domingo, 23 de outubro de 2011

Fim de semana no Alentejo

Rumo a sul para descansar. Para além da componente familiar, o silêncio da aldeia, o som dos pássaros, o tempo que passa com tempo e a Matilde que encontra sempre brincadeira com a sua amiga Maria, são factores mais do que convincentes para não hesitar na fuga temporária á Babilónia.
Impossível arrepender-me.


As anunciadas medidas de austeridade

A apresentação do orçamento de estado para 2012 trouxe com ela o anúncio de cortes significativos de despesa do estado, que na prática a pouco mais se resumem do que ao corte dos subsídios de férias e de Natal de grande parte dos funcionários públicos, bem como de identicos pagamentos aos reformados e pensionistas LINK
Esta medida tem tanto e injusta como de absolutamente compreensível, mas na verdade irá fazer recair nos trabalhadores o onus do desejado decréscimo do déficit do estado.

A medida é compreensivel á luz da necessidade de redução de despesa, pura e simples. Como cerca de 60% da despesa do estado se refere a salarios, custos sociais e pagamento de pensões, a redução de 1 ou 2 subsídios ao longo de dois anos fará poupar ao estado muito dinheiro e com isso diminuir a despesa que produz. Olhando friamente para os números não deveria haver outro ponto que fizesse tanta diferença e tão imediata quanto este. Isto não faz no entanto desta, uma medida justa.

A medida é injusta. Cai em cima dos trabalhadores do estado e dos reformados todo o onus de pagar uma redução déficit que muitos não ajudaram a criar, ao mesmo tempo que retira dinheiro á economia, pois o simples anúncio de uma medida desta dimensão faz com que as pessoas passem a ponderar ainda mais todos os gastos visto que o seu rendimento disponível reduz-se de forma dura e significativa.
Injusta ainda mais quando se percebem que situações que deveriam fazer parte de processos em tribunal são causadoras maiores deste problema que vamos enfrentar nos próximos anos. Falo dos BPN, das parcerias publico privadas e da Madeira.

Toda a escalada de contestação que estas medidas vao trazer e todo o sentimento de injustiça perante outros gastos do estado que poderiam ser cortados e não o são, vão cavar ainda mais fundo o fosso entre ricos e pobres neste país, mais ainda tendo em conta que os poucos que restam na dita classe média tendem a ficar mais pobres.
As dificuldades que esperam os portugueses no ano que vem não surgem só dos cortes de rendimentos. O aumento de impostos, seja pela redução de deduções seja pelo aumento de serviços como a electricidade ou de impostos, como o IMI, fará de nós todos pessoas mais pobres.
Fica sempre a sensação que vamos voltar um bocadinho aos primórdios dos anos 80, onde eramos quase todos remediados, viviamos sob intervenção externa do FMI e os luxos a que nos vergamos nos últimos anos eram, então, uma miragem ou o resultado de muitos meses a poupar para os ter.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Opinião pessoal - Razões para chegar aqui.

Os meios de comunicação existem num espaço livre, mas concorrencial, por isso mesmo abafam-se uns aos outros com o ruído que produzem diariamente e que torna difícil distinguir os fait-divers da notícia. Mais uma vez se demonstra á exaustação que, de facto, o meio condiciona a forma como a mensagem é transmitida e esta adopta as características do meio que a divulga.
Falou o primeiro ministro, falaram os ministros, comentaram os jornalistas e os comentaristas residentes.

