Resumo da campanha eleitoral, para as legislativas de 2011
PS: ataca diariamente os soundbytes do PSD
PSD: ataca diariamente os soundbytes do PS
CDS: apanha o que PS e PSD vão deixando cair
BE: Geração à rasca
CDU: fiél ao espírito e a segurar os seus
Em resumo: as más notícias (e os verdadeiros temas que a campanha deveria ter) vêm já em Julho, naturalmente, com os nossos credores.
É lamentável como uma campanha, num momento destes, é tão má e tão pouco informativa.
O PS não apresenta uma ideia, limita-se a rebater o que as tv's mostram de soundbytes do dia anterior, uma vergonha para um partido no governo e que deveria ter apresentado outro líder a estas eleições, anulando o factor "foi você que fez ou decidiu" que a oposição teima em usar.
O PSD apresenta um líder claramente impreparado, eventualmente mal aconselhado e que não inspira confiança nem para lhe empresatar uma caneta, quanto mais meter-lhe um país nas mãos.
O CDS é o único que sabe que vai ser governo, será útil e "vender-se-á" a quem ganhe as eleições, tudo com um preço alto da sua maior votação (previsível) dos últimos anos.
Tem sido isto. É uma pena, pois as más notícias vão chegar e vão custar bem caro a todos, espero eu que custem especialmente caro ao estado despesista e gosto, pois dele não precisamos, basta-nos o estado funcional, eficaz e com bons funcionários, como conheço vários.
"Os suportes da comunicação e as tecnologias são determinantes na mensagem: os conteúdos modificam-se em função dos meios que os veiculam" (Marshall McLuhan).
Este blog é o um meio pessoal de ver alguns aspectos da Aldeia Global.
terça-feira, 31 de maio de 2011
quinta-feira, 26 de maio de 2011
Às compras para o Alentejo
Hoje: Uma mesa exterior, seis cadeiras e um guarda sol. A Matilde fez de modelo para experimentar a altura da mesa.
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Ora cá está o que o nosso Sócrates não quis dizer.
Depois do atestado de estupidez que o nosso PM tentou passar aos portugueses com a comunicação de ontem, eis que hoje se vão conhecendo as verdadeiras medidas que todos vamos sofrer.
Estamos condenados a seguir este plano e quem quer que seja governo vai ter de cumprir metas, fazer reports trimestrais e ter força no parlamento para fazer avançar estas medidas.
Muitas são absolutamente necessárias e estava na cara há muito que eram fundamentais (ex: reorganização administrativa com o fim de freguesias e concelhos), a vergonha aqui é ter de vir alguém de fora para que os nossos governantes arrepiem caminho e tenham a coragem de as tomar.
Muitas outras medidas vão asfixiar as pessoas, os seus hábitos e a sua qualidade de vida. Os tempos que ai vêm são dificeis e gostaria que outro rosto emergisse do PS que não o actual PM, para dar um rumo a estas medidas e procurar, dentro do possível, atenuar as dificuldades que vão gerar.
Algumas das medidas, numa infografia do Jornal de Negócios
http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=482959
Estamos condenados a seguir este plano e quem quer que seja governo vai ter de cumprir metas, fazer reports trimestrais e ter força no parlamento para fazer avançar estas medidas.
Muitas são absolutamente necessárias e estava na cara há muito que eram fundamentais (ex: reorganização administrativa com o fim de freguesias e concelhos), a vergonha aqui é ter de vir alguém de fora para que os nossos governantes arrepiem caminho e tenham a coragem de as tomar.
Muitas outras medidas vão asfixiar as pessoas, os seus hábitos e a sua qualidade de vida. Os tempos que ai vêm são dificeis e gostaria que outro rosto emergisse do PS que não o actual PM, para dar um rumo a estas medidas e procurar, dentro do possível, atenuar as dificuldades que vão gerar.
Algumas das medidas, numa infografia do Jornal de Negócios
http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=482959
quarta-feira, 4 de maio de 2011
O homem é bom no show business.
Parece que o nosso Primeiro Ministro anunciou o que conseguiu junto do FMI, ou melhor, anunciou o que não vamos perder e o que vamos manter.
Deu as boas notícias, ou pelo menos falou nelas, e trouxe com ele um brinquedo que andava desaparecido há uns bons 15 dias, o nosso Ministro das Finanças. Entrou mudo e saíu calado. Nem, ao menos, disse boa noite e obrigado no final. Foi lá fazer figura.
Esta comunicação, na forma como foi feita, tratou-se de uma miserável perda de tempo e de um bom momento de campanha eleitoral do PS, o que nos tempos que correm dá sempre jeito.
Note-se que em termos de marketing correu muito bem para o PM, que há poucos dias dizia que "iamos ter saudades do PEC IV", afinal -segundo ele- está tudo bem.
Sinceramente perdi progressivamente a confiança neste Primeiro Ministro, eventualmente sou um descrente nesta forma show off de fazer política assente no mesmo que os créditos que vendem maravilhas (mas sempre com letras miudinhas no fundo).
Falta agora saber realmente o que se vai passar -dizem que é hoje- pois ninguém de bom senso acredita que vieram para cá 3 "manos" das instituições internacionais, consultaram meio país e que afinal está tudo bem.
Por outro lado, se pensarmos nos dois potenciais vencedores de eleições, o PSD insiste em dar tiros consequetivos nos dois pés, especialmente com aquele senhor de ar respeitoso e que tira fotografias com o seu BlackBerry. Uma nódoa. Já o CDS está a organizar-se, vai passando pela chuva e mostra alguma coerência no que tem dito, mas também vai ter de dizer o que pensa e, na verdade, não pode fugir do que ai vem.
O que realmente quero ver é como se corta a despesa do estado, um mono gordo e despesista. Como e no que vai cortar e deixar de gastar mal ?
Deu as boas notícias, ou pelo menos falou nelas, e trouxe com ele um brinquedo que andava desaparecido há uns bons 15 dias, o nosso Ministro das Finanças. Entrou mudo e saíu calado. Nem, ao menos, disse boa noite e obrigado no final. Foi lá fazer figura.
