quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Senhora Tasca

A D.Graça Peixoto, antiga caseira de uma família em França, é o rosto desta antiga tasca que desde há uns anos foi transformada em restaurante. Um pequeno restaurante, com 7 mesas, cada uma delas com capacidade para 6 pessoas. Deste modo cria-se um ambiente quase familiar, ainda para mais com a constante presença da D.Graça, que é uma simpatia de pessoa, sempre preocupada com todos os detalhes e sempre a ver se necessitamos de alguma coisa.

A Senhora Tasca fica situada na Labrugeira, 10kms a norte de Alenquer, e é altamente recomendável que seja feita uma marcação telefónica, pois os lugares são, de facto limitados. Fecha ao domingo à noite e à 2ªfeira.
Fica situada num edificio muito bem conservado, outrora o edifício do médico da terra, e o seu interior está decorado com gosto, com presença do símbolo da casa e com muitos recortes de jornais e revistas, com críticas gastronómicas ao espaço.
Também curioso é o facto de existirem muitas fotografias nas paredes, não de gente famosa, mas de ilustres anónimos, clientes da casa que tiram a fotografia e voltam, mais tarde, para nova refeição e para trazer a foto.


Sobre a comida, começo pelas entradas. Por 8,50€ temos direito a um sem número de coisas que em si mesmo são uma refeição inteira. No dia em que fui serviram-se 8 pequenas entradas:
Coalhada (deliciosa!), Paio de porco preto, Salada pimentos, Queijo da serra, Pasta do mar e mais três coisas que já não me lembro, mas que eram frescas e óptimas.

Depois o prato principal, as opções eram 6, optei pelo Lombo Recheado com batata assada e castanhas e de nada me arrependi, muito bem confeccionado e delicioso. Fiquei com vontade de provar as restantes, sendo que na memória me ficou o Arroz de pato com tâmaras e pinhões.... será na próxima vez.
Para acompanhar a refeição veio um tinto local, Syrah Roix de 2008, também vendido a copo, e que foi o complemento perfeito de uma bela refeição.

Para acabar vieram as sobremesas. Mais uma vez as ofertas são várias e no nosso caso optámos por duas escolhas distintas: um bavaroise três chocolates com creme de menta (á esquerda) e uma mousse de chocolate caseira (á direita) feita pela própria D.Graça Peixoto. Ambas eram de uma delícia impossível de descrever.
 
 

Este local foi uma excelente surpresa. Embora já tivesse lido críticas positivas na web, a verdade é que a Senhora Tasca me surpreendeu positivamente, e nem o facto de a refeição completa ter um custo médio de 15/20€ por pessoa me impedirá de voltar, assim que vá para os lados de Alenquer.


terça-feira, 20 de setembro de 2011

A taverna do Ginguinha

Esta Taverna do Ginguinha fica situada a duas centenas de metros do centro de Samora Correia, em plena lezíria do Ribatejo. É um lugar muito bem decorado, com motivos ligados à tauromaquia e ao fado. Local castiço, onde o visitante é recebido logo à entrada com um licor.

A variedade alimentar é muito grande e variada, ainda assim nota-se uma tendência para os grelhados, que passaram pela minha escolha e que posso comprovar serem deliciosos. A oferta de peixe também é variada e a pessoa que me acompanhava pode comprovar que o tempero e o gosto são excelentes.

O atendimento em mesa é muito simpático e o Chefe Vitor Ferreira, o responsável pelo espaço, vem pessoalmente, à mesa, saber como está a ser recebida a refeição que ele próprio preparou.

A carta de doces e sobremesas guarda também muitas coisas boas e, no final, o preço não leva a exagero nenhum, uma média de 12/15€ por pessoa, mas absolutamente justificados pelo espaço, pela simpatia e pela deliciosa comida.


A Taverna do Ginguinha tem ainda um detalhe muito nobre. A ementa tem agregada, na página 2, a história do Ginguinha, o personagem original do espaço, que viveu no início do século passado e que, na sua forma muito particular, marcou o ritmo que a Taverna ainda hoje tem.

 
Duas vezes por mês, ao que percebi, há também fados ao vivo, o que pode ser uma boa opção para quem quer uma boa noite musical, acompanhada por bom vinho e boa comida.

Outra característica de modernidade é o facto de a gerência oferecer 10% de desconto a quem faça "Like/Join" na sua página do Facebook. Juntem-se ao grupo e fiquem a saber o que se passa na Taverna.


