sábado, 5 de março de 2011

Fábrica da Pólvora de Vale de Milhaços. A não perder.

Também conhecida por Sociedade Africana da Pólvora de Vale de Milhaços, é um espaço na freguesia de Corroios, no Seixal, que foi outrora uma fábrica de produção de pólvora. É uma estrutura que está em fase de musealização e que tem em pleno funcionamento duas caldeiras do início do século 20, assim como uma maravilhosa máquina de 1898 que gerava energia para toda a fábrica.
A máquina, de 1900, está em condições excelentes e totalmente funcional, sendo um dos raros casos em todo o mundo. Este funcionamento pleno deve-se ao esforço e dedicação dos irmãos Moura, ex-funcionários e descendentes de funcionários da fábrica, que hoje em dia mantém todo o sistema em funcionamento.
A visita à fábrica é possível sob marcação no posto de Turismo do Seixal e também pode ser visitada integrada em visitas temáticas do mesmo Posto de Turismo.

É uma visita que vale bem a pena e a deslocação, é fascinante ver o cuidado que havia em termos de segurança no início do século 20 e ver como todo o sistema funcionava.

Este vídeo foi totalmente gravado e editado por mim e não deve substituír uma visita, não só pelos anfitriões, como também pela fábrica e pelo espaço envolvente.

terça-feira, 1 de março de 2011

Zé Português, "" jornalista "" na Cebit

Disclaimer 1: Não sou jornalista, não tenho carteira profissional nem procuro tal coisa.
Disclaimer 2: No meu trabalho escrevo muitos conteúdos, textos e offs para tv.
Disclaimer 3: Este é um post sobre um misto de desenrrascanso tuga e alguma lata
Disclaimer 4: O termo "chninoca" não é depreciativo, é só porque, em geral, os Chineses são pequenos

Posto isto só ficam para ler se quiserem, ok ?

Dia 1 da Cebit 2011. Milhares de pessoas atravessam as cancelas de entrada logo às 9h00 da manhã. Eu tinha objectivos muito precisos: Intel, MSI, Fujitsu e depois palmilhar pavilhões em busca do que houvesse de interessante. Assim foi. Devo ter feito uns valentes kms de um lado para o outro em pavilhões cheios, essencialmente, de chinocas, taiwandeses e alemães.

Era eu e o meu trolley, com rodados, onde transporto a camara de vídeo, um iluminador, cabos, microfone, pilhas, um tripé, cassetes, baterias e um caderno para notas.


Logo à chegada da conferência da Intel reparo no meu primeiro disparate do dia: à falta de uma carteira de jornalista (que por conseguinte me impediu ontem de ter um badge de "Presse") e de um cartão de funcionário da empresa, pediam-me um cartão pessoal de visita. Fácil, pensava eu, tinha trazido um lote já a pensar nestas coisas.
Wrong! Os cartões tinham ficado no casaco, que por conseguinte ficou no hotel, que (por sinal) fica a 20kms da Hannover Messe !!!
Toca então a tentar explicar, em inglês, à RP da Intel: "sabe sou de um um programa de televisão, em Portugal, os meus colegas mandaram-me aqui para ver o que se passava e gravar alguma coisa que possa ter interesse...".
A senhora, meio escandalizada e certamente descrente da minha explicação, fala em alemão para a colega do lado que lhe diz que sim e faz um gesto que interpretei como "pronto... deixa lá passar este gajo, que vem lá não sei de onde e que não tem sequer uma identificação..... ainda nos fica aqui a atrapalhar a entrada e depois é pior".
Assim foi. Etapa nº1 superada.
(na foto: um austríaco que é da minha equipa: stand alone / one man show)


Etapa seguinte: MSI. A indicação que tinha era do primeiro dual pad a ser apresentado.
Lá tive de atravessar os primeiros kms entre o Centro de Convenções e o pavilhão. Lá chegado tive de consultar o mapa do pavilhão, tal é a enormidade e quantidade de expositores presentes.
Quando encontro o espaço da MSI dirigo-me ao local e explico ao que venho.
Pergunta imediata do chinoca de serviço: tem um business card?  !!!
Here we go again......... "não, não tenho, ficaram no hotel, mas venho de um programa tv de uma revista em Portugal, etc, etc, etc"
Foi aqui que o baralhei.
O sujeito ficou sem perceber se era uma revista ou um programa de tv que ali me levava e vai dai chama outro asiático.
Nova explicação, novo pedido de um "business card", nova explicação sobre terem ficado no hotel e mais uma vez a cara desconfiada do costume.
Apesar de tudo lá se fez a coisa. O primeiro chinoca mostrou-me o protótipo do Dual Pad e explicou a ideia em que o mesmo estava baseado.
Pedido seguinte: "posso gravar em vídeo uma questão ou duas consigo?"
Resposta asiática: "oh, oh, oh... á dónt noo".
Chama o anterior asiático de serviço, liguagem imperceptível entre eles e lá veio a vénia, que deu a autorização.
Mais uma etapa superada e o dia parecia estar a sair de um conto fantástico!