Esta comunicação, na forma como foi feita, tratou-se de uma miserável perda de tempo e de um bom momento de campanha eleitoral do PS, o que nos tempos que correm dá sempre jeito.
Note-se que em termos de marketing correu muito bem para o PM, que há poucos dias dizia que "iamos ter saudades do PEC IV", afinal -segundo ele- está tudo bem.
Sinceramente perdi progressivamente a confiança neste Primeiro Ministro, eventualmente sou um descrente nesta forma show off de fazer política assente no mesmo que os créditos que vendem maravilhas (mas sempre com letras miudinhas no fundo).
Falta agora saber realmente o que se vai passar -dizem que é hoje- pois ninguém de bom senso acredita que vieram para cá 3 "manos" das instituições internacionais, consultaram meio país e que afinal está tudo bem.
Por outro lado, se pensarmos nos dois potenciais vencedores de eleições, o PSD insiste em dar tiros consequetivos nos dois pés, especialmente com aquele senhor de ar respeitoso e que tira fotografias com o seu BlackBerry. Uma nódoa. Já o CDS está a organizar-se, vai passando pela chuva e mostra alguma coerência no que tem dito, mas também vai ter de dizer o que pensa e, na verdade, não pode fugir do que ai vem.
O que realmente quero ver é como se corta a despesa do estado, um mono gordo e despesista. Como e no que vai cortar e deixar de gastar mal ?
quinta-feira, 21 de abril de 2011
Rede Expresso: Descubra as diferenças
Antes:
Era a Renex, a Eva Transportes, a Belos, a Rodoviária, etc.
As greves eram regulares e os transportes eram diversos, uns mais confortáveis do que outros, nunca se sabendo o que se encontrava.
Hoje:
Chama-se Rede Expresso.
Tem autocarros confortáveis, modernos e seguros. Há internet gratuíta a bordo e o serviço é óptimo, podendo mesmo ser comprados bilhetes via web.
O que mudou? A gestão? Os trabalhadores? Os clientes? A verdade é que mudou muita coisa e para melhor.
Aconselho e vou passar a usar novamente com alguma regularidade, nas idas a Beja.
Era a Renex, a Eva Transportes, a Belos, a Rodoviária, etc.
As greves eram regulares e os transportes eram diversos, uns mais confortáveis do que outros, nunca se sabendo o que se encontrava.
Hoje:
Chama-se Rede Expresso.
Tem autocarros confortáveis, modernos e seguros. Há internet gratuíta a bordo e o serviço é óptimo, podendo mesmo ser comprados bilhetes via web.
O que mudou? A gestão? Os trabalhadores? Os clientes? A verdade é que mudou muita coisa e para melhor.
Aconselho e vou passar a usar novamente com alguma regularidade, nas idas a Beja.
quarta-feira, 23 de março de 2011
Para memória futura
Este PS não mostra ser solução neste momento, pelo menos com este líder. Pessoas e ideias não faltam, mas não se chegam à frente e o partido vai-se diluindo no líder. Importa recuperar os ideias do partido e mostrar que o PS é alternativa futura para Portugal. Infelizmente erros recentes vão demorar muito tempo a sarar.
O PSD não mostra ter condições de fazer diferente, está atado aos mesmos compromissos e ao mesmo desejo de poder pelo poder.
O CDS tem um líder de discurso fácil e que entra bem nas massas. Tem algumas ideias positivas sobre a política económica das empresas mas no entanto mais não é do que um partido a correr ao pote.
BE e PCP defendem as suas políticas e não serão primeira alternativa para ninguém. Tem algumas ideias positivas sobre alguns aspectos sociais, mas no que respeita ao papel do estado na economia têm medidas assustadoras e pouco interessantes, na minha opinião.
No meio disto tudo vamos ter uma crise económica e política. Os juros vão aumentar, os preços também, o dinheiro disponível vai diminuir e todos vão ter de encolher a toalha (que não vai dar para tapar o corpo todo). Outras mudanças haverão, por exemplo, nos transportes as privatizações irão acabar com estas greves constantes, de pessoas que, à conta dos direitos adquiridos, acham que vivem num mundo que francamente já não existe. Outras classes estão no mesmo patamar, professores, funcionários públicos, etc. Importa que esta convulsão mude algo na justiça, onde vícios antigos impedem o normal funcionamento do país, das empresas e dos particulares.
Nos próximos meses e anos muito vai mudar, muitos dos paradigmas actuais vão ser alterados e muitos não estarão preparados.
O PSD não mostra ter condições de fazer diferente, está atado aos mesmos compromissos e ao mesmo desejo de poder pelo poder.
O CDS tem um líder de discurso fácil e que entra bem nas massas. Tem algumas ideias positivas sobre a política económica das empresas mas no entanto mais não é do que um partido a correr ao pote.
BE e PCP defendem as suas políticas e não serão primeira alternativa para ninguém. Tem algumas ideias positivas sobre alguns aspectos sociais, mas no que respeita ao papel do estado na economia têm medidas assustadoras e pouco interessantes, na minha opinião.
No meio disto tudo vamos ter uma crise económica e política. Os juros vão aumentar, os preços também, o dinheiro disponível vai diminuir e todos vão ter de encolher a toalha (que não vai dar para tapar o corpo todo). Outras mudanças haverão, por exemplo, nos transportes as privatizações irão acabar com estas greves constantes, de pessoas que, à conta dos direitos adquiridos, acham que vivem num mundo que francamente já não existe. Outras classes estão no mesmo patamar, professores, funcionários públicos, etc. Importa que esta convulsão mude algo na justiça, onde vícios antigos impedem o normal funcionamento do país, das empresas e dos particulares.
Nos próximos meses e anos muito vai mudar, muitos dos paradigmas actuais vão ser alterados e muitos não estarão preparados.
segunda-feira, 21 de março de 2011
5 razões porque este governo não passa desta semana
1) Os resultados económicos são francamente decepcionantes (mesmo que a crise financeira só tenha vindo complementar décadas e défices constantes, sempre encapotados por alguma engenharia financeira)
2) O actual Primeiro Ministro não tem condições algumas para se manter à frente do cargo. Não tem credibilidade interna alguma, não mostra vontade -nem tem margem para tal- de outro tipo de medidas. Mantendo uma política de comunicação já conhecida de lançar notícias para os media para verificar da sua aceitação, para depois se mostrar disponível para negociar.
