domingo, 12 de junho de 2011

Está aberta a esplanada


11.06.2011 fica marcado como o fim de tarde da primeira refeição na esplanada da casa.
Há-de ser a primeira de muitas. Espero eu.
Começam a juntar-se as peças em Albernoa :)
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Albernoa. Mais um passo.


Pouco a pouco as coisas ganham forma lá em casa. Passaram as pinturas e as arrumações das obras. Agora é tempo de colocar lá coisas e de montar móveis.
Eu estou muito contente, a Matilde também. Falta trazer cá a mãe Cristina, fica para daqui a uns dias.
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sexta-feira, 3 de junho de 2011

A minha percepção sobre o PS nas Legislativas 2011

(texto editado a partir de um e-mail enviado a um camarada do PS)

Antes de mais, para que não fique dúvida alguma, o meu voto será naturalmente para o PS, muito especialmente pelo facto de o mesmo poder contribuir para a eleição de alguém que nos é próximo em termos de estrutura, mesmo que conheça pouco a pessoa e a impressão que tenho -do pouco que conheci- não ser propriamente a de uma pessoa à altura deste cargo, mas admito poder estar naturalmente errado.
Depois acho que, se perdermos a eleição, a culpa é acima de tudo muito nossa, independentemente de muito se levantar nestes dias uma onda opinativa negativa para com os media.
Portugal, pelas escolhas políticas que os decisores foram tomando nos últimos 20 anos não tem tido a evolução produtiva e estrutural que era desejado, para o tipo de vida que levamos.
Evoluimos certamente mas foi uma evolução assente não na criação de riqueza para o estado, logo para as pessoas, mas sim na base do crédito que foi sendo mais ou menos fácil (Jorge Sampaio alertou para isso ainda quando era presidente), agora que o crédito fácil se acabou voltámos à realidade do que somos e vai custar muito, a todos.

Dito isto, no momento político em que estamos, creio que a escolha do actual Sec.Geral para candidato a PM foi errada (link: http://omeioeamensagem.blogspot.com/2011/03/5-razoes-porque-este-governo-nao-passa.html). Tão simplesmente porque a sua escolha, com a imagem e o papel que teve e tem, faria com que a campanha nos fosse desfavorável desde logo, passaríamos o tempo a levar pancada pelo que fizemos ou deixamos de fazer, pelo que dissemos ou deixamos de dizer.
Esta seria a campanha e o resultado seria sempre negativo, pois teríamos de passar o tempo a defender uma posição, quando a nossa posição de partido de governo merceria uma atitude de campanha distinta, defensora e “assumidora” das dificuldades que nos esperam mas com ideias e para os tempos que se avizinham.
Está nos livros de gestão de Porter, que a defesa de uma posição se deve fazer diversificando e gerando meios de canibalização da nossa posição, evitando assim que esse espaço seja ocupado por outros.
Uma nova cara assumiria de uma vez as dificuldades que passamos, mas teria naturalmente uma necessidade de se afirmar diferente, sendo rejeitadas à partida todas as críticas ao anterior PM, que já lá ia e haveria a natural necessidade de lançar ideias e assuntos para a mesa de campanha, retirando espaço de jogo à oposição
Mas as coisas não foram assim e, eleito que foi o actual Sec.Geral, veio o momento político de campanha e pré-campanha, mais uma vez creio que cometemos erros atrás de erros. Temos tido receio de assumir as coisas como elas são, e os exemplos são muitíssimos, estes são apenas alguns:

Primeiro não se governa com o FMI (link: http://aeiou.expresso.pt/socrates-nao-esta-disponivel-para-governar-com-fmi=f638738), mas aplaude-se o que foi um bom acordo e é-se candidato (link: http://youtu.be/qKtDDqDBSf8), depois assumem-se as coisas pela metade quando estamos fartos de saber que as mesmas vão acontecer pelo todo (ex: redução da TSU, que o nosso Sec.Geral passou dias a dizer que seria lenta e progressiva e que não concordava com reduções acentuadas (link: http://www.ionline.pt/conteudo/122703-eleicoes-socrates-defende-reducao-da-tsu-quando-houver-margem-orcamental-louca-quer-renegociacao-dos-juros) afinal está por lá escrito nos acordos que será “major” e de preferência rápida).
Depois corre-se o risco patético de assumir que este acordo chega e que não haverá necessidade de mais esforços para os portugueses (!) (link: http://www.tsf.pt/Eleicoes/Legislativas2011/Interior.aspx?content_id=1863949)  que raio... ninguém está em posição de assumir isso, quando não fazemos ideia como vai ser a execução de um orçamento e de uma gestão do país face aos seus credores, Durão Barroso disse isso em 2002 e aumentou o Iva, Sócrates disse isso em 2005 e aumentou o Iva. Já não há ilusões que as pessoas preferem ouvir as coisas como elas são e a verdade é que num país como o nosso, dizer que este acordo chega é gozar com as pessoas, o estado tem uma notória falta de liquidez, endivida-se a uma taxa de juro que muito dificilmente vamos conseguir pagar e o nosso discurso é este?