Espero voltar assim que possa, pois fui muito bem recebido e comi muito bem. Veja a localização da Taverna da Ginguinha clicando aqui

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Casa dos Segredos - Audiências

Goste-se ou não se goste o programa que a TVI estreou há cerca de uma semana é um verdadeiro sucesso. Sinal dos tempos dos media, excesso de pessoas com tempo livre (ou mesmo com gosto relativo) a verdade é que o programa se adequa na perfeição aos objectivos para o qual foi criado originalmente: dar audiências, ajudar na média do canal, gerar receitas e gerar um buzz e uma igação ao canal em que está a ser transmitido.
Em Portugal é de novo a TVI que transmite o programa e a Casa dos Segredos começou bem antes da primeira emissão televisiva.

A anterior apresentadora, Júlia Pinheiro, e a actual, Teresa Guilherme trocaram acusações na praça pública dos "famosos", ou seja, no Correio da manhã e na TV 7Dias. O caso gerou primeiras capas nestes e noutros meios, mas a mensagem era similar: o programa é polémico e como em tudo, a polémica gera interesse.
Depois uma das concorrentes antecipa ser prima de um jogador de futebol. Outro tema que os media nacionais adoram. Fotos mais ou menos sensuais, declarações polémicas e mais um momento de buzz que é lançado nos media, para a opinião pública, mais concretamente para o público do programa.

A noite de estreia entretanto chegou. A concorrência meteu em cima um documentário com o Cristiano Ronaldo, mas nada supera um programa pé de chinelo, com concorrentes que parece que foram retirados de um qualquer bar alternativo. Teresa Guilherme, para a tv, faz o seu papel muito bem. Lança as questões, faz os comentários, deixa no ar as dúvidas certas. Os concorrentes, cada um com a sua história também alimentam o programa, os casos passados, as suspeitas de isto e daquilo compõem os ingredientes essencaiais para que, em casa, as pessoas ficam ligadas.
Em termos de audiências foi algo que resultou na perfeição.

Senão vejamos as audiências da Casa dos Segredos:

1ªsérie com Júlia Pinheiro
15,1% rating
1.388.000 espectadores
48,3% share

2ªsérie com Teresa Guilherme
1.424.000 espectadores
45,1% share

Quase um milhão e meio de portugueses ficou ligado ao programa, outros -como eu- fora vendo as espaços. Muitos não gostaram. Nessa noite a hashtag mais popular do twitter foi #casadossegredos e nos dias seguintes, nas redes sociais, nos cafés e em muitos locais de trabalho o tema era "a casa".
No Facebook, a página do programa tem milhares de seguidores.

A TVI fez a aposta certa, mis ainda agora, em que um bom resultado aqui apoia a melhoria de resultados desejada para a sua informação que está claramente melhor e menos "trágica".

domingo, 18 de setembro de 2011

Ainda o país e Alberto João Jardim

Um texto de Pedro Marques Lopes sobre o assunto que resume muito bem o problema que os governantes deste país têm em mãos, com AJJ.
Diversas questões levantadas mereciam ser respondidas.

Tem a palavra o sr. Primeiro-Ministro

Jardim de espinhos

Durante anos a Madeira cresceu e desenvolveu-se de forma única. Novas estradas, muito betão e obras de cariz público, para agradar a todos. O estado regional alimentou anos a fim um caciquismo que criou uma teia entre as pessoas e o estado, de tal modo única que as votações no sr.Jardim eram estrondosas.

Durante anos a oposição teve um papel que ia sendo abafado pelo PSD local e pelo governo regional. Até um jornal afecto ao poder instalado serviu de força contra todos os que tivessem a ousadia de afrontar o trabalho do governo regional.
As pessoas essas gostavam, e gostam, de Jardim. Deu-lhes igrejas, obras nas freguesias, novas estradas, tuneis e emprego. É impossível não ficar grato, é impossível nao gostar, é obrigatório votar nele (quanto mais não seja porque o homem se lembra de tudo, cumprimenta toda a gente e regressa para cobrar o voto).

Tudo isto tem ar de história perfeita mas infelizmente o bom político é também a bruxa má da história.
Agora que a crise e a falta de dinheiro travou os hábitos do Sr.Jardim eis que tudo começa a vir ao de cima. Dividas escondidas, excesso de despesa, excesso de gente e toda uma ilha que fica marcada, nacional e internacionalmente, por ser a Grécia nacional. Ou seja, como se não bastasse a dívida nacional, eis que alguém vem trazer dificuldades extra, que todos nós vamos ter de pagar.
O problema é a total falta de vergonha do Sr.Jardim, que insiste em afirmações e desculpas que não colam. Diz ele que foi a política do governo PS que o obrigou a aumentar a dívida, diz ele que não dispensa ninguém e que não para obra nenhuma. Para ele, a vida continua, até á derrota final.