3) Há cada vez mais sinais internos, mesmo de membros do governo, de que a situação é para deixar correr fundo, mesmo da parte dos ministros mais lúcidos -na minha opinião- que o executivo tem.
4) Da oposição há cada vez mais sinais que para além de se estarem a preparar, estão com vontade de não dar mais tempo a este governo. Na minha opinião a política liberal destes partidos trará sempre algum fôlego inicial, mas não creio que consigam sozinhos inverter o rumo do país, vão precisar sempre do PS numa coligação alargada a três. Hoje há um interessante reforço comunicacional, um sinal diria eu, pois o PSD emite um comunicado em inglês, o que é um claro sinal do seu destinatário, as agências noticiosas internacionais e, muito claramente, "os mercados"
5) A eventual votação do PEC IV na próxima 4ªfeira poderá ser o momento fatal. Com uma Cimeira europeia na 6ªfeira e sem consenso possível na Assembleia da República, é de concluir que qualquer votação terá um resultado negativo para o governo e para as suas intenções de reforço das medidas de austeridade.
Excluíndo os habituais partidos do contra, BE e PCP, que servirão para reforçar o seu espaço e pouco mais, creio que estaremos sujeitos a um entendimento alargado entre os três partidos mais votados das últimas legislativas.
Sem Sócrates os três partidos terão de se entender e encarar os próximos anos com força e com ideias, limitando os abusos do estado, as generosas ofrendas do mesmo e criando condições, junto das empresas e dos particulares, para que se gere emprego e com isso riqueza e produtividade (e crescimento).
É fundamental aumentar a produção de bens internos de que necessitamos e tentar ofecerer ao exterior produtos e matérias primas que sejam mais valias para a nossa economia.
Como estamos não vamos a lado nenhum. Da governação PS ficarão alguns bons resultados, a nível tecnológico, da energia, da aprendizagem e do governo electrónico. Muitos deles não têm visibilidade no dia a dia das pessoas, mas em muito facilitam a ligação entre estado e contribuintes e a aprendizagem e educação tecnológica de novas gerações, algo que só o tempo fará dar resultados.
A terminar, para reforçar esta minha opinião pode ser lido este texto de Helena Garrido, uma jornalista e comentadora a acompanhar com atenção, foge do fogo de artificio folclórico dos media e costuma ser muito concreta no que escreve.
2) O actual Primeiro Ministro não tem condições algumas para se manter à frente do cargo. Não tem credibilidade interna alguma, não mostra vontade -nem tem margem para tal- de outro tipo de medidas. Mantendo uma política de comunicação já conhecida de lançar notícias para os media para verificar da sua aceitação, para depois se mostrar disponível para negociar.
3) Há cada vez mais sinais internos, mesmo de membros do governo, de que a situação é para deixar correr fundo, mesmo da parte dos ministros mais lúcidos -na minha opinião- que o executivo tem.
4) Da oposição há cada vez mais sinais que para além de se estarem a preparar, estão com vontade de não dar mais tempo a este governo. Na minha opinião a política liberal destes partidos trará sempre algum fôlego inicial, mas não creio que consigam sozinhos inverter o rumo do país, vão precisar sempre do PS numa coligação alargada a três. Hoje há um interessante reforço comunicacional, um sinal diria eu, pois o PSD emite um comunicado em inglês, o que é um claro sinal do seu destinatário, as agências noticiosas internacionais e, muito claramente, "os mercados"
5) A eventual votação do PEC IV na próxima 4ªfeira poderá ser o momento fatal. Com uma Cimeira europeia na 6ªfeira e sem consenso possível na Assembleia da República, é de concluir que qualquer votação terá um resultado negativo para o governo e para as suas intenções de reforço das medidas de austeridade.
Excluíndo os habituais partidos do contra, BE e PCP, que servirão para reforçar o seu espaço e pouco mais, creio que estaremos sujeitos a um entendimento alargado entre os três partidos mais votados das últimas legislativas.
Sem Sócrates os três partidos terão de se entender e encarar os próximos anos com força e com ideias, limitando os abusos do estado, as generosas ofrendas do mesmo e criando condições, junto das empresas e dos particulares, para que se gere emprego e com isso riqueza e produtividade (e crescimento).
É fundamental aumentar a produção de bens internos de que necessitamos e tentar ofecerer ao exterior produtos e matérias primas que sejam mais valias para a nossa economia.
Como estamos não vamos a lado nenhum. Da governação PS ficarão alguns bons resultados, a nível tecnológico, da energia, da aprendizagem e do governo electrónico. Muitos deles não têm visibilidade no dia a dia das pessoas, mas em muito facilitam a ligação entre estado e contribuintes e a aprendizagem e educação tecnológica de novas gerações, algo que só o tempo fará dar resultados.
A terminar, para reforçar esta minha opinião pode ser lido este texto de Helena Garrido, uma jornalista e comentadora a acompanhar com atenção, foge do fogo de artificio folclórico dos media e costuma ser muito concreta no que escreve.
sexta-feira, 18 de março de 2011
A minha pila é maior que a tua
A publicidade e o marketing das empresas tem destas coisas: Muitas vezes não se discutem ou publicitam argumentos de venda ou dos produtos, mas sim o "tamanho da pila", entenda-se por "pila" o ego e o voraz apetite concorrencial de cada uma das marcas.
Exemplos são vários, mas os mais fortes são aqueles que os operadores telefónicos nos servem.
É ver a minha opinião e os respectivos links, para comprar "a mercadoria".
Assim é com a Optimus e com a TMN, que passam algum do seu tempo a medir as vitórias em alguma coisa. Ainda há uns dias ambas enviaram mails para a imprensa a dizer ter vencido alguma coisa com o estudo da Anacom.
O estudo é, aparentemente o mesmo.
