"Os suportes da comunicação e as tecnologias são determinantes na mensagem: os conteúdos modificam-se em função dos meios que os veiculam" (Marshall McLuhan).
Este blog é o um meio pessoal de ver alguns aspectos da Aldeia Global.
domingo, 30 de maio de 2010
Brincar à democracia no norte da Europa
Islândia: Era este o país do paradigma da evolução social, não era?
quarta-feira, 26 de maio de 2010
A fixação com as filas
Este fim de semana fui ao Rock in Rio, mas este post poderia ser feito a partir do exemplo de qualquer outro evento pago, ou não, onde se aglomerem pessoas e onde hajam sponsors.
A questão é: Não consigo compreender a fixação das pessoas com as filas das ofertas. Neste evento existiam dezenas de filas, umas para andar em rodas gigantes, outras numa montanha russa, outras para ganhar um sofá insufável (!), outras para jogar futebol, outras para ganhar t-shirts, cabeleiras, óculos idiotas, outras para ganhar uma pasta de dentes (!) e até filas para ficar sentado numa cadeira enquanto uma "stripper-comercial"tentava ao vivo aumentar a pulsação do idiota que ali se senta.
Confesso que não compreendo a submissão às marcas a que as pessoas se votam ao entrar nestas filas. Será que aquelas pessoas ali pagaram 58€ para irem enfiar-se consequtivamente em filas para ganharem merchandising das marcas?
Fiquei na dúvida se assim seria, mas depois de ouvir algumas pessoas que por lá andavam fiquei esclarecido: Ir para a fila é fixe "e tem de ser".....
Mas que raio... mas aquelas pessoas pagam para ir ver concertos e divertir-se ou para irem para filas? Não lhes basta já a fila do trânsito? dos transportes? do supermercado?
Já em festivais de música anteriores tinha notado o mesmo, mas agora fico com a certeza estes "festivaleiros" são loucos
terça-feira, 25 de maio de 2010
Mau exemplo
Numa altura em que se pedem sacrificios aos portugueses e se aumentam impostos, os deputados nacionais acabam de dar (a confirmar-se esta noticia) um mau exemplo.
Aumentam as ajudas de custo e com isso anula-se o decrescimo dos 5% nos salarios e aproveita-se para aumentar a despesa publica.
Algumas vezes pergunto-me se estas pessoas vivem mesmo na realidade do resto das pessoas
Aumentam as ajudas de custo e com isso anula-se o decrescimo dos 5% nos salarios e aproveita-se para aumentar a despesa publica.
Algumas vezes pergunto-me se estas pessoas vivem mesmo na realidade do resto das pessoas
sábado, 22 de maio de 2010
Resumo de um mês agitado
Este tem sido um mês complicado, carregado de trabalho no Exame Informática TV, uma viagem a Londres pelo meio e a tentativa de ter mais um programa na SIC Notícias.
Deste o fim do mês de Abril, onde já se notavam claramente as dificuldades que o excesso de dívida estava a causar às finanças do país, que as coisas se expuseram mais a claro. O país está em sérias dificuldades e muito perto do limiar de não se conseguir financiar nos mercados normais, visto que a taxa de juro exigida é muito elevada.
Neste intervalo sucederam-se as notícias diárias sobre as dificuldades, os impostos vão aumentar dentro de dias, o governo está sob ataque de toda a oposição, vão iniciar-se uma série de medidas que vão levar os bancos a limitar muito o acesso ao crédito de particulares e o estado admite ter de congelar uma série de coisas que fariam aumentar os seus custos.
Pelo meio o PCP lançou a sua habitual e irresponsável moção de censura ao governo (ver referência), sempre no reforço da sua posição de estar contra, pois o terreno pantanoso é o seu terreno de eleição para novos descontentes e para as suas lutas de rua.