A irresponsabilidade é total e o seu ar de gozo para com a situação é inadmissível. O líder do PSD, e PM, não tem capacidade de o meter na ordem, o Presidente da República já foi gozado na sua última ida á Madeira e é incapaz de fazer coisa alguma. O único a explicar que a situação é impossível de ser mantida foi o independente Ministro das Finanças, que tem ar de não gostar de surpresas destas.
Moralmente e institucionalmente a candidatura deste senhor a um novo mandato é uma vergonha. Sabe que não pode manter o que tem feito, mas usa o ataque para esboçar uma defesa impossível e com isso convencer o seu povo. Vai certamente consegui-lo, até porque o nivel de exigência local é baixo.
Num país de mentalidade tacanha o voto dos madeirenses arrisca-se a alimentar e a legitimar a continuação de uma situação totalmente insuportável, espero estar enganado.

Ficam quatro perguntas que me deixam curioso.
1. Não há, na função pública uma penalização para isto? Tudo fica impune?
2. Não há, no PSD, vergonha na cara, censurando claramente isto, mais ainda numa altura em que se trava a fundo e se exigem sacrificios?
3. Será que algum dia ainda ouviremos falar de contas na Suiça ou nas ilhas Caimão?
4. Na vigência do governo PS nunca ninguém reparou em nada, ano após ano, sucessivamente?

Imagem: henricartoon

sábado, 17 de setembro de 2011

Manhã de regresso à infância

Senhores e Senhoras, JOSÉ BARATA MOURA, hoje aqui em Amora a tocar ao fim da manhã para a pequenada (e para os graúdos).
Mantém fiél o espirito de animação infantil e é um encanto de pessoa.
Mais um artista a quem tive oportunidade de agradecer a música que me deu em infância. 
 E, para finalizar, a "family photo" com o grande José Barata Moura. Thank you sir! :)

Amazon.co.uk Viva a concorrência

Não há grandes dúvidas que a concorrência, quando existe de facto, é favorável para os consumidores. A internet veio abrir os mercados ao mundo inteiro e, uma loja do outro lado do mundo, está ao alcance de meia dúzia de clicks. A compra é rápida e, muitas vezes,a escolha é variada.
Sempre comprei artigos na Amazon britânica mas esse hábito tem crescido ultimamente, em especial porque os portes para Portugal são gratuitos, para compras acima de 25€. Desde cd's ou download de ficheiros musicais, passando por tinteiros, acessórios informáticos e até acessórios para o infantário.
Há artigos em que as diferenças são pequenas, mas há outros em vale mesmo a pena. Para ter um ideia, em cada conjunto de 4 tinteiros (1 preto e 3 de cor) da HP poupo cerca de 24€, ou seja, em vez de pagar 84€, pago 60€.
Bem sei que os impostos são diferentes em Portugal, mas contínuo a pensar porque não é possivel ter bons preços online em Portugal? Porque será que cadeias como o Continente,a Worten, a Fnac ou a Vobis não tem políticas online mais agressivas,e se limitam a ser uma versão electrónica da loja fisica?
Não seria de reduzir preço a quem não vai a uma loja, antes gera receita sem sair de casa e sem, sequer, sujar o chão?
Será que, com uma ou outra rara excepção, a internet e o comércio online em Portugal vai continuar a ser a cópia online da loja física? Até quando?

Era importante que o online fosse olhado com outros olhos pelos empresários e gestores da internet. É que eu, e muitos, preferiamos deixar o nosso dinheiro aqui, em vez de o mandar para "fora", como acontece de cada vez que compro na Amazon.co.uk.

Foto: armazém da amazon.co.uk


quarta-feira, 14 de setembro de 2011

A educação deste governo.