A Optimus diz ter ganho na melhor cobertura 3G nos grandes centros urbanos e na melhor qualidade de voz média global.
A TMN regista no global a melhor cobertura 3G, apresentando o melhor desempenho com 95,2% das medições a ilustrarem níveis de boa cobertura. Também no 2G com 99,7% a TMN sobressai com o melhor nível de cobertura, quer nos aglomerados urbanos, quer nos eixos rodoviários
Note-se a vermelho, como cada uma delas mede a mesma pila, de diferentes formas. Uma é melhor no global, mas a outra não se fica atrás e lá conseguiu ver que é melhor nos grandes centros urbanos.
E, pergunto eu, nos médios centros urbanos -digamos: Leiria, Aveiro e Braga- quem é melhor?
A rivalidade é tanta que os departamentos de media degladeiam-se para conseguirem ser melhor em alguma coisa.
Isto faz-me sempre lembrar as eleições locais, há um partido que ganha a junta de freguesia, mas o outro diz que também ganhou (mas em 2 das 5 mesas de voto) !!
Em conclusão, na minha opinião, este forma de comunicação das operadoras móveis, sobre os estudos da Anacom é como as rifas nas feiras: Sai sempre!
Já ao nível da rádio a "medição de pila" faz-se entre a Vodafone e a TMN.
Aproveitando as frequências disponíveis de rádios que são a 2ª e a 3ªlinha dos grupos económicos da área, as duas marcaas lançaram-se neste desafio da moda, dar nome a uma rádio. Surgiu a Vodafone FM e agora prepara-se a TMN FM, ou algo que o valha.
Faz todo o sentido para empresas de comunicações móveis ter uma rádio (not!!), dizem os estudos que encomendaram e que devem ter custado mais do que o meu salário anual.
Os ditos estudos referem certamente termos como cinergias, parcerias, extensão de marca e mais coisas acabadas em "ias". Tudo para justificar o budget alocado perante os conselhos de administração, que tomam decisões entre um put e um green no Golf da Beloura.
Com o aumento do online, quer-me parecer que um dos próximos estudos, daqui a dois ou três anos (e que vai ser igualmente caro), dirá que "o investimento já não é estratégico e que as marcas se devem concentrar no seu core business".
Desta moda das rádios com branding de marca, a Optimus fica de fora (por agora), mas vendo os seus colegas a "medir a pila", vai ficar tentada a aproveitar a primeira oportunidade de comprar uma rádio com frequência disponível.
É a minha opinião.
Um não tem talões e tem os preços sempre baixos, o outro tem talões, descontos e ainda dá senhas de gasolina.
A escolha é difícil, na minha opinião a publicidade está bem conseguida para cada uma das marcas e a verdade é que as constantes respostas e contra respostas publicitárias mostram uma dinâmica de mercado muito forte. Tudo é visto à lupa e sempre que possível há resposta, nem que seja a queixa do costume à entidade reguladora da publicidade, como foi o recente caso da campanha 0% do Pingo Doce que foi retirada.
Na verdade ambos vendem o mesmo tipo de produtos, o Continente eventualmente tem uma gama de produtos mais alargada -igualmente porque a superficie comercial é, em geral, maior - o Pingo Doce é um espaço mais arranjado e familiar. Não sei se a publicidade influencia demasiado a compra, acho que a publicidade do Pingo Doce é mais defensiva, no sentido em que procura mostrar ser um sitio estável, onde as pessoas sabem o que vão encontrar, sem descontos e talões. A publicidade do Continente é mais agressiva, mostram dinamismo na tentativa de puxar clientes com ofertas "que os outros não têm".
Cada público é um público, mas a mim, pessoalmente, não me influencia este tipo de publicidade, embora em termos de espectador seja interessante a guerrilha constante entre as marcas, as duas maiores cadeias de distribuição nacional.
Exemplos são vários, mas os mais fortes são aqueles que os operadores telefónicos nos servem.
É ver a minha opinião e os respectivos links, para comprar "a mercadoria".
Assim é com a Optimus e com a TMN, que passam algum do seu tempo a medir as vitórias em alguma coisa. Ainda há uns dias ambas enviaram mails para a imprensa a dizer ter vencido alguma coisa com o estudo da Anacom.
O estudo é, aparentemente o mesmo.
A Optimus diz ter ganho na melhor cobertura 3G nos grandes centros urbanos e na melhor qualidade de voz média global.
A TMN regista no global a melhor cobertura 3G, apresentando o melhor desempenho com 95,2% das medições a ilustrarem níveis de boa cobertura. Também no 2G com 99,7% a TMN sobressai com o melhor nível de cobertura, quer nos aglomerados urbanos, quer nos eixos rodoviários
Note-se a vermelho, como cada uma delas mede a mesma pila, de diferentes formas. Uma é melhor no global, mas a outra não se fica atrás e lá conseguiu ver que é melhor nos grandes centros urbanos.
E, pergunto eu, nos médios centros urbanos -digamos: Leiria, Aveiro e Braga- quem é melhor?
A rivalidade é tanta que os departamentos de media degladeiam-se para conseguirem ser melhor em alguma coisa.
Isto faz-me sempre lembrar as eleições locais, há um partido que ganha a junta de freguesia, mas o outro diz que também ganhou (mas em 2 das 5 mesas de voto) !!
Em conclusão, na minha opinião, este forma de comunicação das operadoras móveis, sobre os estudos da Anacom é como as rifas nas feiras: Sai sempre!
Já ao nível da rádio a "medição de pila" faz-se entre a Vodafone e a TMN.
Aproveitando as frequências disponíveis de rádios que são a 2ª e a 3ªlinha dos grupos económicos da área, as duas marcaas lançaram-se neste desafio da moda, dar nome a uma rádio. Surgiu a Vodafone FM e agora prepara-se a TMN FM, ou algo que o valha.
Faz todo o sentido para empresas de comunicações móveis ter uma rádio (not!!), dizem os estudos que encomendaram e que devem ter custado mais do que o meu salário anual.
