma é que sabia toda quando escreveu isto:
"acabaste por perder a tua liberdade a caminho da glória. Ai Portugal Portugal...."

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Nem tudo está fácil

Na Aldeia da Pequenada temos desde hoje duas das quatro salas lotadas e 55% de ocupação, o que é óptimo ao fim de 10 meses, mas no país diz que as coisas estão difíceis.
As famosas agências de ratings dizem que não vamos conseguir pagar o que devemos ao exterior e que por isso vamos pagar juros mais caros.
No meio disto tudo, o Sr.Alberto que governa a região autónoma da Madeira continua a querer gastar mais do que pode e no governo estica-se a corda ao máximo, ameaçando mesmo com a demissão.
É impressão minha ou 2010 vai ser um ano algo movimentado ?