sábado, 17 de janeiro de 2009

2009 vai ser um ano em cheio

Já há muito que não escrevia sobre a economia que nos rodeia diariamente e a verdade é que há de novo motivo para escrita.
Está certo e sabido que 2009 só vai ser um bom ano para quem tenha emprego, isto porque os juros têm diminuído o que faz com que o dinheiro disponível aumente, mas as boas notícias ficam-se por aqui.
Quem ficou sem emprego ou quem vai ainda ficar (e vão ser muitos) vai-se ver a braços com dificuldades das grandes, vejamos alguns sinais vindos a público nos últimos dias:

- Risco de deflacção (muito bem explicado pelo Visto da Economia)
- Desemprego em Portugal nos 8,5% (na verdade será mais, mas enfim.... nunca fomos bons em contas)
- Desemprego em Espanha nos 16% !!! (uma verdadeira locura ter tantos desempregados)

Com isto tudo aumenta também o défice público (Portugal reviu a previsão para 3,5%), essencialmente porque o governo tem de investir socialmente e por isso nada de bom se espera deste ano, pelo menos a nível económico.

No meio disto tudo o valor que me chama particular atenção é a previsão do governo espanhol para o desemprego: 16%!! Quer isto dizer que 16 em cada 100 pessoas vão estar sem emprego, já imaginaram o que isto significa? Eu deixo umas ideias:
- crise social das grandes;
- sem emprego começam as marginalidades a surgir, aumenta o crime e a violência urbana;
- com milhares de casas vazias por vender os espanhóis vão ter outras tantas no mercado, à conta dos novos desempregados que deixam de poder pagar as rendas;
- sem empregos do lado de lá da fronteira os "emigras" portugueses com emprego vão sentir a discriminação local, pois vão ser vistos pelos espanhóis como "os tipos que andam a tirar-nos o emprego"
- os muitos milhares de portugueses que trabalham do outro lado da fronteira e que vão ficar sem emprego vão regressar a Portugal, onde não conseguem trabalhar (por falta de trabalho, investimento ou mesmo falta de habilitações) e onde vão terde se ligar novamente ao campo para terem uma subsistência.

E muito mais haveria para escrever.
Perceberam a ideia?
Neste caso, por muito que se mude o meio, a mensagem é sempre idêntica: "agarrem-se bem, arranjem uma calculadora e começem a fazer contas, 2009 não vai ser nada fácil"

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Ainda vai a tempo

Andava eu a organizar as minhas fotos de Dezembro, quando encontrei esta foto que tirei para agradecer à Mónica Moreira a simpatia Natalícia. O timing perdeu-se um bocado, mas nunca é tarde, até porque só agora voltei a pegar no cartão de memória.


Posso garantir que os magníficos doces de amêndoa e ovos estavam divinais e que os Aero também foram alvo de um consumo entusiastico cá em casa, tudo bem espaçado ao longo do período natalício para não cair em exageros.

Mónica: este ano é que vamos mesmo a gelataria em Olhão e de caminho ainda arranjamos uma almoçarada regional. You guide me please :)

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Seize the day

Aviso prévio: este vai ser um post longo.
Um mail recebido ontem durante a tarde deixou-me a olhar algum tempo para o ecrã. A vida que temos faz-se de construções de amizades, conhecimentos, amor, encantos e experiências. Também se faz do contrário de tudo isto e, na soma de todos os factores, nós somos aquilo que vivemos e se a nossa vida for uma experiência rica em momentos (e os soubermos aproveitar) seremos uma pessoa melhor.
Uma das ligações mais significativas que tenho é com os meus amigos. Gosto de todos, sem excepção, fazem parte do meu património humano e de crescimento, com todos eles aprendi alguma coisa, com muitos deles cresci, com outros tantos trabalhei, com outros me apaixonei, com outros me ri, com outros viajei, com muitos chorei de alegria.
A rota incessante do tempo e da vida faz com que a ligação com alguns deles se vá reduzindo a pouco, a um mail, a um encontro esporádico, a um pensamento. Mas mesmo assim não se perdem, nunca se perdem. Tenho muitos casos assim, em especial os meus colegas da escola secundária e da faculdade, dois períodos riquissimos de amizades, de alegrias, de dificuldades e de muitas cumplicidades. Dois períodos que a evolução da vida foi quebrando no número de contactos.

