Exemplos são vários, mas os mais fortes são aqueles que os operadores telefónicos nos servem.
É ver a minha opinião e os respectivos links, para comprar "a mercadoria".
Assim é com a Optimus e com a TMN, que passam algum do seu tempo a medir as vitórias em alguma coisa. Ainda há uns dias ambas enviaram mails para a imprensa a dizer ter vencido alguma coisa com o estudo da Anacom.
O estudo é, aparentemente o mesmo.
A Optimus diz ter ganho na melhor cobertura 3G nos grandes centros urbanos e na melhor qualidade de voz média global.
A TMN regista no global a melhor cobertura 3G, apresentando o melhor desempenho com 95,2% das medições a ilustrarem níveis de boa cobertura. Também no 2G com 99,7% a TMN sobressai com o melhor nível de cobertura, quer nos aglomerados urbanos, quer nos eixos rodoviários
Note-se a vermelho, como cada uma delas mede a mesma pila, de diferentes formas. Uma é melhor no global, mas a outra não se fica atrás e lá conseguiu ver que é melhor nos grandes centros urbanos.
E, pergunto eu, nos médios centros urbanos -digamos: Leiria, Aveiro e Braga- quem é melhor?
A rivalidade é tanta que os departamentos de media degladeiam-se para conseguirem ser melhor em alguma coisa.
Isto faz-me sempre lembrar as eleições locais, há um partido que ganha a junta de freguesia, mas o outro diz que também ganhou (mas em 2 das 5 mesas de voto) !!
Em conclusão, na minha opinião, este forma de comunicação das operadoras móveis, sobre os estudos da Anacom é como as rifas nas feiras: Sai sempre!
Já ao nível da rádio a "medição de pila" faz-se entre a Vodafone e a TMN.
Aproveitando as frequências disponíveis de rádios que são a 2ª e a 3ªlinha dos grupos económicos da área, as duas marcaas lançaram-se neste desafio da moda, dar nome a uma rádio. Surgiu a Vodafone FM e agora prepara-se a TMN FM, ou algo que o valha.
Faz todo o sentido para empresas de comunicações móveis ter uma rádio (not!!), dizem os estudos que encomendaram e que devem ter custado mais do que o meu salário anual.
Os ditos estudos referem certamente termos como cinergias, parcerias, extensão de marca e mais coisas acabadas em "ias". Tudo para justificar o budget alocado perante os conselhos de administração, que tomam decisões entre um put e um green no Golf da Beloura.
Com o aumento do online, quer-me parecer que um dos próximos estudos, daqui a dois ou três anos (e que vai ser igualmente caro), dirá que "o investimento já não é estratégico e que as marcas se devem concentrar no seu core business".
Desta moda das rádios com branding de marca, a Optimus fica de fora (por agora), mas vendo os seus colegas a "medir a pila", vai ficar tentada a aproveitar a primeira oportunidade de comprar uma rádio com frequência disponível.
É a minha opinião.
Continente e Pingo Doce
Mas o troféu "a minha pila é melhor que a tua" é mesmo entre o Pingo Doce e o Continente.Um não tem talões e tem os preços sempre baixos, o outro tem talões, descontos e ainda dá senhas de gasolina.
A escolha é difícil, na minha opinião a publicidade está bem conseguida para cada uma das marcas e a verdade é que as constantes respostas e contra respostas publicitárias mostram uma dinâmica de mercado muito forte. Tudo é visto à lupa e sempre que possível há resposta, nem que seja a queixa do costume à entidade reguladora da publicidade, como foi o recente caso da campanha 0% do Pingo Doce que foi retirada.
Na verdade ambos vendem o mesmo tipo de produtos, o Continente eventualmente tem uma gama de produtos mais alargada -igualmente porque a superficie comercial é, em geral, maior - o Pingo Doce é um espaço mais arranjado e familiar. Não sei se a publicidade influencia demasiado a compra, acho que a publicidade do Pingo Doce é mais defensiva, no sentido em que procura mostrar ser um sitio estável, onde as pessoas sabem o que vão encontrar, sem descontos e talões. A publicidade do Continente é mais agressiva, mostram dinamismo na tentativa de puxar clientes com ofertas "que os outros não têm".
Cada público é um público, mas a mim, pessoalmente, não me influencia este tipo de publicidade, embora em termos de espectador seja interessante a guerrilha constante entre as marcas, as duas maiores cadeias de distribuição nacional.
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