quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Mais um plug-in

Como se já não bastasse a carga de trabalhos que tenho, eis que me inscrevi em mais uma e fui seleccionado. 
Mais.... comprometi-me por 10 meses.
As palavras chave são: 11 horas, 20 alunos, 12ºano, S.João do Estoril, Marketing.
Iniciei ontem uma nova aventura no secundário, depois da rodagem no superior. Queiram p.favor tratar-me por professor, ou stôr, no calão comum de há décadas.  :)

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Porto

Este domingo e 2ªfeira estive no Porto e como tive um bocado de tempo livre acabei por dar uma volta pela cidade e digamos que fiquei com a impressão que aqui em Lisboa andamos a dormir no pedaço.
A cidade do Porto, agora que já lá vão as obras do metro no centro da cidade, é uma cidade organizada, bem identificada, com zonas verdes e de lazer de fazer inveja, com espaços diversificados para gostos diversificados, com bicicletas a circular com fartura pelas e com parques de estacionamento muitíssimo baratos ou mesmo gratuitos. Já para não falar da comida, do Tropical, da Cufra e de algumas das Leitarias e botecos de bairro, bem como do trato das pessoas, já tinha saúdades de ser tratado por "menino" ou por "freguês"!

Falta a esta gente do Porto lobby e comunicação, porque na verdade a ideia com que fico é que há por lá muito mais qualidade de vida do que aqui, na capital da "metrópole".

Uma eternidade

Na 6ªfeira os meus pais fizeram 38 anos de casados!! Dei por mim a pensar o que são 38 anos.... mas nem faço ideia, pois são mais 6 do que eu tenho de vida!
Este é um daqueles casamentos históricos, que resiste ao tempo e que faz da vida de duas pessoas, uma só vida, pois já têm mais tempo de casados do que solteiros.
Nós por cá vamos em 7 anos e entre alegrias e crises vamos ainda.... 31 anos atrás dos meus pais! Digamos que se fosse uma corrida de 10000 metros, eu e a Cristina já tinhamos corrido 2000!.
Para ilustrar esta última parte fui buscar a última foto que sacamos os dois, no Sudoeste deste ano, e estive tentado (inspirado na frase "compraria um carro usado a este homem", de uma campanha eleitoral nos EUA) a colocar uma coisa por cima da foto a dizer "acha que estes dois aguentam 38 anos?" :)

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Lembram-se de eu ter dito que ainda ia piorar?

Há pouco dias eu disse que o filme ia continuar... não foi preciso esperar muito, a euforia foi hoje cilindrada pelos sinais do mercado e pela frieza dos números. Notem bem nisto que "roubei" aqui:

Em 24 horas os países europeus - Reino Unido, Bélgica, Holanda, Luxemburgo, Islândia e Alemanha gastaram 69,37 mil milhões de euros, quase metade do PIB português, para salvar quatro instituições financeiras

O Fortis, está a ser parcialmente nacionalizado (49%) pelos países de origem, Bélgica, Holanda e Luxemburgo, com uma injecção de 11,2 mil milhões de euros.
O Bradford & Bingley foi nacionalizado.
A Islândia nacionalizou o Glitnir
A Alemanha intervencionou o Hypo Real Estate com outro bancos.

Nice going.... não tarda nada lá vai o nosso Sócrates ter de intervencionar qualquer coizita... se tal acontecer eu arrisco desde já que possa ser o BCP, mas o melhor é que não seja preciso nada disto aqui no rectângulo.

Boas férias colegas !

A minha colega Noveleira e a minha colega Jornaleira foram de férias, bem merecidas por sinal.
Espero que não metam férias nos blogs que eu gosto de ler o que elas escrevem.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Merecido dia

O anunciado dia em que Joana Dias sai do CC acabou mesmo por chegar. A Joana deixa de ser nossa colega, mas será sempre a nossa amiga.
Foi um dia de emoções, muito choro, muitos telefonemas, mensagens do fórum, risos e os magníficos vídeos que a Tânia e o Manzarra prepararam para contar as histórias da Joana, a história no CC e a história de vida.
A emoção tomou conta da nossa amiga mas teve muita gente no estúdio para lher dar apoio, beijos e para lhe dizer que gostou de trabalhar com ela.
Foi um programa divertido, como qualquer despedida devia ser. Risos e choros fizeram parte, os amigos também. 
As fotos são de hoje, de momentos do Curto Circuito e ilustram aquilo que acabei de escrever, risos, a emoção do choro e a equipa.
Pessoalmente foi um prazer ter trabalhado com uma pessoa como a Joana, nunca se perde a esperança que isso possa voltar a acontecer, especialmente porque o meio televisivo é tão volátil. Quem sabe...