Sentir que uma pessoa de que gostamos muito está de saída das nossas rotinas deixa-me triste, sempre assim foi com outros amigos, noutras situações. Naturamente não se perde a pessoa, muito menos se perde o amigo, mas é sempre um lugar vazio que fica, uma nova evolução que chega e que recicla as nossas rotinas sem que tenhamos possibilidade de impedir essa nossa reciclagem.
Esta pessoa é uma amiga e uma paixão, no sentido do relacionamento humano, é também um caso claro de alguém que não se sentiu totalmente segura de si durante muito tempo (é curioso que tive muitos amigos assim ao longo da vida), mas que cresceu, que evoluiu e que aprendeu a melhorar-se, pelo menos no tempo em que a conheci.
Temos demasiadas coisas em comum, outras nem tanto, é mesmo assim. Todas as circunstâncias que envolveram o nascimento e crescimento desta amizade fazem-me sentir que é uma amiga muito querida, a que por estes dias abandona o contacto regular da implacável rotina de minha vida e da minha total e absoluta falta de tempo para alimentar, ao vivo e pessoalmente, muitas das minhas amizades, mais novas ou mais antigas.
Vai sobrar em saudade aquilo que é amizade, mas ganhou-se para sempre uma pessoa, um conjunto de emoções, de gostos comuns, de risos, de choros, de desabafos, de surpresas, de espantos, de caras feitas e de sorrisos bonitos.

Uma das passagens mais emocionantes de um dos meus filmes favoritos de sempre, resume tudo isto a três palavras: "Seize the day"

"nós somos alimento para vermes e, acreditem ou não, um dia vamos deixar de respirar, ficamos frios e morremos". Importa viver, se me permitem acrescentar algo a esta passagem do filme.



Para esta pessoa fica uma mensagem, estarei por aqui, como estou sempre para os meus amigos.
Keep on rockin.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

34

Não quis que escrevesse muito sobre o assunto/data, preferia mesmo que não escrevesse nada, mas é impossível passar ao lado de uma data destas.
A Cristina faz hoje 34 anos e para não faltar ao prometido fica apenas um singelo:

Parabéns.

São 30 anos, caraças !

Hoje os Xutos comemoram 30 anos e esta é uma daquelas datas a assinalar. São a maior banda nacional, já entradotes na idade e marcados numa geração dos 30 anos para cima, mas com fans de todas as idades.
São uma daquelas bandas que todos sabemos as letras das músicas. É essa a diferênca entre os bons e os melhores, os melhores ficam marcados, os melhores nós conhecemos o que fazem e às tantas já os sentimos como se fossem um bocadinho nossos amigos. São os maiores.

No Sub26, que produzi para a RTPinternacional e África, em 1998/1999 fizemos por esta altura uma emissão especial, chamava-se "Xutos e Pontapés 20 anos de carreira" (imagine-se!!) e conseguimos juntar 3 dos membros da banda, o inevitável João Cabeleira não veio, e fizemos um programa fantástico. Primeiro porque foi divertido, depois porque fazer televisão para um canal internacional permite que tenhamos telefonemas fora de série de todo o mundo e depois porque conseguimos também ter em estúdio o Francis, um dos primeiros membros da banda, que saiu logo no 2ºano, mas que continua amigo deles.

Serve isto para dizer que os Xutos estão então de parabéns por estes 30 anos de carreira e que eu estou também a... crescer um bocadito....:) já lá vão pelo menos 10 anos de televisão (12 e meio para ser mais exacto) e pelo ritmo que isto leva ainda vamos fazer um "especial Xutos: 40 anos".
Já só faltam 10 :)

Fica um dos meus temas favoritos, "Gritos Mudos".


segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Um post a auto elogiar-me

Só porque me apetece e porque grande parte do que sou o devo a mim mesmo, ao meu empenho, entusiasmo, capacidade de sofrimento, de auto-motivação e de preseverança.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Ano a sul ?

Há muito que desejo que o destino me puxe para Sul, entenda-se Alentejo. O tempo, a vontade e o estar farto da cidade certamente encarregar-se-ão disso dentro de uma dezena de anos, mas enquanto não acontece os primeiros dias de 2009 já me trouxeram a oportunidade de me ir aproximando do destino final.
Dentro de algumas semanas verei com maior certeza, mas acho que a palavra Setúbal está muito próxima de entrar no meu léxico regular.
Setúbal já é sul, não é?