É pena que tantos assessores não consigam abrir uma janela de humildade no nosso Sec.Geral, que claramente vive muito da sua própria ilusão das suas crenças, que são muitas vezes comparáveis a actos de fé.

O momento actual faz-me lembrar muitos momentos de alguns nossos apresentadores de programas produzidos pela Sigma3: chegam a um ponto de relativa fama e deixam-se iludir pelos convites, pelas festas, pelas viagens dos patrocinadores, depois começam a achar que aquele estilo de vida é que é "bom e normal", mas a realidade deles é outra... e quando os programas acabam ou deixam de os apresentar, as marcas deixam de os convidar para os eventos e voltam aos "amigos lá do bairro ou da rua".

Depois há os media. Os media vivem de soundbytes, vivem da necessidade de preencher telejornais de 1h quando só há notícias para 30 minutos e por isso aproveitam tudo, umas vezes corre bem outras corre mal, exemplos como os paquistaneses e indianos do Martim Moniz eram óbvios que iam marcar o espaço dos media (link: http://www.tvi24.iol.pt/aa---videos---politica/campanha-legislativas-jose-socrates-ps-eleicoes-tvi24/1255016-5796.html).
Quem terá sido o génio da campanha que não percebeu isso? Precisávamos mesmo daquilo? Toda a gente arregimenta gente para os seus autocarros, mas aquele momento foi escusado.
Se reparar bem e se for uma pessoa atenta ao que se passa nas tv's, a partir daí todas as televisões passaram a fazer peças diárias sobre “o outro lado da campanha” e muitas vezes não saímos bem na fotografia, seja por situações como estas, seja pelos descontentes de serviço que aparecem sempre (vide p.explo o caso ontem do tal externato em Torres Vedras. Um avião no ar e uns manifestantes na beira da estrada são exactamente aquilo que os media precisam para ajudar a encher a meia hora que lhes falta todos os dias).

Depois, ainda a campanha, acho que fizemos uma campanha perto do miserável, passámos o tempo a discutir os soundbytes do terrivel candidato do PSD (link: http://www.dn.pt/Inicio/interior.aspx?content_id=1865480), perdemos o nosso tempo a responder aos temas (muito deles aterradores) que o PSD e os outros lançaram, defendemos quando deveríamos ter assumido a postura “é o que temos, os tempos que ai vêm não são fáceis, estamos aqui para trabalhar e encontras as melhores soluções para isto, para aquilo, deste modo, daquele modo”.
Tenho feito um exercício de auto-critica para também não tomar errado o meu pensamento, para o confirmar ou não, mas uma passagem diária pelos media levam-me a anotar nos últimos dias (e verificar) que os temas chave da campanha do PS que foram passando para os media diariamente, e foram mais ou menos estes:

29.5: Sócrates acusa psd de campanha de ressentimento
28.5: Sócrates acusa psd de apenas se querer vingar
27.5: Sócrates acusa psd de zig-zag na liderança
26.5: Sócrates acusa passos coelho de não ter obra para mostrar (óbvio !! nunca fez nada)
24.5: Sócrates diz que passos coelho põe em causa o interesse nacional
23.5: Sócrates diz que a posição do líder do psd sobre o aborto é irracional

O que é isto ?? Passámos demasiado tempo da campanha a dar importância ao PSD.
Em ver de liderar a agenda dos media, seguimos a agenda dos outros e isso vai marcando pontos na cabeça das pessoas, dos eleitores, que (muitos) já estão naturalmente insatisfeitos, seja porque perderam um abono, seja porque lhe baixaram o salário, seja por outra coisa qualquer.
Em vez de liderar a campanha e ganhar de volta a nossa posição de partido de governo perdemos tempo com um lider da oposição impreparado, mediocre, que terá dificuldade em organizar uma empresa, quanto mais um partido e um país!!

