Mina de São Domingos. Praia Fluvial.
Relaxando nas férias

"Os suportes da comunicação e as tecnologias são determinantes na mensagem: os conteúdos modificam-se em função dos meios que os veiculam" (Marshall McLuhan).
Este blog é o um meio pessoal de ver alguns aspectos da Aldeia Global.
Palavra da familia: "foram umas belas férias". Dito assim não se pode negar que precisávamos deste tempo de qualidade. A casa de Albernoa recebeu-nos, as piscinas de Castro Verde e a praia fluvial da Mina de São Domingos fez o resto, à mistura com noites quentes, passeios, tempo para todos, bicicletas e familia.
A Matilde adorou o tempo que estivemos juntos, o ano é muito intenso e nem sempre temos o tempo desejado uns para os outros, e a Cristina descansou, o que foi óptimo para ela, depois de dois anos esgotantes. Eu gostei de tudo, de ter tempo e de ter a possibilidade de usufruir da casa de Albernoa, tambèm com os meus pais e dos jantares cá fora, na rua, no fresco suave do agosto alentejano.


Do ar parece uma imensa mancha branca que quase faz desaparecer qualquer espécie de zona verde que possa existir.
Já em terra o calor é muito e o aeroporto é recente, eventualmente construído para os Jogos Olímpicos de 2004.
A viagem até ao Grand Resort Lagonissi foi de cerca de 25 minutos e fiquei com a clara sensação de que estava nos suburbios de LA ou Las Vegas... casas baixas, sem bermas de estrada definidas, muitas (mas mesmo muitas) casas inacabadas e muitos cartazes com publicidade às lojas locais.
O aspecto não é dos melhores, confesso, mas a chegada ao resort onde a Sony nos instalou mudou tudo. À beira do adriático, numa península, com quartos espaçosos, janelas amplas e praias privadas, de água muito salgada que ajudam a flutuar, mas que exigem um banho rápido, depois de sair da água, para tirar esta quantidade de sal do corpo.
O jantar ao fim de dia, com o sol a desaparecer na colina de fundo, do lado da grande cidade foi fantástico. Um paraiso à parte, de uma cidade que parece ter saído de um filme dos anos 70.
O que vi é pouco, muito pouco, para avaliar, mas dá ideia que não serão um povo muito organizado e que deixa andar as coisas (inacreditável a quantidade de casas e prédios inacabados e desabitados)
Do outro lado da fronteira (estamos a falar de 400 metros) temos logo à entrada uma Cepsa e uns 500 metros depois uma Galp. Avisado pelas notícias de telejornal que há muito falam nisto e confirmado pelos locais, atravessei a fronteira para abastecer de gasolina.
Tanto no painel à entrada como o preçário junto às bombas mostram que a diferença é enorme, quase pronográfica, e não venham com as coisas dos impostos e do iva, que podem ajudar a esta diferença mas que não justificam tudo.
Tenho de andar sempre com o cabo de corrente atrás e nas viagens não é nada prático (mesmo).