Os ditos estudos referem certamente termos como cinergias, parcerias, extensão de marca e mais coisas acabadas em "ias". Tudo para justificar o budget alocado perante os conselhos de administração, que tomam decisões entre um put e um green no Golf da Beloura.
Com o aumento do online, quer-me parecer que um dos próximos estudos, daqui a dois ou três anos (e que vai ser igualmente caro), dirá que "o investimento já não é estratégico e que as marcas se devem concentrar no seu core business".
Desta moda das rádios com branding de marca, a Optimus fica de fora (por agora), mas vendo os seus colegas a "medir a pila", vai ficar tentada a aproveitar a primeira oportunidade de comprar uma rádio com frequência disponível.
É a minha opinião.
Continente e Pingo Doce
Mas o troféu "a minha pila é melhor que a tua" é mesmo entre o Pingo Doce e o Continente.Um não tem talões e tem os preços sempre baixos, o outro tem talões, descontos e ainda dá senhas de gasolina.
A escolha é difícil, na minha opinião a publicidade está bem conseguida para cada uma das marcas e a verdade é que as constantes respostas e contra respostas publicitárias mostram uma dinâmica de mercado muito forte. Tudo é visto à lupa e sempre que possível há resposta, nem que seja a queixa do costume à entidade reguladora da publicidade, como foi o recente caso da campanha 0% do Pingo Doce que foi retirada.
Na verdade ambos vendem o mesmo tipo de produtos, o Continente eventualmente tem uma gama de produtos mais alargada -igualmente porque a superficie comercial é, em geral, maior - o Pingo Doce é um espaço mais arranjado e familiar. Não sei se a publicidade influencia demasiado a compra, acho que a publicidade do Pingo Doce é mais defensiva, no sentido em que procura mostrar ser um sitio estável, onde as pessoas sabem o que vão encontrar, sem descontos e talões. A publicidade do Continente é mais agressiva, mostram dinamismo na tentativa de puxar clientes com ofertas "que os outros não têm".
Cada público é um público, mas a mim, pessoalmente, não me influencia este tipo de publicidade, embora em termos de espectador seja interessante a guerrilha constante entre as marcas, as duas maiores cadeias de distribuição nacional.
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segunda-feira, 14 de março de 2011
Não perceber que as ideias se esgotaram.
Disclaimer: Sou militante do Partido Socialista e continuo a defender os ideiais fundadores da ideologia do Partido. No actual momento acho que o governo não tem condições nenhumas de governar o país. Não tem crédito junto das pessoas nem mostra capacidade de ter ideias mobilizadoras.
Os sucessivos cortes salariais, no orçamento e nas ideias acabou de vez com o governo PS de José Sócrates, ou melhor, espero que tenha acabado de vez com este tipo de governação e de política que tem sido seguida -essencialmente- nos últimos 26 anos, desde os tempos do actual Presidente, que de tanto fugir da chuva que ele próprio criou parece uma lebre numa maratona.
A diferença é que o PR foi sufragado para mais 5 anos e o PM não acredito que dure 5 semanas, pois não tem qualquer tipo de condições para tal.
O problema que enfrentemos é, ainda assim, estrutural: não produzimos, estamos habituados a viver muito acima das possibilidades e apenas o crédito fácil, misturado com o desejo de "ter", têm mitigado esta situação.
Em cima disto criamos o perigoso hábito de olhar para o estado como o garante de tudo, quando apenas deveria garantir, educação, saúde e justiça.
Este hábito "parasita" que ganhámos foi sendo acompanhado pelo endividamento das famílias, sujeitas agora -mais do que nunca- "aos mercados" e depois (a cereja) uma total incapacidade política de ter uma visão do país. Cada tampa que se destapa há um cancro que foi sendo deixado. Ora são os amigos do nosso PR que são todos muito honestos mas que estão carregados de processos crime nos tribunais, ora é a dúvida sobre ex-ministros que vão para gestores das empresas com quem negociaram ou até mesmo as dúvidas sobre a legitimidade de um curso superior engarrafado à pressa ou umas escutas sobre o que diz a comunicação social.
A generalidade da classe política tem conseguido montar uma teia de interesses que giram em volta de si próprios, e dos seus, preocupando-se menos do que deviam com os reais problemas que tinham à sua frente no país, no organismo ou na empresa que gerem. Assim foi com os governos, e a oposição também não é muito melhor, PCP e BE estão sempre contra e defendem a sua aldeia de protesto, o CDS vai tentando mostrar umas coisas sem se comprometer muito, para ver para que "lado pinga" para se colar à tendência.
A situação que vivemos de há uns anos a esta parte é de um escorregar progressivo. Ao contrário do que se tem dito e escrito, não batemos no fundo (ainda). Este escorregar ainda tem alguns passos por dar e isso vai acontecer quando, naturalmente, os preços continuarem a subir, acompanhando uma inflacção e uns juros que não estamos capazes de aguentar.
No meio disto tudo temos o actual governo, em nítida navegação à vista, sem ideias, sem estratégia possível e com um timoneiro que mostra nitidamente já não fazer parte de nenhuma realidade, seja a actual seja a futura.
Um timoneiro que continua a insistir em obras absolutamente desnecessárias como o TGV (isto faz-me sempre lembrar a nossa paixão por auto estradas, ao ponto de termos mais do que Espanha e a Bélgica juntas). Um timoneiro que tão depressa corta nos apoios sociais como usa a imprensa para testar reacções a ideias tão idiotas como reduzir o iva no golf , já para não falar de decisões políticas insistem na carga de impostos que penalizam e asfixiam as empresas, seja em carga fiscal directa, seja em impostos indirectos. Tanto ou tão pouco que se torna impossível gerar emprego.
Basta uma leitura atenta a dois ou três dias consequtivos de media para perceber que este governo já não é uma equipa, é uma conjunto de gente que toma decisões avulsas, algumas com sentido outras que são de jogar as mãos à cabeça.
Ora uma equipa não se faz só com pessoas, faz-se com entrosamento, com uma visão do que se quer e com objectivos traçados. Para já parece que o único objectivo é o déficit e para isso é preciso fazer tudo, atropelar pessoas, empresas e ideais. O objectivo pode até ser conseguido, mas lá chegados teremos o deserto e não teremos quem nos dê água.