Para terminar, e para reforçar o factor “escolha errada do candidato a PM”, temos o cerco político a que Sócrates foi votado. Toda a gente, da esquerda à direita (link: http://economico.sapo.pt/noticias/nprint/117670.html) (link: http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Portugal/Interior.aspx?content_id=1828371) assumiu não querer coligar-se com ele, o PCP (imagine-se!!!) chegou ao ponto de dizer que com o PS até podiam pensar em encontrar uma solução de esquerda, mas sem “o Sócrates”.
Na cabeça dos eleitores vai-se formando a ideia, “então mas se ninguém se dá com ele, como é que ele vai ser solução para alguma coisa”, esta forma de política não mata mas mói...

Ao termos encontrado uma figura alternativa para candidato a PM, teriamos muito provavelmente ganho estas eleições com facilidade, muitas pessoas que vão votar no PSD (ou no CDS) são nossos potenciais eleitores e não votar nesses partidos pela convicção política, antes será um “não voto no Sócrates”.
Com um lider da oposição fraco, que mudou de ideias de manhã para a tarde umas 10 x nesta campanha, que teve necessidade de arrumar a um canto, ou de mandar para fora do país, os seus amigos e mentores políticos, então não levávamos isto a melhor? Um António Costa, um Vitorino ou outras figuras que estão menos expostas a estes momentos dos últimos 2 ou 3 anos não nos teriam sido mais vantajosas? Eu estou em crer que sim. O partido tem-lhes permitido acomular credibilidade pública em cima da sua capacidade pessoal e profissional, estaria na altura de receber algo em troca, a sua disponibilidade
Os indecisos são ainda muitos, as sondagens às vezes erram porque a margem de erro pode permitir ajustes na contagem real, e espero que possamos ainda ganhar as eleições ou pelo menos que o oportunista do Portas e o impreparado do P.Coelho não tenham uma maioria, sendo assim o PS essencial a uma solução de governo. Se assim não for creio que o PS precisa de pensar bem o que fazer e como chegar às pessoas, porque estes tipos do PSD vão aproveitar-se das dificuldades que nos foram impostas pelo FMI e UE para concretizar a agenda destas instituições, mas também para lançar uma ou outra das suas ideias que em muito nos penalizarão.

Espero ter tido a paciência da sua leitura, naturalmente consciente que não será certamente a sua opinião.

Abraço

Nelson Filipe Patriarca

terça-feira, 31 de maio de 2011

A campanha tem sido isto (é uma pena)

Resumo da campanha eleitoral, para as legislativas de 2011

PS: ataca diariamente os soundbytes do PSD
PSD: ataca diariamente os soundbytes do PS
CDS: apanha o que PS e PSD vão deixando cair
BE: Geração à rasca
CDU: fiél ao espírito e a segurar os seus

Em resumo: as más notícias (e os verdadeiros temas que a campanha deveria ter) vêm já em Julho, naturalmente, com os nossos credores.

É lamentável como uma campanha, num momento destes, é tão má e tão pouco informativa.
O PS não apresenta uma ideia, limita-se a rebater o que as tv's mostram de soundbytes do dia anterior, uma vergonha para um partido no governo e que deveria ter apresentado outro líder a estas eleições, anulando o factor "foi você que fez ou decidiu" que a oposição teima em usar.
O PSD apresenta um líder claramente impreparado, eventualmente mal aconselhado e que não inspira confiança nem para lhe empresatar uma caneta, quanto mais meter-lhe um país nas mãos.
O CDS é o único que sabe que vai ser governo, será útil e "vender-se-á" a quem ganhe as eleições, tudo com um preço alto da sua maior votação (previsível) dos últimos anos.

Tem sido isto. É uma pena, pois as más notícias vão chegar e vão custar bem caro a todos, espero eu que custem especialmente caro ao estado despesista e gosto, pois dele não precisamos, basta-nos o estado funcional, eficaz e com bons funcionários, como conheço vários.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Às compras para o Alentejo

Hoje: Uma mesa exterior, seis cadeiras e um guarda sol. A Matilde fez de modelo para experimentar a altura da mesa.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Ora cá está o que o nosso Sócrates não quis dizer.