Pelo meio há também uma ligação entre os lideres de PS e PSD, no sentido de acordarem as medidas de austeridade que se avizinham. Uma ligação que mantém alguma estabilidade no nosso país e alguma credibilidade junto de mercados e das instituições financeiras e políticas internacionais, mas que no entanto foi logo aproveitada políticamente pelo líder do PSD, que num acto de contracção política se apressou a pedir desculpa (ver referência), o que no caso lhe fica particularmente mal, visto que ninguém o obrigou a coisa nenhuma.
Neste intervalo tivemos ainda o papa em Portugal junto dos seus crentes e um presidente da república (PR) que passou o tempo atrás do chefe de estado da Santa Sé, o que num país laico só lhe fica mal.
Os fiéis tiveram o seu momento de fé, o papa aprendeu os nomes dos netos do PR (ver vídeo: um dos momentos mais "hilariantoidiotas" dos últimos tempos), o presidente andava contente, o estado fartou-se de gastar dinheiro com isto tudo e os media perderam totalmente o sentido de limite, chegando a fazer peças sobre o chão que o papa ia pisar.
Também por falar em limites absurdos dos media, temos por estes dias a bola, um dos alimentos dos portugueses. A selecção luso-brasileira está em estágio no interior (medida simpática para quem tem sempre tantas dificuldade em ter estas figuras públicas por perto) e os conteúdos diários sobre o relvado, a roupa, a família, os carros, os tiques e as comidas favoritas dos jogadores sucedem-se.
Os media estão claramente a perder a sua objectividade quando confrontados com grandes eventos, fica a ideia que nestes casos é preciso fazer muito e diferente da restante concorrência, nem que por isso seja necessário mostrar as casas de banho do balneário ou fazer programas especiais com entrevistas de rua, com perguntas que começam sempre "o que acha de...".
No que ao futebol diz respeito os media vão carregar em cima de Cristiano Ronaldo. Ele é o salvador de serviço (para os media) de uma selecção luso-brasileira que mostra fragilidades sérias, a começar pelo próprio seleccionador. Deseja-se sempre o melhor resultado para a nossa selecção, mas confesso que este é um dos mundiais em que menos esperança tenho.
Claro que neste intervalo houve ainda o Benfica. Foram campeões e nessa noite o país parou literalmente. Ruas em festa, barulho, alegria e, mais uma vez, os media em directo horas a fio a mostrar a festa.
Não ligo demasiado ao futebol mas entrei na festa de forma solidária com os meus amigos Saraiva e Calvinho, um jantar com amigos à hora do jogo selou a alegria de os ver contentes com esta vitória do seu clube e isso é suficiente para me deixar igualmente contente.
Ainda pelo meio disto tudo há o meu Amora FC. As dificuldades também existem por aqui e são muitas. Na altura em que faz 89 anos o clube ultrapassou mais uma machadada mortal, sobrevivendo a um pedido de insolvência de um ex-atleta, que curiosamente é meu amigo.
O destino do futebol local passa pela aposta nos mais novos e pelo empenho dos veteranos e dos jogadores que joguem pelo desporto e pelo gozo que isso lhes dá. As realidades anómalas que têm existido estes últimos a 5 ou 6 anos não ajudam em nada e por isso mesmo, mais uma vez vou cumprir o meu dever de associado e de amorense, fazendo parte de uma das duas listas que no dia 29 de Maio vão estar a lutar pela liderança do clube.
A lista de que faço parte tem gente boa, que gosta do clube e que quer criar novas condições para que o clube recupere a credibilidade e o tempo perdido. Os votos dos sócios decidirão, mas entusiasma-me a possibilidade de poder contribuir mais uma vez para o meu clube.
Finalmente uma referência a uma medida do PS que foi votada e aprovada no Parlamento, a autorização para que pessoas do mesmo sexo possam celebrar um casamento, como qualquer casal heterossexual.
Portugal é um dos primeiros 10 países a seguirem este caminho e por mim parece-me muito bem, o casamento tem de estar aberto aos afectos e vontades de pessoas que sendo do mesmo sexo não deixam de ser pessoas e por isso mesmo deverão ter socialmente os mesmos direitos.