Nisto passaram-se duas horas e a fome apertava. Começo a fazer uma ronda pelos restaurantes do local (evitei as "roullotes" de salsichas) e encontrava preços entre os 22€ e os 30€, só para o "main dish": Com acompanhamento e bebida era repasto para se atirar aos 40€.
Como o meu patrão é uma pessoa simpática, e não tem culpa da inflacção alimentar da Cebit, resolvi tentar ver o que havia no Centro de Imprensa, pois ontem tinha ficado com a ideia de ter visto comida por aqueles lados.
Bingo! Estava disponível um self service com preços módicos, entre os 6€ e os 12€ para o main dish.
Problema seguinte: À entrada a placa era bem clara "Journalisten / Journalists only"
Solução: Tentar a atitude de luso-chicoespertismo e entrar logo à frente de um grupo grande.

Vou para a fila, escolho o meu almoço (que por sinal só vai custar ao meu patrão 11,90€) e à saída lá está um alemão de 1,90m a pedir-me o "press id card".
É neste momento que importa ter capacidade teatral:  Procuro no bolso, na carteira e faço uma cara de indignação para comigo mesmo, respondendo num inglês zangado: "bolas, deixei lá em cima na sala de imprensa. Tenho mesmo de deixar aqui a comida para ir buscar?"
Perante o grupo que estava atrás de mim (uns 6 ou 7) o alemão de serviço rapidamente esqueceu o necessário cartão e apostou que o meu tripé e a mala eram uma espécie de 2ªvia do cartão de imprensa.
Etapa superada, embora a comidinha desta gente me faça sempre ter saudades de casa....

Finalmente, durante o almoço recebi uma chamada do infantário sobre um suposto mail que não tinha respondido.
Problema seguinte: ter acesso à net.
Com as redes wi-fi todas fechadas e com a Deutsch Telecom a cobrar 5€ por 15 minutos de acesso wi-fi no telemóvel, a solução passava mesmo por encontrar uma solução e só me lembrei do centro de imprensa.
Problema seguinte: entrar no centro de imprensa da Cebit, sem cartão de "Presse", sem cartão da Sigma3 e sem cartões pessoais.
Solução encontrada: Sacar a camara de vídeo da mala e colocá-la numa mão, pegar com a outra no trolley e subir ao 2ºpiso. Ali havia que mostrar um ar apressado e conhecedor do local, era igualmente importante não fazer questões e entrar com um "boa tarde" como se já por ali tivesse passado.
Assim fiz, straight forward. As senhoras à porta ainda me deram dois sorrisos simpáticos e lá estava eu, no "Cebit 2011 Presse Center" onde consegui ter acesso ao mail e dar a tal resposta ao tal mail, para além de actualizar uns posts e de ver o mail da Sigma3. Mais um desenrascanso.

Curiosamente as situações menos comuns terminaram por aqui. Os dois conteúdos que ainda fiz de seguida foram "normais", ninguém me pediu cartão de imprensa e ninguém colocou grandes questões pelo facto de não ter sequer um cartão de visita para dar em troca. Talvez por serem empresas europeias e também mais habituadas às centenas de meios de comunicação social que os abordam nestes eventos.
A verdade é que os acontecimentos da manhã fizeram de mim uma espécie de pelintra na Cebit, não enganei ninguém, mas tive de me socorrer de umas formas menos comuns de conseguir superar as dificuldades encontradas e que, na génese, não foram criadas por mais ninguém senão por mim próprio.... stupid me

No meio disto tudo, no momento do almoço, veio-me à memória esta música (ver em baixo) que não tem nada a ver com o assunto mas que fala da capacidade do tuga se virar fora de portas do seu país.
Um clássico a encerrar a estada na Alemanha, num trabalho que gostei muito de fazer. Espero agora ter boas imagens.



segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Hannover - Cebit 2011



Estou na Alemanha, em Hannover, na Cebit 2011. É uma enorme feita de tecnologias, gadgets, redes, produtos electrónicos e equipamento de infrastruturas.
Situa-se na zona sul de Hannover e, de fora, dá ideia de ser grande. Lá dentro comprova-se que sim, temos aqui umas 4 ou 5 FIL completas, com marcas, empresas e agentes de todo o mundo.
A grande fatia são os alemães, que de facto são mesmo o motor desta europa, a ver pela quantidade de empresas, tecnologias e ofertas que aqui têm. 4 ou 5 dos 23 pavilhões nem interessam muito para o comum europeu, já que são business to business entre alemães.
De resto a feira está organizada de forma simples e eficaz (ou não fosse isto a fria e funcional Alemanha), existem Press Taxi entre a zona Norte e Sul da feira e os eventos, apresentações e conferências sucedem-se, mesmo que oficialmente a feira só comece amanhã.
Por outro lado a restante fatia de expositores presentes são asiáticos, sejam eles chineses, de Hong kong, de Taiwan, do Japão ou da Coreia do Sul. Estão por todo o lado, especialmente nos pavilhões 15, 16 e 17. Estão muitas das marcas já conhecidas, mas há também muita coisa que nos deixa a pensar como é que aquilo funciona, ou o que é que aquilo faz. Como seria de esperar estes são os pavilhões que ainda não estão prontos, aliás a ver pela quantidade de fitas, fios, lâmpadas, caixas da China Cargo e plásticos espalhados, acho que só lá para 4ªfeira é que a feira começa para eles.

No meio disto tudo há ainda a destacar os transportes. São metros ligeiros de superficie (verdadeiros, não é como aquele comboio inventado que inventaram no Metro Sul do Tejo, a que chamam "metro"). São rápidos, sem luxos, baratos (2,30€ para atravessar a cidade de uma ponta à outra) e com linhas que cobrem toda a Hannover e arredores.
O apeadeiro fica mesmo à porta da feira e não há razão alguma para trazer um carro para um evento destes. Aliás, a ver pela quantidade de pessoas que iam na composição e pelas bicicletas existentes no exterior do recinto, o carro deve ser o 2º ou 3º meio de transportes para um lugar destes.

Em poucas palavras a Cebit é um misto de tecnologia para todos, simples e eficaz. No fundo aquilo que a Alemanha, mesmo com toda a sua frieza, representa.

Back on road

Uma mala de 12 kgs de equipamento de vídeo, outra com haveres pessoais, um tripé e um casaco para o frio anunciado na fria Alemanha. 

Esta é a minha cartilha para os próximos dias, onde perderei mais umas 7 ou 8 horas em aviões e outras tantas em esperas em terminais aeroportuários e em transfers de um lado para o outro.

Eis que 3 dias depois de regressar de Espanha já ando noutro canto da Europa, agora para a Cebit 2011, para conhecer as novidades da Fujitsu e também de outras marcas presentes, naquele que é um gigantesco evento de tecnologia.


Os próximos dias não prometem descanso, até porque a dimensão da Cebit, na Hannover Messe (que os meus pés já conheçem bem da semana de campo em 2000, na Exposição Mundial que se realizou em  Hannover) é enorme.
O resultado deste trabalho pode ser visto, na Sic Notícias, a partir de 12 de Março, no nosso Exame Informática TV.

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sábado, 26 de fevereiro de 2011

TGV. É mesmo necessário um brinquedo caro?

Devo dizer que não tenho uma ideia muito bem definida sobre o TGV em Portugal.
Por principio acho que não se deveria fazer, vai ser caro, vamos ter de pagar tudo em grande e com a rapidez de uma viagem aérea para Madrid ou para outro destino da Europa, tenho dúvidas da necessidade.