 

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Quando os amigos saem de cena

Por norma reago bem às despedidas, sejam elas temporárias -quando alguém se ausenta durante um tempo- ou definitivas -quando alguém próximo falece- mas há algumas situações que me tocam particularmente e me deixam emocionado e algo infeliz. Curiosamente por estes dias esta dificuldade de lidar bem com uma despedida está a acontecer novamente.
A saída de Joana Dias do Curto Circuito é, a meu ver, permatura.  A decisão obviamente cabe a quem manda, mas depois de um ano e nove meses a Joana estava a gerar consenso, a criar uma empatia positiva com o público e a agarrar o seu lugar atrás na mítica bancada, poderia eventualmente ficar mais algum tempo.  Felizmente os lugares no CC não são eternos e a saída da Joana tem data marcada há já um mês e tal, a próxima 5ªfeira, dia 25/09.  Vamos todos tornar-lhe esse programa especial, mesmo das formas mais imprevisíveis, e agradecer a sua colaboração conosco.

O Curto Circuito já teve uns 20 apresentadores, mas a Joana será sempre muito especial, gosto mesmo muito dela, foi uma das pessoas com quem sempre simpatizei mais e que tenho o prazer de ser amigo. Teve, a meu ver, um trabalho muito positivo no CC, empenhou-se, estudou, aprendeu, respeitou o público, escreveu-lhes, soube falar com eles e soube fazer o seu papel sabiamente.
Cruzou-se conosco em 2003 no CC Casting. Não ganhou, mas não desistiu. Foi para a SIC Mulher e em Janeiro de 2007 o destino trouxe-a até nós, esteve por cá um ano e nove meses, agora só lhe posso desejar boa sorte e tentar ajudar no que possa.

Mas este post também pode servir para uma nota sobre o Alvim, a outra pessoa que me custou ver saír do programa. Ele foi durante 5 anos a cara da rebeldia do Curto Circuito e os nossos momentos de diversão (e também de conflito) foram tantos e tão ricos que a sua saída me custou um bocado. Na altura, para a saudosa revista Megascore, dediquei-lhe a nossa página de publicidade desse mês, a mesma que aqui está no post.  

sábado, 20 de setembro de 2008

(muito) Recomendado

O YouTube tem milhões de vídeos, mas nem todos são tão divertidos quanto os deste canal, chamado Seth MacFarlane's Cavalcade of Cartoon Comedy.
Descobri-o há uns dias, é do mesmo autor de Family Guy e ainda tem poucas animações (arrancou há 10 dias e promete um filme por semana), mas já diverte e mostra um estilo só ao alcançe dos melhores. Este é um dos vídeos e para quem gosta do Super Mário e já o jogou, este minuto é um primor, cheio de referências muito particulares e com um final bem fora dos contos de princesas.

Bom fim de semana!  


sexta-feira, 19 de setembro de 2008

O teu próximo browser

Vi este vídeo no estaminé do Gonçalo e tive de ir espreitar. Fiz o download e experimentei, primeiro estranha-se, depois entranha-se. Não é fácil à primeira, mas caramba.... é um improvement que temos de nos habituar.
Está a ser feito e testado pela Fundação Mozilla, os mesmos Senhores que criaram o Firefox.
A propósito. Ainda usam o Internet Explorer ? Por favor MUDEM para o Firefox, é melhor e mais seguro!