A folha de reivindicações da Geração à Rasca também não a aceito totalmente. Empregos existem. Não há na área de estudo? Trabalhem noutra coisa. Não podem ganhar mais? Então gaste-se menos e reduza-se a líbido do desejo. Tiraram o curso com que "sempre sonharam"? Então fossem pragmáticos e pensassem que os sonhos podem comandar a vida, mas nos tempos que vivemos não alimentam a carteira.
Naturalmente que não se resume só a isto, há rendas, custos, transportes e afins. E também há abusos, mas em geral ninguém gosta de dar a alguém um contrato precário ou de pagar menos do que o esperado.
Falo por experiência própria, mas a verdade é que muitas vezes não é mesmo possível, tendo em conta as naturais dificuldades que até as empresas atravessam e a carga fiscal a que estão sujeitos (só para exemplo em números redondos, um contrato de 750€, representa com todas as obrigações legais um valor à volta 1000€ e o trabalhador só leva 560€ para casa). É uma prensa que a todos aperta.
No ponto em que estamos importava colocar ideias bem claras na mesa, em vez de se venderem as habituais ilusões dos últimos tempos.
Importava dizer às pessoas que temos de produzir internamente mais daquilo que necessitamos para reduzir a dependência externa, temos de ser capazes de consumir menos para reduzir a inflacção e temos de manter a força exportadora para conseguir gerar riqueza, pois o mercado interno é pequeno e insuficiente para tal designio.
Importa também dizer às pessoas que têm menos de 50 anos que não vão ter pensões algumas no futuro porque o sistema é absolutamente insustentável e importa ainda fazer o reforço do acesso ao ensino e à saúde deveria ser uma prioridade para conseguir suprir as questões básicas necessárias da população.
Pelo meio, de caminho, acabava-se com a organização administrativa caótica e multiplicadora de milhares de juntas de freguesia (muitas que gerem 200 ou 300 pessoas) e de municipios em tudo quanto é quintal, repensava-se seriamente a existência de muitas das empresas municipais e de muitos serviços públicos e no imediato suspendiam-se os cursos superiores que não tem nenhuma empregabilidade, para que não se continuem a enganar estudantes à conta da necessidade de financiamento das próprias universidades. Como quem não quer a coisa acabavam-se com as subvenções a ex-detentores de cargos públicos e políticos e com todos os "direitos adquiridos" em causa própria.
José Sócrates não o consegue fazer e mesmo quando tenta mostrar novas ideias e novas medidas que até têm cabimento e sentido (honra seja feita, em 6 anos têm sido bastantes desde a educação tecnológica até à correcção de uma série de outras medidas avulsas) já não é levado a sério pela grande maioria das pessoas. Também não percebeu que o seu tempo acabou e insiste em ter futuro, como é bem exemplo a recandidatura ao cargo de secretário geral do PS (logo candidat nas próximas eleições).
Não vislumbro ninguém, no momento, no PS que seja capaz de ter publicamente outro pensamento e defender outro caminho sendo mobilizador das pessoas. Tenho alguma esperança que as ideias não tenham sido postas em "standby" e que tenhamos pessoas capazes, e com vontade, de fazer diferente e mais acertado. Acho aliás, que a actual governação fará ao PS aquilo que a saída de Cavaco fez ao PSD, ou seja, aniquilá-lo durante anos sucessivos. PSD que está mortinho para mostrar serviço, mas não será certamente capaz de fazer muito diferente, mesmo que pelo meio cheguem alguamas boas ideias que qualquer governo novo sempre trás.
O resto afiguram-se para mim como meros figurantes, aqueles que numa produção televisiva fazem o público e que batem palmas ou assobiam, estão lá para encher e dar dimensão ao programa.
Importa que sejamos capazes de dar mais atenção, doravante às pessoas, aos seus anseios e a pessoas como esta, que nos últimos meses e anos têm alertado para o estado que estavamos todos a construir, totalmente acima das nossas possibilidades e esbanjador de recursos, gastando-os quando os deveria investir.
Importa que possamos compreender que somos um país com poucos recursos naturais e que saibamos dar a volta a isso com ideias e com capacidade de inovação aplicada aos negócios, sem isso é impossível.
A questão política, para mim, vem de família, dos almoços e jantares muito marcados por opiniões ideológicas de duas esquerdas. Não pratico política a nível nacional, não só porque não tenho paciência como não estou para me envolver em lutas e interesses de circunstância para ter um cargo qualquer ou ser amigo momentâneo de alguém que não me diz absolutamente nada e a isto que se resume a política regional e nacional.
Já a nível local as coisas têm outra força, as decisões, as propostas e as discussões tem resultado e são visíveis na vida diária das pessoas, o que para mim é mais do que suficiente. Nunca precisei da política para coisa alguma e assim espero continuar, exactamente com esta liberdade de pensamento e de opinião que um qualquer cargo ou título poderia constrangir.
* * *
Os sucessivos cortes salariais, no orçamento e nas ideias acabou de vez com o governo PS de José Sócrates, ou melhor, espero que tenha acabado de vez com este tipo de governação e de política que tem sido seguida -essencialmente- nos últimos 26 anos, desde os tempos do actual Presidente, que de tanto fugir da chuva que ele próprio criou parece uma lebre numa maratona.
A diferença é que o PR foi sufragado para mais 5 anos e o PM não acredito que dure 5 semanas, pois não tem qualquer tipo de condições para tal.
O problema que enfrentemos é, ainda assim, estrutural: não produzimos, estamos habituados a viver muito acima das possibilidades e apenas o crédito fácil, misturado com o desejo de "ter", têm mitigado esta situação.
Em cima disto criamos o perigoso hábito de olhar para o estado como o garante de tudo, quando apenas deveria garantir, educação, saúde e justiça.