Por outro lado há o factor de integração europeia, mas a verdade é que isso por si só não nos gera riqueza, por muito que no stentem vender o contrário

Esta semana, usei um dos AVE, o TGV espanho entre Madrid e Saragoça. O serviço é excelente, atinge-se rapidamente os 290km/h, quase sem se dar por isso e o barulho é quase inexistente. É pois uma viagem muito confortável.
A viagem durou uma hora e meia e custou 60€, em classe 2, ou seja, entre a executiva e a normal.
Pareceu-me um preço caro para aquilo que são os nossos rendimentos em Portugal, mas na verdade -avaliando o custo/benefício- foi um percurso eficaz e muito funcional.
A estação, tanto de Atocha em Madrid, como a de Delicias em Saragoça, são as mesmas estações que os outros comboios usam, pelo que não vi obras megalómanas à volta deste meio de transporte.
Depois há um extra que são os lounges dos passageiros, têm variedade de bebdidas e alguns snacks, o suficiente para "enganar o estômago" e para esperar confortavelmente pelo AVE.
Finalmente as pessoas. Ambas as viagens (ida para Saragoça e regresso a Madrid no dia seguinte) tinham muita gente, dá ideia que a dimensão de Espanha justifica este tipo de viagens, em deterimento do avião, visto que se fazem a partir de estações no centro das cidades, não existindo perda de tempo em deslocações pendulares para os aeroportos.

Já em Portugal, onde temos um Alfa que podia ser mais rápido e mais bem aproveitado, dá ideia que o TGV será um brinquedo. Pior do que isso, um brinquedo caro e que talvez não necessitamos assim tanto.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Viagens Electrónicas

Regra geral muitos dos meus amigos, e alguns colegas, dizem-me que “ando sempre fora” ou que “tenho sorte porque passo o tempo a viajar”. Esta é uma realidade que não é assim tão linear.
Realmente, o trabalho que tenho faz-me levantar voo muitas vezes, a maior parte delas para a Europa Ocidental, algumas vezes para os Estados Unidos e (poucas)  para a América do Sul e África.

Mas nem sempre a “viagem” é um momento tão agradável.
Em geral estas viagens surgem por convite de uma marca que tem os seus produtos para apresentar aos media, parceiros ou distribuidores. Muitas vezes estas apresentações implicam a ida antecipada e acabam por ser atafulhadas com eventos e extras que, sendo simpáticos, em nada contribuem para o bom aproveitamento do tempo de quem trabalha nesta area.
Sendo assuntos temáticos, as pessoas que acabam convidadas pelas marcas são muitas vezes as mesmas, pelo que de x em x tempo há pessoas que trabalhando na mesma cidade só se encontram em Paris, Londres ou Berlim.

Na área da tecnologia há um fenómeno curioso. A Apple. Regra geral toda a gente tem um destes equipamentos, é uma questão de ditadura da marca da maçã. Eu comprei um portátil porque sempre gostei da funcionalidade do sistema operativo, mas o mais comum são os iPod e os iPhone. Mais recentemente os iPad começam a ganhar espaço nas malas de viagem. Têm uma vantagem significativa, muitas vezes o texto já chega escrito a Lisboa. 
Outro aspecto curioso, e por vezes caricato, é a busca de wi-fi / free wireless. O primeiro passo quase imediato na chegada a um evento, feira ou hotel é ver se há rede wireless aberta e com isso ter acesso a conteúdos, redes sociais e e-mail. É um must correr os menus de conectividade....

Mas voltando às viagens, há um lado menos agradável... as perdas de tempo.
Antes do voo é sempre uma hora e meia, depois à chegada o transfer para o hotel, depois a espera para o jantar, depois as horas marcadas pelas marcas que nem sempre são compatíveis com a movimentação de 100, 200 ou 300 convidados. Em muitas das viagens há ainda escalas aéreas. Se o avião de origem se atrasa na saída (muito comum) há o stress de ter, ou não, ligação ao voo seguinte, a corrida entre terminais de Londres ou Frankfurt (o mais comum), as bagagens que não chegam ou (o mais clássico) os voos que são às x horas mas que só saem à 2h ou 3h depois obrigando a ficar num aeroporto, que é um espaço totalmente impessoal, virado para a passagem e não para a estada. As lojas são as mesmas, os preços para cima de caros e a comida -em geral- é má e só nos faz sempre, mas sempre, ter saudades de Portugal.

Há ainda o fenómeno dos hotéis. Mais design ou mais conforto, mais lifestyle ou mais fashion, a verdade é que um hotel é um hotel, no big deal. Um quarto, uma cama, uma tv, uma casa de banho e depois o mesmo de sempre, pequenos almoços que são iguais em todos os países, com rarissimas excepções, horas para tudo. Tem graça nas primeiras vezes, aborrece nas seguintes, deixa de ser uma novidade e passa a ser rotina previsível.