Desta salganhada toda resulta algo que há anos que comentamos aqui na Sigma3:
- somos um país pobre a "fazer figura e rico com as calças dos outros";
- a oferta fácil dos bancos e o desejo hedonista das pessoas levou-as a comprar coisas que não podem pagar;
- o estado é grande demais, consome muitos recursos para colocar quase nada na economia e tem gente (muita gente) a mais;

Claro que um dia o crédito ia acabar, como acabou, e os "novos ricos" estão a voltar, a pouco e pouco, ao que sempre foram, gente remediada, muitos honestos e trabalhadores, a maioria sem condições verdadeiras para sustentar aquilo que a ilusão consumista os levou a adquirir (muitas vezes a crédito e a taxas absolutamente irreais).
Entertanto vamos ter de mudar de vida e, dramaticamente, muitos não sabem o que fazer. Foram habituados a comprar na loja, a tirar da prateleira do supermercado, a comprar para ganhar tempo. Isso agora vai mudar e vamos ter de ser capazes de inovar, de gerar produtos e serviços que interessem a alguém comprar e vamos ter de nos superar para ser melhores que o resto da concorrência, pois há um mundo lá fora a concorrer conosco, algo que muitos sindicatos insistem em não perceber e que muitos políticos, empresários e funcionários das empresas do estado tendem a sacudir do capote.

De algum modo há (e vão haver mais) casos que são dramáticos, de pobreza e de incapacidade de ter ser viável financeira e pessoalmente, mas confesso que há um caso em particular de quem não tenho pena nenhuma, os construtores civís e os autarcas que betonizaram o território até ao impossível, sobrando agora milhares de casas não ocupadas, inacabadas e sem procura. Uns porque tinham capital para pagar as taxas de que viviam as autarquias, outros porque dependiam dessas taxas para manter os gastos das suas autarquias e todos os funcionários, amigos, amigas, namorados, maridos e, certamente, familiares, a quem arranjaram emprego "a fazer qualquercoizinha...".

O crédito acabou, José Sócrates e o PS (que, diga-se, fizeram uns péssimos 3 últimos anos de governação) foram eleitos os culpados de tudo e a imprensa, no geral, ajudou na festa, carregando uma espécie de vingança bacoca, para dentro das notícias e do espaço dos media. Rei posto, rei Morto, como se costuma dizer.

Veio um novo governo, vieram as conferências de imprensa do ministro das Finanças (por quem nutro simpatia pela forma de encarar as coisas) nas quais algo era sempre cortado (em geral os salários) e agora chegou-se quase, quase á cereja do bolo (sim, ainda vai vir pior, esperem por meados de 2012). Esta quase cereja é o orçamento para 2012 e tudo aquilo que ele trás associado.

Como diria Bruno Nogueira: "têm aqui o governo em que votaram, aproveitem". Tanta era a ânsia dos partidos de esquerda em derrubar o PS (porque, segundo eles, tinha políticas de direita), que agora lhes estão a cair em cima as consequências deste acto, ou seja, agora têm um governo que corta pensões e subsídios e que é verdadeiramente de direita.

Nos anos 80 o meu pai tinha um pequena hortinha onde cultivava muitos dos legumes que consumiamos em casa, muitos pensaram que esse tempo já tinha passado. Eu acho que está cada vez mais presente e que, em muitos locais, o dia a dia das pessoas vai regressar aqui. Vamos perceber que perdemos 30 anos.

Coisas que se impõem - Extinção das pensões vitalícias para ex-políticos

Numa altura em que os sacrifícios que se avizinham são enormes, faz algum sentido manter as pensões vitalícias a ex-titulares de cargos políticos?
Esta é uma situação que foi revogada em 2005 -lembro: por um governo PS- mas que se mantém para todos os que nessa altura tinham direito á mesma. Mesmo que seja paga 12 vezes por ano e não 14, como a generalidade das pensões, custa ao estado (a todos, portanto) 8,8 milhões de euros por ano.

A meu ver inteligentemente, o CDS levantou hoje a questão de manhã e já surgem as notícias de ser essa a vontade de um dos partidos da coligação de governo (ler: http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=1263&did=35091 ). Não só marca a agenda, como ganham espaço face ao PSD, seu "camarada" de coligação. É uma medida popular e, a meu ver, absolutamente justa.

