quarta-feira, 24 de março de 2010

Quando o trabalho não é um peso

Ainda ontem partilhava este pensamento com o meu colega de EITV.
Temos uma actividade diária nada rotineira, ou variam os produtos, ou os temas, ou as pessoas.
Trabalhamos com pessoas de quem gostamos.
Temos contacto e acesso a uma série de pessoas e informações que nos mantém actualizados antecipadamente sobre o que nos rodeia.
Grande parte das vezes conseguimos marcar o nosso trabalho de forma a não ter de "pastar" nas filas de trânsito.
Conseguimos, na maioria das vezes, levar e recolher os nossos filhos ao colégio.

Concluimos ambos que temos, pelo menos isso, qualidade de vida.

(na foto: um momento non sense numa das muitas gravações de produtos do EITV)

domingo, 21 de março de 2010

Aniversário local

A secção de Amora do Partido Socialista fez anos, 35 anos, no passado dia 21 de Fevereiro e tinha ficado por partilhar este momento. É simbólico, mas marcante, pois é um partido e uma secção fraterna e onde ainda se consegue manter uma discussão política, não só nacional, mas também local. Estou enturmado há menos tempo do que aquele que desejava, mas sempre vi a política como um gosto que se pode ter e manter depois de ter assentes uma série de outras coisas.
A festa foi simples, mas marcante pois o conhecimento e a partilha de 35 anos de histórias, fez desta tarde um momento de enriquecimento pessoal e político, de uma realidade local que em certos aspectos desconhecia.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Sem sentido

Com tantos percalços nos últimos tempos há claramente um mal estar, no meu ver desnecessário, entre a bancada parlamentar do meu partido. Esta notícia que acabo de ler é prova disso mesmo e, face à elevação necessária naquela instituição, todos teriamos passado sem isto, visto que no fundo estão todos em local de trabalho.
A primeira coisa que me veio à ideia quando li isto é que lá na Aldeia da Pequenada há crianças que não fazem estas birras. Comportamentos a rever pois assim corremos o risco de ficar ao nível daquela oposição que bate o pé ou que balbucia qualquer coisa enquanto os nossos deputados discursam.

Uma questão de letras

O semanário Sol publica esta 6ªfeira uma alegada lista do empresário da sucata do norte, que alegadamente oferecia umas prendas a pessoas "bem colocadas para os seus interesses". A lista deve ser muito mais extensa, mas o que se publica é fantástico.
O nosso primeiro ministro e mais uns actuais e ex-políticos eram classificados como "AAA", mas o mais fantástico é que o chamado "triple A" (classificação muito usada para dimensionar os orçamentos de videojogos) é ultrapassado pelo presidente da REN que tem um "AAAA" e que leva com isso uma fruteira sem asas (!!!) e um jarro de prata.
Curioso é notar que de um ano para o outro a ex-Secretária de Estados dos Transportes passa de "AAA" para coisa nenhuma, naquela que deve ter sido a despromoção do ano no mundo das ofertas. O que terá feito (ou não terá feito) a senhora para merecer uma coisa destas?
Há também o senhor das finanças de Aveiro que passa de "B" (whiskey de 30 anos) para um "C" (whiskey de 12 anos), o que é ingrato para quem recebe, que se habitua ao bom whiskey e depois tem de voltar à "surrapa", espero que tenha ao menos sido verdadeiro malte.
Digno de nota é a GNR de Canas de Senhorim, que leva um miserável "F", o que corresponde a 13 cabazes num valor total de 391 euros, o que mostra bem o respeito (ou falta dele) pela autoridade, 13 cabazes por este valor deve dar um bolo rei e uma garrafa de vinho do Porto do Lidl para cada militar, o que é uma desvalorização da classe que a meu ver não é justa.
A ser verdadeira esta listagem é tremenda, um mimo do portugalismo que se apodera de todos os que acham que "umas prendas dão sempre jeito no futuro".
Sendo verdadeira a listagem e os factos alguma vez haverá justiça?

quinta-feira, 18 de março de 2010

Comissão de abate?

Começa na próxima 3ªfeira uma comissão de inquérito ao caso TVI/PT. Porque é que será que fico com a sensação que a mesma vai servir para atacar forte e feio o nosso primeiro ministro?

Curiosamente a comissão parlamentar (que é coisa séria, com "poderes jurídicos" de alguma monta) tem 60 dias para mostrar resultados dos trabalhos, um timing que (curiosamente) bate certo no timing em que é possível demitir o governo ou dissolver o parlamento (seis meses antes das eleições presidenciais de Janeiro, não pode haver dissolução).