Para o fim ficam as chamadas “actividades”. Os jornalistas, produtores e convidados em geral são várias vezes convidados para um passeio no rio x, na torre y ou para uma visita ao local z. Giro? Sim, algumas vezes, mas num mercado em que as redacções minguam a cada ano e em que as pessoas são cada vez menos, a perda de tempo -muitas vezes um dia inteiro- com estas estas actividades obriga, muitas vezes, a compensações com noitadas e trabalho extra nos dias seguintes, o que seria desnecessário se a apresentação ou a viagem se ficasse pelo essencial.

Ao nível dos conteúdos estas viagens têm também um misto de Public Relations (PR) com vendas. Cada marca tem sempre o máximo cuidado nas apresentações. Tenta-se que nada falte e, imagino eu, gasta-se dinheiro de uma forma absolutamente escandalosa. 
Cada produto, cada expositor tem um sentido e há sempre um PR de serviço para “ajudar”. Tenta-se puxar pelas características distintivas do produto, mesmo que por vezes se sinta que são absolutamente inexistentes e que na realidade assentam em pseudo-vantagens que não acrescentam nada ao mercado ou mesmo à linha de produto anterior.
Muitas das vezes há apresentações com os responsáveis de marca, directores gerais e afins. Cada marca consegue sempre ser líder em alguma coisa, se não for na Europa, é no Benelux, se não for no Benelux é na notoriedade, se não for na notoriedade é na percepção do cliente com base no estudo x ou y.
O mercado tecnológico é muito dinâmico e estas situações acontecem frequentemente, sendo que muitas vezes são claramente desprovidas de verdadeiro valor naquilo que, para o cliente final é o mais importante, o produto.

Depois há ainda um "detalhe" muito importante: 15kgs de material vídeo, entre câmara e equipamento em geral, mais a natural mala ou maleta pessoal. Pode parecer pouco, mas horas seguidas a carregar isto atrás, muitas vezes às costas fazem-me, muitas vezes, olhar para muitas destas coisas com um distanciamento menos comum ao que seria normal.

Enfim. No geral, esta é uma actividade recompensadora, permite correr uma série de locais, cidades, países, mas -como em tudo- tem aspectos que poderiam perfeitamente ser modificados e melhorados.

Durante uns dias vive-se uma realidade alternativa, depois aterra-se na Portela, em Lisboa, e tudo regressa ao normal. A começar pelo (mau) serviço da Groundforce com as malas e seguindo depois para o preço do parque de estacionamento...

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Se forem a Saragoça têm de ir aqui

Chama-se Casa Montal e existe desde 1919. Fica no centro de Saragoça e é um local fascinante. É uma antiga casa senhorial que foi transformada num multiusos cheio de requinte, sem no entanto ser extravagante e sem perder as suas origens.
Tem um museu, uma loja gourmet e uma garrafeira fantástica. Tem os presuntos pendurados no tecto e no piso de cima tem um restaurante que é de um bom gosto tremendo,
A recente viagem de trabalho terminou aqui, com um almoço, e devo dizer que fiquei encantado com o serviço e com o local, que foi aproveitado muito bem, mantendo a tradição desta casa.
Ficam algumas fotos do espaço:






quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Nr.3: Líbia

Depois da Tunísia e do Egipto, a Líbia é o terceiro país que parece encaminar-se para uma viaregm política, seja ela qual seja. A diferença face aos anteriores é que a Líbia tem um ditador de serviço que é um louco e que não entregará o poder que tem, e da sua tribo, sem luta e sem massacrar mais umas centenas ou milhares de pessoas do seu próprio povo.
Foi curioso ver os primeiros sinais de deserção militares, com dois Mirage a evitarem as ordens de bombardear o povo e terem seguido para a ilha de Malta, onde os pilotos pediram asilo.
O facto de alguns embaixadores, tanto na ONU como em alguns países, terem entregue as suas credenciais e informarem já não representar este país é também um sinal fascinante do que certamente se seguirá nos próximos dias. Especialmente para um estado tão fechado, desde 1969, como a Líbia

Outros países como o Barhein, Argélia, Marrocos e Iémen parecem tentar seguir este caminho, mas falta saber se haverá uma 4ªrevolução ou não.
Até agora, estes levantamentos contra os ditadores de serviço parecem ser sequenciais, como se cada uma delas tivesse uma ordem para acontecer. No caso da Tunísia, o ditador de serviço fugiu. No caso do Egipto, o ditador de servço vive agora na cidade turistica costeira e há quem diga que a revolução não foi completa, neste caso da Líbia o ditadopr de serviço mantém-se na liderança do estado, falta saber até quando.