Depois do atestado de estupidez que o nosso PM tentou passar aos portugueses com a comunicação de ontem, eis que hoje se vão conhecendo as verdadeiras medidas que todos vamos sofrer.

Estamos condenados a seguir este plano e quem quer que seja governo vai ter de cumprir metas, fazer reports trimestrais e ter força no parlamento para fazer avançar estas medidas.
Muitas são absolutamente necessárias e estava na cara há muito que eram fundamentais (ex: reorganização administrativa com o fim de freguesias e concelhos), a vergonha aqui é ter de vir alguém de fora para que os nossos governantes arrepiem caminho e tenham a coragem de as tomar.
Muitas outras medidas vão asfixiar as pessoas, os seus hábitos e a sua qualidade de vida. Os tempos que ai vêm são dificeis e gostaria que outro rosto emergisse do PS que não o actual PM, para dar um rumo a estas medidas e procurar, dentro do possível, atenuar as dificuldades que vão gerar.

Algumas das medidas, numa infografia do Jornal de Negócios

http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=482959

quarta-feira, 4 de maio de 2011

O homem é bom no show business.

Parece que o nosso Primeiro Ministro anunciou o que conseguiu junto do FMI, ou melhor, anunciou o que não vamos perder e o que vamos manter.
Deu as boas notícias, ou pelo menos falou nelas, e trouxe com ele um brinquedo que andava desaparecido há uns bons 15 dias, o nosso Ministro das Finanças. Entrou mudo e saíu calado. Nem, ao menos, disse boa noite e obrigado no final. Foi lá fazer figura.
Esta comunicação, na forma como foi feita, tratou-se de uma miserável perda de tempo e de um bom momento de campanha eleitoral do PS, o que nos tempos que correm dá sempre jeito.
Note-se que em termos de marketing correu muito bem para o PM, que há poucos dias dizia que "iamos ter saudades do PEC IV", afinal -segundo ele- está tudo bem.

Sinceramente perdi progressivamente a confiança neste Primeiro Ministro, eventualmente sou um descrente nesta forma show off de fazer política assente no mesmo que os créditos que vendem maravilhas (mas sempre com letras miudinhas no fundo).

Falta agora saber realmente o que se vai passar -dizem que é hoje- pois ninguém de bom senso acredita que vieram para cá 3 "manos" das instituições internacionais, consultaram meio país e que afinal está tudo bem.

Por outro lado, se pensarmos nos dois potenciais vencedores de eleições, o PSD insiste em dar tiros consequetivos nos dois pés, especialmente com aquele senhor de ar respeitoso e que tira fotografias com o seu BlackBerry. Uma nódoa.  Já o CDS está a organizar-se, vai passando pela chuva e mostra alguma coerência no que tem dito, mas também vai ter de dizer o que pensa e, na verdade, não pode fugir do que ai vem.

O que realmente quero ver é como se corta a despesa do estado, um mono gordo e despesista. Como e no que vai cortar e deixar de gastar mal ?

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Rede Expresso: Descubra as diferenças

Antes:
Era a Renex, a Eva Transportes, a Belos, a Rodoviária, etc.
As greves eram regulares e os transportes eram diversos, uns mais confortáveis do que outros, nunca se sabendo o que se encontrava.

Hoje:
Chama-se Rede Expresso.
Tem autocarros confortáveis, modernos e seguros. Há internet gratuíta a bordo e o serviço é óptimo, podendo mesmo ser comprados bilhetes via web.


O que mudou? A gestão? Os trabalhadores? Os clientes? A verdade é que mudou muita coisa e para melhor.
Aconselho e vou passar a usar novamente com alguma regularidade, nas idas a Beja.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Para memória futura

Este PS não mostra ser solução neste momento, pelo menos com este líder. Pessoas e ideias não faltam, mas não se chegam à frente e o partido vai-se diluindo no líder. Importa recuperar os ideias do partido e mostrar que o PS é alternativa futura para Portugal. Infelizmente erros recentes vão demorar muito tempo a sarar.

O PSD não mostra ter condições de fazer diferente, está atado aos mesmos compromissos e ao mesmo desejo de poder pelo poder.

O CDS tem um líder de discurso fácil e que entra bem nas massas. Tem algumas ideias positivas sobre a política económica das empresas mas no entanto mais não é do que um partido a correr ao pote.