Conheço pessoas que estão neste caso e que a nova lei lhes abre caminho a mais um momento de alegria, pois os afectos que têm e a relação com o parceiro é já de facto consolidada e real, o casamento será apenas o passo que faltava poder ser dado.
Creio que se respira um pouco melhor e com mais liberdade. Há quem defenda opções distintas, investindo no discurso da libertinagem e da inversão de valores, mas a verdade é que as sociedades evoluem e os pensamentos e as condições do estado e da sociedade têm de acompanhar essa evolução.
No final deste extenso post um dos magníficos cartoons de Henrique Monteiro e que simboliza bem as dificuldades que ai vêm e nas quais temos de ser solidários, pois esta crise gerada pelo gasto excessivo do estado e pelo inusitado ataque ao euro e à sua estabilidade (ver a desvalorização do mesmo nas últimas semanas) vai ficar por cá ainda uns tempos e (acredito sinceramente) ainda nos vai levar a sacrifícios ainda maiores, especialmente no corte de salários e no corte de funcionários públicos.
Deste o fim do mês de Abril, onde já se notavam claramente as dificuldades que o excesso de dívida estava a causar às finanças do país, que as coisas se expuseram mais a claro. O país está em sérias dificuldades e muito perto do limiar de não se conseguir financiar nos mercados normais, visto que a taxa de juro exigida é muito elevada.
Neste intervalo sucederam-se as notícias diárias sobre as dificuldades, os impostos vão aumentar dentro de dias, o governo está sob ataque de toda a oposição, vão iniciar-se uma série de medidas que vão levar os bancos a limitar muito o acesso ao crédito de particulares e o estado admite ter de congelar uma série de coisas que fariam aumentar os seus custos.
Pelo meio o PCP lançou a sua habitual e irresponsável moção de censura ao governo (ver referência), sempre no reforço da sua posição de estar contra, pois o terreno pantanoso é o seu terreno de eleição para novos descontentes e para as suas lutas de rua.
Pelo meio há também uma ligação entre os lideres de PS e PSD, no sentido de acordarem as medidas de austeridade que se avizinham. Uma ligação que mantém alguma estabilidade no nosso país e alguma credibilidade junto de mercados e das instituições financeiras e políticas internacionais, mas que no entanto foi logo aproveitada políticamente pelo líder do PSD, que num acto de contracção política se apressou a pedir desculpa (ver referência), o que no caso lhe fica particularmente mal, visto que ninguém o obrigou a coisa nenhuma.
Neste intervalo tivemos ainda o papa em Portugal junto dos seus crentes e um presidente da república (PR) que passou o tempo atrás do chefe de estado da Santa Sé, o que num país laico só lhe fica mal.
Os fiéis tiveram o seu momento de fé, o papa aprendeu os nomes dos netos do PR (ver vídeo: um dos momentos mais "hilariantoidiotas" dos últimos tempos), o presidente andava contente, o estado fartou-se de gastar dinheiro com isto tudo e os media perderam totalmente o sentido de limite, chegando a fazer peças sobre o chão que o papa ia pisar.
Também por falar em limites absurdos dos media, temos por estes dias a bola, um dos alimentos dos portugueses. A selecção luso-brasileira está em estágio no interior (medida simpática para quem tem sempre tantas dificuldade em ter estas figuras públicas por perto) e os conteúdos diários sobre o relvado, a roupa, a família, os carros, os tiques e as comidas favoritas dos jogadores sucedem-se.
Os media estão claramente a perder a sua objectividade quando confrontados com grandes eventos, fica a ideia que nestes casos é preciso fazer muito e diferente da restante concorrência, nem que por isso seja necessário mostrar as casas de banho do balneário ou fazer programas especiais com entrevistas de rua, com perguntas que começam sempre "o que acha de...".
No que ao futebol diz respeito os media vão carregar em cima de Cristiano Ronaldo. Ele é o salvador de serviço (para os media) de uma selecção luso-brasileira que mostra fragilidades sérias, a começar pelo próprio seleccionador. Deseja-se sempre o melhor resultado para a nossa selecção, mas confesso que este é um dos mundiais em que menos esperança tenho.