Cavaco Silva já disse que não ter (até agora) razões para ter falta de confiança no governo, mas na política tudo muda de repente e uma decisão desta comissão pode ser o rastilho de uma mudança no "timing exacto".
Se a isto somarmos as eleições no PSD dentro de uma semana, então temos vários ingredientes preparados no timing exacto.
Pode ser que me engane, mas fica a nota antecipada de muitas coincidências que tenho notado.

Quando a autoridade investiga os colegas

Quando chegamos ao ponto de uma autoridade investigar a própria autoridade, em quem devemos acreditar? No estado?
Continuo a achar que sim, mas estes sinais (ler notícia) são preocupantes e nada apaziguadores para o futuro.

Deixai vir a mim as criancinhas

As notícias de pedofilia sucedem-se, EUA, Irlanda, Austrália, Alemanha, Brasil e mais recentemente o próprio Vaticano. Hoje o ministério público anunciou que também investiga 10 párocos nacionais, o que (valha a verdade) não é de estranhar já que em Portugal adoptamos facilmente os modelos estrangeiros.
Este cartoon de Henrique Monteiro, publicado ontem, é genial na forma como resume o assunto.

quarta-feira, 17 de março de 2010

O PEC - PT

Os próximos tempos serão marcados pelo PEC e por tudo aquilo que o mesmo vai trazer (de bom e de mau) a todos nós. Uma questão prévia é no entanto absolutamente incontornável, como estamos não vamos a lado nenhum.
O Diário Económico tem um bom dossier sobre o PEC, mas no essencial este plano vem tentar estabilizar as nossas contas públicas, que -por norma- são desorganizadas e muito permissivas. Portugal vive hoje uma situação de inevitável dívida crónica com o estrangeiro e passamos o tempo a endividar-nos cada vez mais.
Temos estado a mais na sociedade, temos funcionários públicos em serviços que não precisa de ser o estado a prestar, temos muitos subsidiodependentes para tudo, temos solidariedade a mais com que poderia trabalhar ou prestar serviço comunitário e prefere viver à espera do vale do RSI ou não aceitar um emprego porque "prefere receber o subsídio".
Temos gestores com salário que não fazem parte da nossa realidade de país e somos o que sempre fomos, um país de gananciosos improdutivos, que vivem de expedientes para ir adiando tudo.
Este PEC não resolverá tudo, muito menos resolverá a nossa questão social histórica de apego ao estado para tudo, mas pelo menos que sirva para assentar as nossas contas e nos permitir ficar menos dependentes do exterior e dos ratings de uma qualquer agência financeira.
Pelo menos, do que li, já vai servir para alguma coisa de útil, nomeadamente adiar o TGV (no meu entender é um fim no assunto, mas dito de forma não assumida), reduzir a admissão de mais funcionários públicos e mexer nas regras de subsídio de desemprego e de RSI.

É provável que este PEC e o que o mesmo implica possam ser o fim do governo no curto e médio prazo, mas goste-se ou não se goste do governo, entre críticas e alguns exageros internos a verdade é que governa e faz o mais difícil, toma decisões.

Muito bom

Boa amiga acabou de me dar a conhecer este vídeo. Está longo, mas tem detalhes muito bons e acima de tudo serve como promoção da faculdade.
Detalhes a reter: a participação de David Fonseca e do professor Pedro Dionísio.

Gaffes ?

Numa cerimónia em que personalidades de estado participam, uma troca destas (desatenção ou falha propositada de forma jocosa) daria decerto direito a sanções.
Triste pensar que eventualmente não concordância política ou social com uma pessoa possam levar a estas brincadeiras parvas.



PS: Note-se que não houve correcção do "erro" perante as gargalhadas dos presentes.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Irreal

Reunidos em congresso, os militantes do PSD aprovaram uma norma que impede que os militantes critiquem a direcção do partido nos sessenta dias antes de cada eleição.
À primeira vista a solidariedade que os militantes deveriam ter com o seu partido deveria ser suficiente para não ter de aprovar uma coisa destas, mas a verdade é que a coisa foi votada e aprovada.
O mais irreal nem é a norma, que pode ter várias leituras, desde a estalinista do PS até à minha que simplesmente me parece irreal. O mais incrível é que os três candidatos a lideres deste partido logo vieram dizer que iriam revogar esta norma assim que sejam eleitos..... então estiveram aqui no congresso a fazer o quê??

Confesso que quando li a notícia pensei que fosse um erro e que fosse algo do PCP ou do BE, mas afinal era mesmo o PSD que num momento "silly congress" aprovou isto e agora parece que não foi ninguém !
Será que nos devemos preocupar quando um dos maiores partidos nacionais vai por este caminho, meses depois de a actual líder ter sugerido que se devia suspender a democracia por 6 meses ? Onde anda a social democracia destas pessoas.