BE e PCP defendem as suas políticas e não serão primeira alternativa para ninguém. Tem algumas ideias positivas sobre alguns aspectos sociais, mas no que respeita ao papel do estado na economia têm medidas assustadoras e pouco interessantes,  na minha opinião.

No meio disto tudo vamos ter uma crise económica e política. Os juros vão aumentar, os preços também, o dinheiro disponível vai diminuir e todos vão ter de encolher a toalha (que não vai dar para tapar o corpo todo). Outras mudanças haverão, por exemplo, nos transportes as privatizações irão acabar com estas greves constantes, de pessoas que, à conta dos direitos adquiridos, acham que vivem num mundo que francamente já não existe. Outras classes estão no mesmo patamar, professores, funcionários públicos, etc. Importa que esta convulsão mude algo na justiça, onde vícios antigos impedem o normal funcionamento do país, das empresas e dos particulares.

Nos próximos meses e anos muito vai mudar, muitos dos paradigmas actuais vão ser alterados e muitos não estarão preparados.

segunda-feira, 21 de março de 2011

5 razões porque este governo não passa desta semana

1) Os resultados económicos são francamente decepcionantes (mesmo que a crise financeira só tenha vindo complementar décadas e défices constantes, sempre encapotados por alguma engenharia financeira)

2) O actual Primeiro Ministro não tem condições algumas para se manter à frente do cargo. Não tem credibilidade interna alguma, não mostra vontade -nem tem margem para tal- de outro tipo de medidas. Mantendo uma política de comunicação já conhecida de lançar notícias para os media para verificar da sua aceitação, para depois se mostrar disponível para negociar.

3) Há cada vez mais sinais internos, mesmo de membros do governo, de que a situação é para deixar correr fundo, mesmo da parte dos ministros mais lúcidos -na minha opinião- que o executivo tem.

4) Da oposição há cada vez mais sinais que para além de se estarem a preparar, estão com vontade de não dar mais tempo a este governo. Na minha opinião a política liberal destes partidos trará sempre algum fôlego inicial, mas não creio que consigam sozinhos inverter o rumo do país, vão precisar sempre do PS numa coligação alargada a três. Hoje há um interessante reforço comunicacional, um sinal diria eu, pois o PSD emite um comunicado em inglês, o que é um claro sinal do seu destinatário, as agências noticiosas internacionais e, muito claramente, "os mercados"

5) A eventual votação do PEC IV na próxima 4ªfeira poderá ser o momento fatal. Com uma Cimeira europeia na 6ªfeira e sem consenso possível na Assembleia da República, é de concluir que qualquer votação terá um resultado negativo para o governo e para as suas intenções de reforço das medidas de austeridade.

Excluíndo os habituais partidos do contra, BE e PCP, que servirão para reforçar o seu espaço e pouco mais, creio que estaremos sujeitos a um entendimento alargado entre os três partidos mais votados das últimas legislativas.

Sem Sócrates os três partidos terão de se entender e encarar os próximos anos com força e com ideias, limitando os abusos do estado, as generosas ofrendas do mesmo e criando condições, junto das empresas e dos particulares, para que se gere emprego e com isso riqueza e produtividade (e crescimento).

É fundamental aumentar a produção de bens internos de que necessitamos e tentar ofecerer ao exterior produtos e matérias primas que sejam mais valias para a nossa economia.

Como estamos não vamos a lado nenhum. Da governação PS ficarão alguns bons resultados, a nível tecnológico, da energia, da aprendizagem e do governo electrónico. Muitos deles não têm visibilidade no dia a dia das pessoas, mas em muito facilitam a ligação entre estado e contribuintes e a aprendizagem e educação tecnológica de novas gerações, algo que só o tempo fará dar resultados.

A terminar, para reforçar esta minha opinião pode ser lido este texto de Helena Garrido, uma jornalista e comentadora a acompanhar com atenção, foge do fogo de artificio folclórico dos media e costuma ser muito concreta no que escreve.

sexta-feira, 18 de março de 2011

A minha pila é maior que a tua

A publicidade e o marketing das empresas tem destas coisas: Muitas vezes não se discutem ou publicitam argumentos de venda ou dos produtos, mas sim o "tamanho da pila", entenda-se por "pila" o ego e o voraz apetite concorrencial de cada uma das marcas.
Exemplos são vários, mas os mais fortes são aqueles que os operadores telefónicos nos servem.
É ver a minha opinião e os respectivos links, para comprar "a mercadoria".