Claro que neste intervalo houve ainda o Benfica. Foram campeões e nessa noite o país parou literalmente. Ruas em festa, barulho, alegria e, mais uma vez, os media em directo horas a fio a mostrar a festa.
Não ligo demasiado ao futebol mas entrei na festa de forma solidária com os meus amigos Saraiva e Calvinho, um jantar com amigos à hora do jogo selou a alegria de os ver contentes com esta vitória do seu clube e isso é suficiente para me deixar igualmente contente.
Ainda pelo meio disto tudo há o meu Amora FC. As dificuldades também existem por aqui e são muitas. Na altura em que faz 89 anos o clube ultrapassou mais uma machadada mortal, sobrevivendo a um pedido de insolvência de um ex-atleta, que curiosamente é meu amigo.
O destino do futebol local passa pela aposta nos mais novos e pelo empenho dos veteranos e dos jogadores que joguem pelo desporto e pelo gozo que isso lhes dá. As realidades anómalas que têm existido estes últimos a 5 ou 6 anos não ajudam em nada e por isso mesmo, mais uma vez vou cumprir o meu dever de associado e de amorense, fazendo parte de uma das duas listas que no dia 29 de Maio vão estar a lutar pela liderança do clube.
A lista de que faço parte tem gente boa, que gosta do clube e que quer criar novas condições para que o clube recupere a credibilidade e o tempo perdido. Os votos dos sócios decidirão, mas entusiasma-me a possibilidade de poder contribuir mais uma vez para o meu clube.
Finalmente uma referência a uma medida do PS que foi votada e aprovada no Parlamento, a autorização para que pessoas do mesmo sexo possam celebrar um casamento, como qualquer casal heterossexual.
Portugal é um dos primeiros 10 países a seguirem este caminho e por mim parece-me muito bem, o casamento tem de estar aberto aos afectos e vontades de pessoas que sendo do mesmo sexo não deixam de ser pessoas e por isso mesmo deverão ter socialmente os mesmos direitos.
Conheço pessoas que estão neste caso e que a nova lei lhes abre caminho a mais um momento de alegria, pois os afectos que têm e a relação com o parceiro é já de facto consolidada e real, o casamento será apenas o passo que faltava poder ser dado.
Creio que se respira um pouco melhor e com mais liberdade. Há quem defenda opções distintas, investindo no discurso da libertinagem e da inversão de valores, mas a verdade é que as sociedades evoluem e os pensamentos e as condições do estado e da sociedade têm de acompanhar essa evolução.
No final deste extenso post um dos magníficos cartoons de Henrique Monteiro e que simboliza bem as dificuldades que ai vêm e nas quais temos de ser solidários, pois esta crise gerada pelo gasto excessivo do estado e pelo inusitado ataque ao euro e à sua estabilidade (ver a desvalorização do mesmo nas últimas semanas) vai ficar por cá ainda uns tempos e (acredito sinceramente) ainda nos vai levar a sacrifícios ainda maiores, especialmente no corte de salários e no corte de funcionários públicos.
quarta-feira, 28 de abril de 2010
No meio de tudo isto há quem faça anos
A Matilde faz hoje 6 anos.Foram momentos de alegria os vividos nessa altura, e também agora, à medida que a vamos vendo crescer, lidando com os medos, vencendo as dificuldades e ganhando confiança nas suas capacidades
Está irrequeita, muitas vezes insuportável, mas é sempre um encanto e dá-nos muita alegria vê-la crescer e aprender novas coisas.
Diz que é signo Touro e isso aplica-se na perfeição à sua personalidade.
Parabéns Matilde !
O tempo dos media
Não é comum este tipo de statement nos media nacionais, mas o Expresso avança esta tarde com 5 medidas imediatas para sugerir ao Governo neste momento de aperto, em que estamos acossados financeiramente pelos ratings e pela dívida pública.É comum noutros países os jornais tomarem estas posições a nível económico, mas especialmente a nível político e mesmo eleitoral, apoiando um ou outro partido ou candidato. Em Portugal creio que é incomum e, no meu ponto de vista, é um sinal dos tempos que ai vêm.