Ubiquity for Firefox from Aza Raskin on Vimeo.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Como a América nos vai lixar (a todos)

Tenho outras coisas para postar, mas por estes dias a minha atenção nos tempos livres vai para o acompanhar da crise financeira mundial, no sites da web. Um dos sites mais recomendáveis é o Visto de Economia, de Helena Garrido, que chama a estes dias "o Armagedão". Não sei se será tanto, mas que isto promete, senão vejam só o que se passou hoje:
- A reserva federal americana (Banco central lá da zona) salvou a AIG através de um empréstimo de 85 mil milhões de dólares, mas nem isso acalmou as bolsas;
- Depois há estes dois, que se preparam para ser os próximos a dizerem que estão atolados de créditos que não conseguem recuperar, hoje já deram sinal disso;
- À conta disto a Reserva Federal terá ficado descapitalizada, o que levou o Tesouro (entenda-se: Ministério das Finanças lá da zona) a ter de injectar dinheiro para evitar males menores (entenda-se: falência do Banco Central)
- Como é que o Tesouro injecta dinheiro ? Manda imprimir mais notas :) Ora mais dinheiro em circulação faz, por norma, aumentar a inflação, que por sua vez costuma levar os juros a subir;

Estão a perceber? Tudo faz sentido e nada disto é desejável, mas é o que temos...

Mas há mais, notícias como esta são os tais sinais de mercado que falei ontem. O que é que esta notícia quer dizer? Muito simples, quer dizer que depois de 150 anos de história separada, dois grandes bancos britânicos consideram unir-se num só, eventualmente para evitar que a falência de ambos.
"Fofinha" esta notícia, não é?

Aparentemente em Portugal não se passa nada, mas vai passar... o carteiro também há-de deixar uma cartinha ou duas aqui no rectângulo, vão ver que a crise toca a todos, mas estas notícias até chegarem até nós é como as descidas de combustível... levam algum tempo.

Ummmmm.... cheira um bocado a pólvora queimada, não cheira ??

terça-feira, 16 de setembro de 2008

O mercado está farto de dar sinais

Aviso desde já que este post terá links com fartura, mas acho que vale a pena ler.

Em Marketing Estratégico tive de ler, com grande prazer, o livro de Michael Porter sobre Estratégia Competitiva. É um livro excelente que recomendo a todos, não só pela informação que tem sobre mercados, estratégia e formas de abordar o mercado, mas fundamentalmente porque Porter tem uma leitura tão clara das coisas que podemos aplicar tudo aquilo que lemos ao nosso dia-a-dia.
Esta introdução serve para chegar a um ponto, os sinais de mercado, que Porter tanto falava e que por norma teriam de ser analisados com muita atenção, pois em geral revelavam a tendência seguinte da empresa concorrente.
Agora aplicar isto ao nosso dia a dia, quando se começam a sentir dificuldades no dia-a-dia das pessoas.
Pouca gente ligou, mas o que estamos agora a sentir começou em 2001 / 2002 com os juros estupidamente baixos, o primeiro verdadeiro sinal visível surgiu há um ano
em Agosto, depois foi-se ouvindo falar do preço do petróleo que só subia, em paralelo fomos tendo notícias nos telejornais das quedas das bolsas e, consequentemente, fomos também ouvindo falar da subida dos juros, a famosa Euribor, resultado da uma inflação como não se via há muito e finalmente, ouvimos também falar da valorização do Euro face ao dólar.
Isto é o que é visível nos media. É no fundo a mensagem, aquilo que nos dizem, o que sabemos e acreditamos.

Ao mesmo tempo que isto ia acontecendo por aqui já se falava que para esta crise se resolver tinham de começar a falir bancos, seguradoras e entidades financiadoras de crédito. Contava há uns meses um dos colaboradores do site, que para que a situação se pudesse resolver teriam de desaparecer aqueles que mais abusaram das fragilidades do mercado. Ora bem, ontem aconteceu a primeira grande falência e anuncia-se para breve mais uma dificuldade a sério, isto sem contar com com as nacionalizações que os EUA têm feito nas últimas semanas, o que é extraordinário ver, especialmente no país mais capitalista e defensor da economia privada do mundo.

Ora bem, não há dúvida que estamos a ter sinais de mercado com fartura, falta saber quem é o próximo grande gigante a falir (sim, vai falir mais alguém, não duvidem), falta saber como vamos nós levar com o impacto disto tudo (para além das rendas de casa, fruto dos juros altos) e falta saber como é que isto tudo pode servir de lição para uma nova realidade funcional das economias.
A crise de 1929 serviu para criar um novo paradigma económico, será que alguém vai saber usar o actual exemplo para alguma coisa?