Assim é com a Optimus e com a TMN, que passam algum do seu tempo a medir as vitórias em alguma coisa. Ainda há uns dias ambas enviaram mails para a imprensa a dizer ter vencido alguma coisa com o estudo da Anacom.
O estudo é, aparentemente o mesmo.
A Optimus diz ter ganho na melhor cobertura 3G nos grandes centros urbanos e na melhor qualidade de voz média global.
A TMN regista no global a melhor cobertura 3G, apresentando o melhor desempenho com 95,2% das medições a ilustrarem níveis de boa cobertura. Também no 2G com 99,7% a TMN sobressai com o melhor nível de cobertura, quer nos aglomerados urbanos, quer nos eixos rodoviários
Note-se a vermelho, como cada uma delas mede a mesma pila, de diferentes formas. Uma é melhor no global, mas a outra não se fica atrás e lá conseguiu ver que é melhor nos grandes centros urbanos.
E, pergunto eu, nos médios centros urbanos -digamos: Leiria, Aveiro e Braga- quem é melhor?
A rivalidade é tanta que os departamentos de media degladeiam-se para conseguirem ser melhor em alguma coisa.
Isto faz-me sempre lembrar as eleições locais, há um partido que ganha a junta de freguesia, mas o outro diz que também ganhou (mas em 2 das 5 mesas de voto) !!
Em conclusão, na minha opinião, este forma de comunicação das operadoras móveis, sobre os estudos da Anacom é como as rifas nas feiras: Sai sempre!


Já ao nível da rádio a "medição de pila" faz-se entre a Vodafone e a TMN.
Aproveitando as frequências disponíveis de rádios que são a 2ª e a 3ªlinha dos grupos económicos da área, as duas marcaas lançaram-se neste desafio da moda, dar nome a uma rádio. Surgiu a Vodafone FM e agora prepara-se a TMN FM, ou algo que o valha.
Faz todo o sentido para empresas de comunicações móveis ter uma rádio (not!!), dizem os estudos que encomendaram e que devem ter custado mais do que o meu salário anual.
Os ditos estudos referem certamente termos como cinergias, parcerias, extensão de marca e mais coisas acabadas em "ias". Tudo para justificar o budget alocado perante os conselhos de administração, que tomam decisões entre um put e um green no Golf da Beloura.
Com o aumento do online, quer-me parecer que um dos próximos estudos, daqui a dois ou três anos (e que vai ser igualmente caro), dirá que "o investimento já não é estratégico e que as marcas se devem concentrar no seu core business".
Desta moda das rádios com branding de marca, a Optimus fica de fora (por agora), mas vendo os seus colegas a "medir a pila", vai ficar tentada a aproveitar a primeira oportunidade de comprar uma rádio com frequência disponível.
É a minha opinião.


Continente e Pingo Doce 
Mas o troféu "a minha pila é melhor que a tua" é mesmo entre o Pingo Doce e o Continente.
Um não tem talões e tem os preços sempre baixos, o outro tem talões, descontos e ainda dá senhas de gasolina.
A escolha é difícil, na minha opinião a publicidade está bem conseguida para cada uma das marcas e a verdade é que as constantes respostas e contra respostas publicitárias mostram uma dinâmica de mercado muito forte. Tudo é visto à lupa e sempre que possível há resposta, nem que seja a queixa do costume à entidade reguladora da publicidade, como foi o recente caso da campanha 0% do Pingo Doce que foi retirada.
Na verdade ambos vendem o mesmo tipo de produtos, o Continente eventualmente tem uma gama de produtos mais alargada -igualmente porque a superficie comercial é, em geral, maior - o Pingo Doce é um espaço mais arranjado e familiar. Não sei se a publicidade influencia demasiado a compra, acho que a publicidade do Pingo Doce é mais defensiva, no sentido em que procura mostrar ser um sitio estável, onde as pessoas sabem o que vão encontrar, sem descontos e talões. A publicidade do Continente é mais agressiva, mostram dinamismo na tentativa de puxar clientes com ofertas "que os outros não têm".
Cada público é um público, mas a mim, pessoalmente, não me influencia este tipo de publicidade, embora em termos de espectador seja interessante a guerrilha constante entre as marcas, as duas maiores cadeias de distribuição nacional.


 


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