Os comentários ao post do Expresso geram discussões infindáveis e são bem a prova das dificuldades do momento que vamos atravessar, em que o menos que vai existir é consenso entre as múltiplas partes deste puzzle. Mais facilmente assistiremos a atirar de culpas para o outro lado da barricada, seja ele qual seja, do que assistiremos a algum tipo de consenso, que só um facto muito grave e danoso virá fazer acontecer.
Estamos oficialmente em momento conturbado mas é nestas alturas que devemos defender o que é nosso, neste caso o país.
Sob ataque
Num mundo onde os mais fortes subjugam os mais fracos, as agências de rating controlam os mercados, a banca e já conseguem mexer com os estados.
Portugal está desde ontem sob forte ataque de uma delas. A S&P aumentou o indíce de risco do país e da sua dívida e os mercados financeiros entraram em espiral de loucura. Quedas na bolsa de 5% e muitas perdas de empresas e do estado.
A taxa de juro exigida para a dívida nacional está estupidamente alta e a capacidade do estado cumprir os seus compromissos limita-se grandemente a cada hora que passa. Alguns meios falam já na necessidade de Portugal vir a ter de pedir ajuda internacional, como a Grécia o fez há dias.
A situação não será tão grave, quero crer, não teremos mentido ou ocultado informação como a Grécia fez, mas a verdade que durante anos cumprimos menos do que devíamos no que diz respeito ao estado, ao seu emagrecimento e ao controlo das suas despesas, mas estar sujeito a uma avaliação destas para colocar em risco a estabilidade mínima de um estado é demasiado.
Impunha-se uma resposta firme da UE, criando mecanismos de regulação financeira para que os estados estejam menos sujeitos a estas avaliações, sabe-se lá com que intenção mas certamente com motivos manipuladores.
A especulação financeira é admissível em mercados livres, a manipulação deveria ser fortemente punida. Os ratings são importantes para ter uma graduação dos diversos factores financeiros, mas quando os mesmos são usados como instrumento de manipulação financeira devem ser fortemente condenados.
A verdade é que notícias como esta, e esta, e mais esta, deixam-nos em estado de alarme, as pessoas no seu dia a dia não têm noção do que se passa verdadeiramente. Fala-se em falência, fala-se em muita coisa nos media, mas é importante alertar as pessoas para os perigos imediatos: uma redução forte do capital disponível, um aumento forte dos juros, uma necessidade de redução forte da despesa do estado e social, uma necessidade quase imperiosa de aumentar impostos como o iva e (muito provavelmente) uma redução dos salários, como a Irlanda já fez há uns tempos.
Veremos se o tempo me dará, ou não, razão, mas urge ter políticas sérias e neutras, sem caír no populismo de prometer o que não se pode e não seguindo as loucuras salariais e financeiras que alguns sindicatos e associações de trabalhadores exigem.
Urge também que a UE tenha uma posição mais consensual, como esta, e urge defendermos o nosso estado, embora veja grande parte das pessoas mais preocupadas com o título do Benfica, com a missa do papa no Terreiro do Paço e com o facto de Portugal ser a 3ªselecção no ranking da Fifa, tristes consolações para um país que acha sempre "que eles hão-de resolver"
Portugal está desde ontem sob forte ataque de uma delas. A S&P aumentou o indíce de risco do país e da sua dívida e os mercados financeiros entraram em espiral de loucura. Quedas na bolsa de 5% e muitas perdas de empresas e do estado.
A taxa de juro exigida para a dívida nacional está estupidamente alta e a capacidade do estado cumprir os seus compromissos limita-se grandemente a cada hora que passa. Alguns meios falam já na necessidade de Portugal vir a ter de pedir ajuda internacional, como a Grécia o fez há dias.
