terça-feira, 29 de julho de 2008

Bola: Onde o meio e a mensagem perdem sentido

Há boas razões para não ligar muito ao futebol nacional, uma delas são os milhares de coisas que há para fazer em vez de estar a olhar para 22 gajos a correr atrás de uma boa.
Outra boa razão é que em Portugal se joga mais fora de campo, do que dentro das quatro linhas. Vejam bem esta situação, mais uma onde a regra "o meio é a mensagem" não se aplica, aqui não há regras, nem meio, nem mensagem.

9 de Julho in "O Jogo"

O Boavista e o Paços de Ferreira concordam em absoluto com o nome do jurista Freitas do Amaral, que hoje aceitou o convite da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) para liderar o processo de averiguação.
Freitas do Amaral aceitou o convite endereçado por Gilberto Madaíl na terça-feira e que, além de liderar o processo sobre a conturbada reunião do Conselho de Justiça (CJ) da FPF, vai ainda proferir um parecer jurídico sobre a regularidade ou irregularidade formal do que se passou.
"É uma pessoa que respeito muito. É intocável e inatacável", disse a administradora do Boavista, Adelina Trindade Guedes, à saída de Assembleia Geral (AG) da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP).

Dias mais tarde dá-se a decisão.

26 de Julho in "Antena 1"

Álvaro Braga Júnior, presidente do Boavista, desvaloriza o parecer de Freiras do Amaral sobre a reunião do Conselho de Justiça da Federação e sublinha que a decisão final sobre o caso será tomada nos tribunais.

Álvaro Braga Júnior em declarações à Antena 1 - referiu que:"O parecer vale o que vale. Pode dar conforto a alguém, a mim dá-me desconforto. Nunca pediria um parecer a Freitas do Amaral por todo o seu passado."


Normalmente uma mensagem é influenciada pelo meio que a transmite, no caso do futebol nacional, a mensagem não depende do meio, antes depende do momento, do sentido das coisas e do facto de se gostar mais ou menos da mensagem.
Genial !

quinta-feira, 24 de julho de 2008

O herói e o vilão.

Fui ontem ver "O cavaleiro das trevas" o novo filme do super-herói Batman. Como é normal os bons ganham sempre, mas aqui a vitória sai a todos, porque o filme é muito bom, os actores assentam que nem uma luva nos seus papéis e porque é impossível não ver o filme e tentar observá-lo do lado do mauzão, o Joker.

Se puderem vão ver, mas façam o exercício de olhar para o filme do lado do Joker, o filme tem um outro sentido assim, no fundo o sentido que lhe queiramos dar.
Lá está, o meio é a mensagem e a mensagem pode ser interpretada de acordo com o ponto de vista de quem a observa.

terça-feira, 22 de julho de 2008

Esforço, Dedicação e Glória

Sempre adorei ver as transmissões televisivas dos Jogos Olímpicos. Especialmente fascinado ficava com as modalidades que nunca via nos noticiários e por isso uns jogos olímpicos são sempre um bom motivo para colar à TV.
Vêm ai os Jogos de Pequim, começam a 8 do 8 de 2008 e ainda não é desta que vou assistir ao vivo a uns Jogos, mas esse dia há-de chegar.

Este fim de semana, aqui na Pista de Atletismo de Amora aconteceram os nacionais de Pista e muitos dos atletas que vão a Pequim passaram por aqui, uma oportunidade única para ficar na bancada, vidrado em modalidades tão pouco comuns como o lançamento do martelo, lançamento do dardo, 3000m obstáculos e afins... mas ao vivo.


A sensação é bem mais intensa do que vista via TV, pois no pequeno ecrã tudo está devidamente filtrado pelas regras da organização, pela escolha do realizador e pelos comentários do repórter de serviço. Ah... e tiram-se fotos espectaculares.

Ao vivo sente-se mais a máxima: Esforço, Dedicação e Glória

sexta-feira, 18 de julho de 2008

O futebol como meio religioso?

Por uma razão de simpatia familiar acompanhei ontem um primo a um daqueles locais onde jamais pensei ir... ao treino do Benfica!!
Antes de mais devo dizer que me diverti, não por ter achado piada, mas por compreender várias coisas. Uma delas é o país real, eram seis da tarde e a bancada do centro de estágios estava lotada de gente fã do clube o que é um sinal do que as pessoas fazem ao tempo livre. Depois devo notar que a quantidade de malta que vai para ali com as camisolas do clube vestidas é... enorme! A ideia com que fiquei é que de facto aquilo é uma questão de crença e religião.
Há depois o negócio, o clube aproveita os treinos (inteligentes) para vender gelados, pipocas, batas fritas, águas, sumos e o mais que haja.

Finalmente há a parte que me causou mais confusão, a fé.... a crença. Aquelas pessoas aplaudiram os jogadores assim que chegaram ao relvado, bateram palmas aos golos do treino, bateram palmas às fintas, fizeram piadas com um ou outro jogador que falhava uma jogada e alguns levantaram-se de pé a bater palmas quando o treinador interrompe uma jogada para mostrar a um jogador que não estava a perceber nada do que lhe tinha sido pedido.
Será isto normal em 1000 ou 1500 pessoas? É uma espécie de histeria colectiva?

Já tinha ouvido algumas vezes falar da doença da bola, já tinha visto algum fanatismo desportivo por esse mundo fora, mas o que ali vi ontem é mais do que isso, é uma religião... uma crença que deixa as pessoas fora do seu estado normal... uma fé que usa o futebol como meio e os resultados como mensagem.

Como diz um amigo meu: been there done that!