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Início de ano fatídico

Não sei se isto é bom sinal, mas hoje à tarde mais um telefonema assombrou o meu fim de tarde. Do outro lado um grande amigo meu, das lides fotográficas, chorava compulsivamente enquanto tentava falar comigo.
Tinha acontecido uma tragédia, sem razão aparente um dos seus irmãos morrera hoje à tarde.
A tragédia é grande, mas é ainda maior se considerarmos que a pessoa em causa tinha 48 anos e hoje de madrugada tinha sido avô!
Não chegou a conhecer o neto, que ia visitar depois do trabalho.
Para esta família que conheço há tantos anos este é um dia sem sabor, o óptimo e o trágico misturam-se numa neutralidade arrepiante.

Em pouco tempo é o segundo caso, é impressão minha ou andam a morrer demasiadas pessoas amigas?

Quando a comparação é o meio de passar a mensagem.

Regressou ontem à RTP a minha série favorita.  "Conta-me como foi" entra na 3ªsérie e às tantas o pai da familia, o Sr.Lopes, surge de pijama na imagem.
Acto contínuo diz a minha cara esposa o seguinte: "vês, até o personagem desta série  tem um pijama com mais onda do que os teus".

É impressão minha ou há aqui um claro sinal e a série serviu como meio de passar uma mensagem??? 
Cheira-me que a resposta é 'claramente que sim'! Tenho de me colocar em campo para corrigir isto.

domingo, 4 de janeiro de 2009

Society

O ano de 2008 foi certamente um ano de locuras, de crises e de mudanças. Continuo a achar que estamos a viver, economica e socialmente, um período marcante da história dos últimos séculos, um período que só poderemos avaliar com exactidão daqui a alguns anos.
Eventualmente um período muito complicado, até porque ninguém pode prever a dimensão da crise mundial em que estamos mergulhados.

No meio disto tudo há uma sociedade que vive cada vez mais em função de se alimentar a si própria, onde cada um de nós é mais do grupo e menos de si mesmo. Isto fez-me recordar desta música, parte integral de um dos filmes mais interessantes que vi nos últimos tempos, recomendado pela minha boa amiga Mónica, embora já estivesse cá em casa há umas semanas.

O filme é bom, a história é óptima, a música é divina e o intérprete é dos melhores.

Só se lamenta a árvore

As notícias de ano novo são por norma chatas e mais do mesmo, mas este ano há uma que me chamou a atenção, a de um despiste de três jovens em Figueira de Cavaleiros, Ferreira do Alentejo, que provocou três mortes.
À primeira uma pessoa pensa "bolas, que chatiçe acontecer isto a pessoal novo", mas depois de ir tomando conhecimento das coisas a opinião pessoal vai evoluindo.

Depois ouvimos que o condutor era um jovem imigrante na Suiça e aqui uma pessoa pensa logo: "ui, um perigoso emigra..."

Depois a notícia da TV conta-nos que o emigante tinha comprado um carro novo (que dava uns 250km/h, mas que também consegue andar a 80 ou 90km/h!!) e que tinha convidado umas amigas para o experimentar.
Aqui a ideia inicial de pena desaparece e penso logo: "lá está... bate certo, veio da Suiça armado em grande, convidou as miúdas da terra para se mostrar ou para abrir caminho para outras "aventuras", acelarou o mais que pôde para se mostrar a ele a ao carro e deu nisto".
Por esta altura já só se têm pena das miúdas.

Hoje lemos no jornal que afinal iam a mais de 200 km/h numa recta lindissima, cheia de árvores centenárias de um porte tremendo, que eu conheço tão bem de tantos anos a passar lá, e que as 3 pessoas iam num carro de dois lugares !!!! e que as duas passageiras iam ao colo uma da outra !!!!!
A partir daqui acaba qualquer tipo de pena.
A partir daqui, mesmo lamentando as mortes, só me posso sentir aliviado porque nem eu nem os meus amigos se cruzaram na estrada com este criminoso condutor e porque morreu um condutor incompetente, criminoso, descuidado, desrespeitador da lei e acelera. Levou com ele duas moças tolas, digo tolas porque aceitaram ser conduzidas em condições contrárias à lei, muito perigosas, desrespeitadoras das mais elementares regras de segurança e por isso mais cedo ou mais tarde iriam elas fazer o mesmo como condutoras.

Assim sendo só fico com pena da árvore onde estes três criminosos se enfiaram e onde partiram o carro todo (a tal ponto que o motor avançou 80 metros!!!!!), como aliás se vê na foto deste post.
São árvores centenárias, com uma copa grande e linda, que cobrem toda a estrada de um lado e de outro criando uma imagem única.
Espero que esta pancada não tenha danificado a árvore e que a mesma continue a viver saudável, a ver passar o tempo e todos os condudores que cumprem a lei nas estradas.

Foto sacada ao Correio da Manhã