A situação não será tão grave, quero crer, não teremos mentido ou ocultado informação como a Grécia fez, mas a verdade que durante anos cumprimos menos do que devíamos no que diz respeito ao estado, ao seu emagrecimento e ao controlo das suas despesas, mas estar sujeito a uma avaliação destas para colocar em risco a estabilidade mínima de um estado é demasiado.
Impunha-se uma resposta firme da UE, criando mecanismos de regulação financeira para que os estados estejam menos sujeitos a estas avaliações, sabe-se lá com que intenção mas certamente com motivos manipuladores.
A especulação financeira é admissível em mercados livres, a manipulação deveria ser fortemente punida. Os ratings são importantes para ter uma graduação dos diversos factores financeiros, mas quando os mesmos são usados como instrumento de manipulação financeira devem ser fortemente condenados.
A verdade é que notícias como esta, e esta, e mais esta, deixam-nos em estado de alarme, as pessoas no seu dia a dia não têm noção do que se passa verdadeiramente. Fala-se em falência, fala-se em muita coisa nos media, mas é importante alertar as pessoas para os perigos imediatos: uma redução forte do capital disponível, um aumento forte dos juros, uma necessidade de redução forte da despesa do estado e social, uma necessidade quase imperiosa de aumentar impostos como o iva e (muito provavelmente) uma redução dos salários, como a Irlanda já fez há uns tempos.
Veremos se o tempo me dará, ou não, razão, mas urge ter políticas sérias e neutras, sem caír no populismo de prometer o que não se pode e não seguindo as loucuras salariais e financeiras que alguns sindicatos e associações de trabalhadores exigem.
Urge também que a UE tenha uma posição mais consensual, como esta, e urge defendermos o nosso estado, embora veja grande parte das pessoas mais preocupadas com o título do Benfica, com a missa do papa no Terreiro do Paço e com o facto de Portugal ser a 3ªselecção no ranking da Fifa, tristes consolações para um país que acha sempre "que eles hão-de resolver"
sábado, 24 de abril de 2010
Mais novidades 2
Depois da Assembleia de Freguesia que terminou de madrugada, hoje ás 10h30 eu e o Ricardo já estávamos em Lisboa para tentar abrir uma nova frente televisiva na Sigma3.
O tempo dirá se este nosso investimento num novo conteúdo é bem sucedido e se tem pernas para andar.
Se avançar os dias passam a ter de ter 30h :)
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O tempo dirá se este nosso investimento num novo conteúdo é bem sucedido e se tem pernas para andar.
Se avançar os dias passam a ter de ter 30h :)
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Mais novidades 1
Estreou ontem um novo produto da Sigma3. Chama-se "a ultima ceia" e trás de novo Rui Unas á SIC Radical.
Promete ser um sucesso e, se assim for, creio que os próximos tempos trarão mudanças na empresa e nas nossas realidades e expectativas.
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Promete ser um sucesso e, se assim for, creio que os próximos tempos trarão mudanças na empresa e nas nossas realidades e expectativas.
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sexta-feira, 23 de abril de 2010
Assembleia de Freguesia
Passadas quatro horas terminou mais uma Assembleia de Freguesia de Amora. Foi uma sessão marcada por muita troca de argumentos ideológicos e isso agrada-me particularmente.
Também me agrada imenso estar no órgão deliberativo da freguesia, tendo oprtunidade -como o fiz- de conseguir colocar as questões, fazer as observaçõe e fazer as criticas e elogios ao executivo da Junta.
Estando o PS em minoria o nosso papel é sempre esmagado pela maioria PCP, que em geral se refugia no governo para algumas das suas fraquezas, mas de todo o modo a presença neste órgão deliberativo agrada-me.
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Também me agrada imenso estar no órgão deliberativo da freguesia, tendo oprtunidade -como o fiz- de conseguir colocar as questões, fazer as observaçõe e fazer as criticas e elogios ao executivo da Junta.