Este hábito "parasita" que ganhámos foi sendo acompanhado pelo endividamento das famílias, sujeitas agora -mais do que nunca- "aos mercados" e depois (a cereja) uma total incapacidade política de ter uma visão do país. Cada tampa que se destapa há um cancro que foi sendo deixado. Ora são os amigos do nosso PR que são todos muito honestos mas que estão carregados de processos crime nos tribunais, ora é a dúvida sobre ex-ministros que vão para gestores das empresas com quem negociaram ou até mesmo as dúvidas sobre a legitimidade de um curso superior engarrafado à pressa ou umas escutas sobre o que diz a comunicação social.
A generalidade da classe política tem conseguido montar uma teia de interesses que giram em volta de si próprios, e dos seus, preocupando-se menos do que deviam com os reais problemas que tinham à sua frente no país, no organismo ou na empresa que gerem. Assim foi com os governos, e a oposição também não é muito melhor, PCP e BE estão sempre contra e defendem a sua aldeia de protesto, o CDS vai tentando mostrar umas coisas sem se comprometer muito, para ver para que "lado pinga" para se colar à tendência.
A situação que vivemos de há uns anos a esta parte é de um escorregar progressivo. Ao contrário do que se tem dito e escrito, não batemos no fundo (ainda). Este escorregar ainda tem alguns passos por dar e isso vai acontecer quando, naturalmente, os preços continuarem a subir, acompanhando uma inflacção e uns juros que não estamos capazes de aguentar.
No meio disto tudo temos o actual governo, em nítida navegação à vista, sem ideias, sem estratégia possível e com um timoneiro que mostra nitidamente já não fazer parte de nenhuma realidade, seja a actual seja a futura.
Um timoneiro que continua a insistir em obras absolutamente desnecessárias como o TGV (isto faz-me sempre lembrar a nossa paixão por auto estradas, ao ponto de termos mais do que Espanha e a Bélgica juntas). Um timoneiro que tão depressa corta nos apoios sociais como usa a imprensa para testar reacções a ideias tão idiotas como reduzir o iva no golf , já para não falar de decisões políticas insistem na carga de impostos que penalizam e asfixiam as empresas, seja em carga fiscal directa, seja em impostos indirectos. Tanto ou tão pouco que se torna impossível gerar emprego.
Basta uma leitura atenta a dois ou três dias consequtivos de media para perceber que este governo já não é uma equipa, é uma conjunto de gente que toma decisões avulsas, algumas com sentido outras que são de jogar as mãos à cabeça.
Ora uma equipa não se faz só com pessoas, faz-se com entrosamento, com uma visão do que se quer e com objectivos traçados. Para já parece que o único objectivo é o déficit e para isso é preciso fazer tudo, atropelar pessoas, empresas e ideais. O objectivo pode até ser conseguido, mas lá chegados teremos o deserto e não teremos quem nos dê água.
A folha de reivindicações da Geração à Rasca também não a aceito totalmente. Empregos existem. Não há na área de estudo? Trabalhem noutra coisa. Não podem ganhar mais? Então gaste-se menos e reduza-se a líbido do desejo. Tiraram o curso com que "sempre sonharam"? Então fossem pragmáticos e pensassem que os sonhos podem comandar a vida, mas nos tempos que vivemos não alimentam a carteira.
Naturalmente que não se resume só a isto, há rendas, custos, transportes e afins. E também há abusos, mas em geral ninguém gosta de dar a alguém um contrato precário ou de pagar menos do que o esperado.
Falo por experiência própria, mas a verdade é que muitas vezes não é mesmo possível, tendo em conta as naturais dificuldades que até as empresas atravessam e a carga fiscal a que estão sujeitos (só para exemplo em números redondos, um contrato de 750€, representa com todas as obrigações legais um valor à volta 1000€ e o trabalhador só leva 560€ para casa). É uma prensa que a todos aperta.
No ponto em que estamos importava colocar ideias bem claras na mesa, em vez de se venderem as habituais ilusões dos últimos tempos.
Importava dizer às pessoas que temos de produzir internamente mais daquilo que necessitamos para reduzir a dependência externa, temos de ser capazes de consumir menos para reduzir a inflacção e temos de manter a força exportadora para conseguir gerar riqueza, pois o mercado interno é pequeno e insuficiente para tal designio.
Importa também dizer às pessoas que têm menos de 50 anos que não vão ter pensões algumas no futuro porque o sistema é absolutamente insustentável e importa ainda fazer o reforço do acesso ao ensino e à saúde deveria ser uma prioridade para conseguir suprir as questões básicas necessárias da população.
Pelo meio, de caminho, acabava-se com a organização administrativa caótica e multiplicadora de milhares de juntas de freguesia (muitas que gerem 200 ou 300 pessoas) e de municipios em tudo quanto é quintal, repensava-se seriamente a existência de muitas das empresas municipais e de muitos serviços públicos e no imediato suspendiam-se os cursos superiores que não tem nenhuma empregabilidade, para que não se continuem a enganar estudantes à conta da necessidade de financiamento das próprias universidades. Como quem não quer a coisa acabavam-se com as subvenções a ex-detentores de cargos públicos e políticos e com todos os "direitos adquiridos" em causa própria.
José Sócrates não o consegue fazer e mesmo quando tenta mostrar novas ideias e novas medidas que até têm cabimento e sentido (honra seja feita, em 6 anos têm sido bastantes desde a educação tecnológica até à correcção de uma série de outras medidas avulsas) já não é levado a sério pela grande maioria das pessoas. Também não percebeu que o seu tempo acabou e insiste em ter futuro, como é bem exemplo a recandidatura ao cargo de secretário geral do PS (logo candidat nas próximas eleições).
Não vislumbro ninguém, no momento, no PS que seja capaz de ter publicamente outro pensamento e defender outro caminho sendo mobilizador das pessoas. Tenho alguma esperança que as ideias não tenham sido postas em "standby" e que tenhamos pessoas capazes, e com vontade, de fazer diferente e mais acertado. Acho aliás, que a actual governação fará ao PS aquilo que a saída de Cavaco fez ao PSD, ou seja, aniquilá-lo durante anos sucessivos. PSD que está mortinho para mostrar serviço, mas não será certamente capaz de fazer muito diferente, mesmo que pelo meio cheguem alguamas boas ideias que qualquer governo novo sempre trás.