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Amor incondicional

"Some stories don't have a clear beginning, middle, and end. Life is about not knowing, having to change, taking the moment and making the best of it, without knowing what's going to happen next. Delicious ambiguity..."
by Gild Radner

Mesmo longe, muito longe, os verdadeiros amigos são eternos e únicos.
Tacitamente não nos julgam. Ouvem, opinam e apoiam (incondicionalmente).
Do outro lado do Atlântico tenho uma amiga assim.
Felizmente tenho mais alguns aqui no rectângulo.

domingo, 13 de julho de 2008

Keep on rockin old man

Esta era uma frase escrita numa t-shirt que um espectador do Optimus Alive!08 empunhava ontem à noite e fazia todo o sentido.

Neil Young actuou ontem à noite e é um dos maiores! Nunca o tinha visto ao vivo e entre temas clássicos, míticos e que foram marcando gerações atrás de gerações, Neil Young deu um grande concerto e agradou ao público que o foi ver.
Estava lá perto do palco e deu para ver que este homem tem música e energia para dar e vender... tocou umas duas horas, saiu, regressou, partiu as cordas da guitarra e deu um concerto do caraças!

Neil Young é também um homem de mensagens, Mother Earth foi um dos exemplos e o Rockin'in the free world outro. No fundo ele próprio é um meio, que faz da música e das letras a sua mensagem.

Como diria uma amiga minha, Keep on rockin...

sábado, 12 de julho de 2008

Rato de esgoto ?

A leitura de jornais mundiais na web presenteia-me por vezes com coisas fantásticas, como esta notícia que podem ler AQUI ou AQUI.
Basicamente o que está em causa é informar que uma Comissão para a Memória do Presidente (tradução livre) entregou cerca de 10000 assinauras numa petição, em S.Framcisco, Califórnia.
O presidente em causa é George W.Bush, e a comissão está a lançar esta petição como uma proposta para alterar o nome da Central de Tratamento de Esgotos de São Francisco para Central George W.Bush!!!

A ideia é genial e o facto de terem criado mesmo uma entidade para recolher assinaturas para isto e obrigar à decisão é ainda mais fabuloso.
Neste caso o meio passa uma mensagem muito forte e sem margem para dúvidas: "George W.Bush is mud"!

Ainda dá para assinar a petição ? :)

quinta-feira, 10 de julho de 2008

O meio é a mensagem II - Histórias infantis


À pouco quando li a história da noite à minha filha, lembrei-me que também as histórias infantis podem ser lidas ou interpretadas de forma distinta.
Isso fez-me pensar que nem o McLuhan se lembrou desta, pois centrou-se quase em exclusivo nos mass media.

Fui então buscar uma gravação com cerca de um mês para partilhar convosco. Senhores e Senhoras, "moi mêmê" a dar forte no papel de pai, a contar a história da Cinderela.
A história original não será assim 100%, mas neste caso o meio (eu) passou a mensagem (história) que o destinatário (Matilde) queria.

»»» OUVIR CONTAR A HISTÓRIA CINDERELA

A despropósito: vejam bem os comentários que a Matilde faz pelo meio.

terça-feira, 8 de julho de 2008

O meio é a mensagem I - Casos de polícia

Facto: A Polícia Militar brasileira enganou-se no carro e matou uma criança de 4 anos com dois tiros na cabeça.

Esta é uma notícia em que o meio é a mensagem. Senão vejamos:

a) O Expresso colocaria uma imagem com a fachada de uma esquadra e daria a notícia de forma fria e contactando associações de direitos das crianças e falando com o sindicato de polícia.
b) O DN ou o Correio da Manhã fariam capa disto, ambos falariam com "fontes da família" e colocariam imagens da casa dos pais e, eventualmente o CM, colocaria uma imagem de um policial e do carro metralhado
c) o 24 Horas, mostraria uma foto da criança, colocaria o pai a chorar na capa e descreveria todo o drama que envolve uma notícia destas. Ao mesmo tempo faria uma cronologia dos crimes praticados por engano pela polícia.
d) Os telejornais nacionais abririam todos com esta notícia, levariam especialistas a estúdio, um psicólogo forense, o Moita Flores, o tipo do sindicato de polícia e ainda mais um ou outro especialista em crimes e direito penal.

A mesma notícia, mas o meio influenciaria certamente a forma de a passar.
A Rede Globo preferiu abrir com a notícia crua e dura, chorada na primeira pessoa, sem contraditório (nem seria necessário) e sem margem para dúvidas. Foi assim.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Isto (também) é a Sigma3

Este fim de semana parte dos meus colegas foi em comitiva para o Porto para assegurar as emissões do Festival Super Bock Super Rock.
Uma dessas colegas é a nossa jornalista de serviço, Tânia Gaspar, que disponibilizou no seu blog este vídeo, onde 5 colegas dão o seu melhor a cantar Dina, um fortíssimo clássico kitch dos anos 80.



Tal como comentei por lá, a Sigma3 são muitas pessoas, muitas ideias, muitas tentativas de nos organizarmos e muitas coisas diferentes, mas também é isto que o vídeo mostra.

Vejam aqui o vídeo e aproveitem sigam o link e passem pelo blog para ver o que a Tânia anda a escrever.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

This is what i call a game

Não é o mais marketizado dos jogos, não é o melhor, não tem os melhores gráficos, mas é uma ideia do caraças e é um mind game mesmo ao estilo que eu gosto. Além disso o game design no jogo é original e desafiante.
Chama-se Echochrome e sai para a semana. Hoje pus as mãos neste desafio e já cheguei à conclusão que vou ter de passar umas valentes horas à volta do jogo. É quase impossível acabar um desafio sem acabar outro.