Na educação este governo tem tido uma prestação que aparenta ser positiva.
Para já conseguiu um ano lectivo a começar de forma normal. Menos mal. Acabaram (já assim foi no tempo do PS) as reportagens do Telejornal sobre as escolas que não abrem, os professores que não existem, etc.
Depois, aparentemente, conseguiram um acordo com a generalidade das associações e organizações de professores, para que haja um novo modelo de avaliação dos professores. De fora ficou, como era de esperar o PCP, ou melhor, a Fenprof e o seu professor Nogueira que, como habitual, estão contra tudo (em breve até contra si mesmo). Até prova em contrário a resolução desta questão da avaliação também me parece positiva.
Depois há um discurso de exigência no ensiono, acabando com disciplinas da treta, inventadas para pouco se fazerm e reforçando o português e a matemática. Totalmente de acordo. Já dei aulas e sei bem o que eram as "áreas escola", eram pouco mais de nada.
Finalmente anuncia-se um acordo com o ensino particular e cooperativo que, não só faz todos o sentido, como é mais do que necessário, a um estado que tem de maximizar o alcançe do seu dinheiro e a capacidade de gerar resultados com o mesmo. Aqui sejamos honestos, o ensino público pode ter inúmeros profissionais de alto nível e dedicados, mas a estrutura de custos é muito mais elevada do que os 85 mil euros agora pagos por turma no ensino cooperativo (ver link).

Em resumo, até agora a actuação deste Ministro parece-me positiva, mesmo tendo em conta um aspecto que, fazendo sentido face à situação do país, é um retrocesso na prática educativa, o aumento do número de alunos por turma.


Um fascismo que começa a imperar na Europa

Em tempos o fascismo foi combatido, e bem, enquanto ideologia. Agora, os sinais que vão surgindo fazem crer que esta ideologia pode não estar arredada dos nossos dias futuros, aliás, muitos sinais vão surgindo, encapotados na forma diplomática, económica e financeira.
Situações como a estúpida ideia de colocar a meia haste as bandeiras de países incumpridores (ver link) ou o espertilho económico-financeiro a que a Alemanha vai obrigando os seus parceiros, tendem a mostrar sinais de um novo imperialismo, desta vez não militar, mas politico e financeiro.
Atentos temos de estar.
Temos naturalmente de viver de forma diferente, de perceber o valor das coisas e de viver com o que podemos ter e alcançar, mas há pequenos sinais que surgem que nada me agradam.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Disco multimédia, a melhor compra do ano (depois do Asus Transformer)

Facto/problema: 379 cd's e mais de uma centena de dvd's.
Dificuldade: Ocupação de espaço na sala, dificuldade de acesso aos mesmo, diminuição da vontade de sequer aceder aos mesmos.

O problema acabou de ser resolvido com um LaCie HD Play 1TB. Ao que vejo, nestes primeiros contactos com o aparelho, vai ser uma excelente opção pois vou conseguir passar todos os cd's e todos os dvd's para este disco multimédia e ainda me vai sobrar cerca de 60% de espaço para futuros acrescentos.
O disco é simples e de linhas bonitas, tal como a LaCie nos tem habituado, mas essencialmente funciona na perfeição e é muito simples de usar. Tem saídas HDMI e RCA e uma porta USB para ligar uma pen ou outro disco. Vem com um comando que facilita o uso a partir do sofá e vai revolucionar todo o espaço lá de casa.
O espaço libertado por cd's e dvd's vai permitir respirar melhor (em termos de conteúdo e espaço) na sala e vou ainda poder levar facilmente o disco comigo para umas férias, com a vantagem de levar tudo comigo.
Custou 130€, mas as vantagens que vai permitir e o ganho que vai gerar superam largamente o custo do equipamento.
5*


segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Regresso às aulas

Foram 80 dias. 80 dias de férias das actividades lectivas, pelo meio muita diversão, algumas páginas de exercícios em casa para não se esquecer da rotina e do que aprendeu e muito descanso. Houve mais televisão do que o normal, mais à vontade do que o normal e mais liberdade de rotinas e de horas.
Por estes dias a compra de material escolar é uma alegria, escolher isto e aquilo, ter a caneta ou o caderno do boneco favorito, escolher os novos ténis, a emoção de ir buscar os livros do 2ºano e ver como é a capa.
Ontem o dia foi já de certezas, certeza que este ritmo ia abrandar, certeza que no dia seguinte o acordar às 8h00 ia regressar, certeza que iam voltar os trabalhos, as aulas e a atenção.
A manhã foi custosa, o acordar demorado, mas dois papás disponíveis para irem com ela ao colégio ajudou e lá ficou. Bem.
A mala da Estrunfina ajudou, o não de levar ainda todos os livros também e o facto de reencontrar os amigos acabou por melhorar o conjunto total.
Chega o 2ºano, uma nova etapa.