Uma nota de destaque para duas situações:
- para além da vontade de mudança dos povos, estas revoluções assentam numa massa de povo jovem, mais informado, assente nas redes sociais e organizados através das mesmas;
- falta perceber o que vai saír destas revoluções, o que vai emergir a seguir. É que os movimentos islamitas espreitam e a simples troca de um regime ditatorial por outro que pode acabar por ser idêntico, nem sempre pode ser uma boa notícia, especialmente porque o norte de África é muito próximo da velha Europa, onde já temos problemas que cheguem.

Por agora vivem-se tempos de revolução.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

No Seixal está tudo bem (dizem)

Um jogo de futebol em Arrentela, uma troca de argumentos entre um residente e a autoridade e a "panela de pressão" deu os primeiros sinais de querer rebentar.  Esta notícia do Público já é do segundo dia de problemas na Arrentela, no primeiro dia foram uns caixotes de lixo e uns carros, no terceiro dia (ou noite) as equipas de Intervenção Rápida dominaram o terreno para não haver mais problemas.



Para o Presidente de Câmara, visto que manifestamente não consegue atacar o governo de serviço nesta caso, o problema é pontual, mas a verdade é que -infelizmente- não é.
Este pequeno levantar da "panela de pressão" em que assenta o Concelho do Seixal é o segundo, o outro foi há uns tempos na Quinta da Princesa e tem tido vários episódios pontuais numa luta cega entre este bairro e o ilegal Vale de Chicharos.

Outros se irão levantar, Vale de Chicharos, Santa Marta de Corroios (na foto o bairro de lata inqualificável que subsiste nos dias de hoje por mera falta de vontade do municipio), Cucena, Quinta da Princesa, etc.
Os problemas económicos ditarão esta revolta, começa por faltar o pão, depois os extras, depois virá o restante.

O municipio rapidamente culpará o poder instalado no governo e as políticas anti-sociais dos mesmos, seja o governo qual seja, faz parte do DNA dos dirigentes locais, que preferem sacudir a água do capote, em vez de planear o espaço urbano de forma sustentável, obrigando a um urbanismo digno, com mais sabedoria e menos caixotes acomulados uns em cima dos outros, num governo municipal aparentemente subordinado anos e anos aos interesses dos chamados "patos bravos".
A política de integração social no Seixal tem tido pontos bons e maus, é normal, mas a verdade é que basta andar nas ruas, viver as localidades para perceber que esta integração -dita de sucesso pela autarquia- não é mais do que uma fachada, uma panela de pressão que um destes dias rebentará.
Falta saber com que consequências e nas mãos de quem.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Já não há vergonha na cara

Esta notícia da TVI, que refere a ida de Armando Vara a um centro de saúde onde "entrou a matar" para obter um atestado, mostra bem a falta de educação, de cumprimento de regras sociais e de estrutura moral desta(s) pessoa(s).
Sem esperar vez, eventualmente sem pagar taxas moderadoras (sim, porque não é nenhum reformado de 200€) e abusando da sua imagem de figura pública este ex-ministro, ex-banqueiro e ex-humilde funcionário da CGD mostra que os valores e a ética neste país estão totalmente subvertidos.

Mostra, esta situação, que o nosso primeiro ministro e secretário geral do meu partido é uma pessoa com muito "azar" com os amigos. Quase não há mês que um deles não seja notícia por alguma coisa e nem sempre pelas razões mais felizes.

Esta situação com Armando Vara e a sua ligação estreita a José Sócrates faz-me sempre lembrar aquele ditado: "Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és".
Uma vergonha (ou falta dela)

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Bons exemplos

Hoje, em trabalho, tive oportunidade de visitar uma unidade de trabalho altamente especializado da Olympus, em Coimbra.
Não fazia ideia da existência deste tipo de unidade fabil, que basicamente presta apoio de manutenção, reparação e calibragem de equipamentos ópticos (máquinas fotográficas e binóculos) de todo o sul da Europa, África e Médio Oriente.
Ao que nos dizem são a unidade mais eficiente, com mais baixo tempo de resposta e mais baixa taxa de rejeição de reparações em todo o mundo e são um excelente exemplo de como vamos sendo capazes, apesar de todas as dificuldades politico-financeiras, de conseguir estas bolsas de trabalho e de actividade com valor acrescentado.