Estando o PS em minoria o nosso papel é sempre esmagado pela maioria PCP, que em geral se refugia no governo para algumas das suas fraquezas, mas de todo o modo a presença neste órgão deliberativo agrada-me.
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terça-feira, 20 de abril de 2010
O futuro. Já!
O vulcão Islandês em erupção veio chamar a atenção para muitas realidades que tinhamos como adquiridas e que afinal estão tão próximas de falhar como nunca imaginámos. As deslocações e as comunicações são duas delas.
Na sequência desta crise os transportes não aéreos voltaram "a dar nas vistas" e a a presidência espanhola da União Europeia marcou uma videoconferência entre os ministros dos Transportes dos 27 que terá lugar segunda-feira da parte da tarde para discutir os problemas no espaço aéreo europeu.
Esta ideia é muito interessante e é algo que urge implementar não só a nível europeu, mas também no nosso país. As empresas, hoje em dia, precisam de estar em contacto com múltiplas realidades e com diversos parceiros, que quase nunca estão ao virar da esquina. A evolução tecnológica e o aumento das velocidades de transmissão de dados fazem com que a não deslocação para reuniões seja hoje em dia uma opção muito interessante.
Imagine-se um cliente em Lisboa e outro no Porto. A deslocação via comboio, sem outros custos extra implica no mínimo 48€, de carro seria o dobro, uma conversa via skype (ou outros modelos idênticos) custa 0€.
Agora imagine-se que este tipo de reuniões ou deslocações são regulares (p.explo, semanais) e que não implicam experimentação de produtos ou serviços on location. A netconference não será uma boa opção?
Imagine-se a poupança de recursos que isto gera. Não é só a poupança directa de custos para a pessoa ou empresa, também o ambiente é poupado por menos deslocações que acontecem, há menor consumo de recursos e tudo isto conseguindo manter "a conversa em dia".
Portugal é um país pequeno, geralmente tido como pobre e por isso tem de ser inteligente e começar a adoptar modelos de negócio que previligiem a inovação, a creatividade e a melhor gestão de recursos.
Os novos meios estão claramente a mudar a comunicação como a conheciamos até há bem pouco tempo. A mensagem é claramente influenciada pelo meio e pela sua capacidade de transmissão de informação.
Ler notícia completa sobre a reunião dos ministros da UE via teleconferência aqui
Na sequência desta crise os transportes não aéreos voltaram "a dar nas vistas" e a a presidência espanhola da União Europeia marcou uma videoconferência entre os ministros dos Transportes dos 27 que terá lugar segunda-feira da parte da tarde para discutir os problemas no espaço aéreo europeu.Esta ideia é muito interessante e é algo que urge implementar não só a nível europeu, mas também no nosso país. As empresas, hoje em dia, precisam de estar em contacto com múltiplas realidades e com diversos parceiros, que quase nunca estão ao virar da esquina. A evolução tecnológica e o aumento das velocidades de transmissão de dados fazem com que a não deslocação para reuniões seja hoje em dia uma opção muito interessante.
Imagine-se um cliente em Lisboa e outro no Porto. A deslocação via comboio, sem outros custos extra implica no mínimo 48€, de carro seria o dobro, uma conversa via skype (ou outros modelos idênticos) custa 0€.
Agora imagine-se que este tipo de reuniões ou deslocações são regulares (p.explo, semanais) e que não implicam experimentação de produtos ou serviços on location. A netconference não será uma boa opção?
Imagine-se a poupança de recursos que isto gera. Não é só a poupança directa de custos para a pessoa ou empresa, também o ambiente é poupado por menos deslocações que acontecem, há menor consumo de recursos e tudo isto conseguindo manter "a conversa em dia".
Portugal é um país pequeno, geralmente tido como pobre e por isso tem de ser inteligente e começar a adoptar modelos de negócio que previligiem a inovação, a creatividade e a melhor gestão de recursos.
Os novos meios estão claramente a mudar a comunicação como a conheciamos até há bem pouco tempo. A mensagem é claramente influenciada pelo meio e pela sua capacidade de transmissão de informação.
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