O resto afiguram-se para mim como meros figurantes, aqueles que numa produção televisiva fazem o público e que batem palmas ou assobiam, estão lá para encher e dar dimensão ao programa.
Importa que sejamos capazes de dar mais atenção, doravante às pessoas, aos seus anseios e a pessoas como esta, que nos últimos meses e anos têm alertado para o estado que estavamos todos a construir, totalmente acima das nossas possibilidades e esbanjador de recursos, gastando-os quando os deveria investir.
Importa que possamos compreender que somos um país com poucos recursos naturais e que saibamos dar a volta a isso com ideias e com capacidade de inovação aplicada aos negócios, sem isso é impossível.
A questão política, para mim, vem de família, dos almoços e jantares muito marcados por opiniões ideológicas de duas esquerdas. Não pratico política a nível nacional, não só porque não tenho paciência como não estou para me envolver em lutas e interesses de circunstância para ter um cargo qualquer ou ser amigo momentâneo de alguém que não me diz absolutamente nada e a isto que se resume a política regional e nacional.
Já a nível local as coisas têm outra força, as decisões, as propostas e as discussões tem resultado e são visíveis na vida diária das pessoas, o que para mim é mais do que suficiente. Nunca precisei da política para coisa alguma e assim espero continuar, exactamente com esta liberdade de pensamento e de opinião que um qualquer cargo ou título poderia constrangir.
Primeira pedra
O Alentejo é um desejo por cumprir. Nunca fui capaz de o conseguir a tempo de representar uma opção de vida nos 20 e nos 30 anos, provavelmente, com os compromissos vários já assumidos só o será daqui a 15 anos ou algo que o valha.
Pelo meio está lançado o primeiro passo, o passo que garante uma base. O meu pai recuperou finalmente a casa de família, uma casa com construção inicial de pouco depois de 1900, com sucessivas mudanças até aos anos 60 do século passado e que já não tinha ponta por onde se pegasse. Foi arranjada da base, mantendo a taipa no interior, mas com telhado e paredes adaptadas aos tempos de hoje.
A parte fundamental está feita pelo construtor, agora falta a parte eléctrica, a pintura, as portas e os arranjos finais. Toda esta parte já por nossa conta, para conter custos e para dar sentido aquilo que sabemos fazer e que não necessitamos de contratar.
Para um futuro (economicamente) possível fica o espaço exterior, nomeadamente o poço e restante área.
Este fim de semana foi o primeiro de "hands on painting " e assim será nos próximos em que seja possível.
A Matilde também foi e, à sua medida, ajudou no que pôde, embora a brincadeira com as suas "amigas da aldeia" tenha sido o seu ponto alto.
As férias este ano serão por aqui, o futuro logo se vê
A parte fundamental está feita pelo construtor, agora falta a parte eléctrica, a pintura, as portas e os arranjos finais. Toda esta parte já por nossa conta, para conter custos e para dar sentido aquilo que sabemos fazer e que não necessitamos de contratar.
Para um futuro (economicamente) possível fica o espaço exterior, nomeadamente o poço e restante área.
Este fim de semana foi o primeiro de "hands on painting " e assim será nos próximos em que seja possível.
A Matilde também foi e, à sua medida, ajudou no que pôde, embora a brincadeira com as suas "amigas da aldeia" tenha sido o seu ponto alto.
As férias este ano serão por aqui, o futuro logo se vê
quarta-feira, 9 de março de 2011
Acreditar ?
Numa das últimas viagens de avião a leitura a bordo incluía os habituais jornais económicos e deparei-me com esta foto. Nela se podem ver os quadros do BCP, com o presidente do banco à frente, de cachecóis em riste a "puxar pela sua equipa".
Nesta mesma convenção de funcionários, José Mourinho apareceu a dar uma força à equipa, em troca de um milhares largos de euros, pagos pelo banco, logo pelos seus clientes através das custas e das comissões.
Ao olhar para esta foto pergunto-me: Esta gente acredita no quê?
No banco onde trabalha?
No Mourinho?
No presidente do banco? que (segundo a imprensa noticiou) tentou fazer negócios com o Irão ao mesmo tempo que avisava os norte-americanos oferecendo-separa uma espécie de informador?
Não assisti a esta convenção, nem sou cliente do BCP (para me "roubarem" nas comissões e taxas já basta o BES), mas fico a pensar...... qual será a diferença entre uma convenção destas, onde vai um treinador de futebol ganhador e uma sessão da IURD onde vai um pastor no estado de Campinas ou de Minas Gerais, fazer milagres e colocar os aleijados a andar?
A meu ver pouca ou nenhuma, é uma questão de fé, só que no caso do BCP a fé é paga pelos clientes, no caso da IURD a fé é paga pelos fiéis.
Em qualquer dos casos não se produz nada. Vendem-se sonhos. Basta acreditar
Nesta mesma convenção de funcionários, José Mourinho apareceu a dar uma força à equipa, em troca de um milhares largos de euros, pagos pelo banco, logo pelos seus clientes através das custas e das comissões.
Ao olhar para esta foto pergunto-me: Esta gente acredita no quê?
No banco onde trabalha?
No Mourinho?
No presidente do banco? que (segundo a imprensa noticiou) tentou fazer negócios com o Irão ao mesmo tempo que avisava os norte-americanos oferecendo-separa uma espécie de informador?
Não assisti a esta convenção, nem sou cliente do BCP (para me "roubarem" nas comissões e taxas já basta o BES), mas fico a pensar...... qual será a diferença entre uma convenção destas, onde vai um treinador de futebol ganhador e uma sessão da IURD onde vai um pastor no estado de Campinas ou de Minas Gerais, fazer milagres e colocar os aleijados a andar?
A meu ver pouca ou nenhuma, é uma questão de fé, só que no caso do BCP a fé é paga pelos clientes, no caso da IURD a fé é paga pelos fiéis.
Em qualquer dos casos não se produz nada. Vendem-se sonhos. Basta acreditar
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