Sobre isto, há duas questões pessoais que importa levantar:
1) porque não foi o PS a levantar este assunto? Na oposição, com pouco espaço para fugir ao acordo assinado com as entidades que nos emprestaram dinheiro para pagar as contas, e com pouca margem para "brilhar" na opinião pública, o que estaria à espera o PS para assumir a defesa frontal desta medida? Teriamos de ter chegado primeiro, teriamos de ter sido os autores, agora seremos sempre os que "concordam com o CDS".

2) no âmbito das dificuldades com que nos encontramos, mais do que fazer igual corte nas pensões vitalícias, porque não suspendê-las pura e simplesmente? especialmente para quem acomula outros rendimentos (de trabalho ou pensões)? Isto sim era uma medida de valor, não só os ex-governantes davam um sinal de responsabilidade ao país, como também era despesa púbica que o estado não tinha.

domingo, 16 de outubro de 2011

A Matilde escreveu umas coisas e quer pôr na internet

A Matilde descobriu recentemente o PC (o computador, não o partido...) e passou alguma da sua escrita manual para o computador. Devagarinho lá foi escrevendo e agora diz que quer "que eu ponha na internet, onde estás sempre (!)".
Ei-los, estes sobre as estações do ano.

***

No outono as folhas caem das árvores e estas ficam despidas
A noite fica maior e os dias mais pequenos. E estamos mais vezes em casa.
As folhas ficam amareladas e caem para o chão da rua.
No outono o tempo fica mais frio e com mais vento e por isso vestimos roupa de manga comprida.
As flores fecham e só abrem na primavera com os passarinhos que vêm de muito longe.
Gosto de saltar para as folhas do chão mas gosto mais do Canal Panda e dos desenhos animados da rtp2.

Na primavera tudo renasce. As flores abrem-se e os passarinhos voltam. As árvores ficam carregadas de frutos. Há também muita gente na rua e podemos brincar com os amigos mas ás vezes chove um bocadinho.
Os campos ficam mais verdes e cheios de flores.

No verão podemos ir á praia dar mergulhos e fazer castelos de areia.
No verão estamos de férias e podem sair mais vezes. Podemos estar mais tempo na rua com os amigos. Esta é a estação do ano mais quente e por isso a nossa roupa deve ser de cores claras.

No inverno faz mais frio e por isso vestimos casacos quentinhos. Algumas criaturas hibernam e as andorinhas voam para países mais quentes. É nesta estação do ano que chove mais e por isso passamos mais tempo em casa.

Obrigado a todo por me terem visitado na internet com os meus melhores textos que alguma vez tenham visto na vossa vida.

Matilde de Oliveira Patriarca
Externato Sol Nascente
7 anos
2ºano

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Jordânia - Impressões finais

Depois da chegada a estadia. Foram dias muito, muito bons.
A comida local, assente na ausência de carne de porco e na existência de cordeiro com fartura, é muito boa. Vegetais de todo o tipo de feitio, massa de amendoim, legumes, frutos secos e outras coisinhas boas. Chás e outras bebidas afins são também normais. Nesse sentido fomos tratados como uns lordes.
Depois o local. Estivemos em Wadi Rumm, a cerce de 60kms a norte de Aqaba, no sul da Jordânia. É um local simples, com um ou outro povoado disperso, com o Parque Nacional de preservação e com a localidade de Rumm a ser a única digna desse nome. As casas têm todas um aspecto inacabado (e muitas estão mesmo), fruto da vivência local, que não tem pressas nem viva acossada por nenhum tipo de "competição social".

Um facto estranho destes dias foi o facto de só ter visto homens, quer na cidade, quer no deserto. Ao que os locais nos contaram, elas têm um papel muito próprio: cuidar das crianças e dos animais (cabras, ovelhas, galinhas, etc).  Aos homens fica reservado o papel de beduínos, levam os seus camelos e alguns animais para as zonas de sombra que criam com panos grossos e que se justificam, num local onde há sol 360 dias por ano e em que chove nos outros 5 ou 6.
Aliás, as pequenas aldeias de 5 ou 6 tendas, ou mesmo de tenda única são exemplos magnificos da vivência deste tipo de gente. Um pano grosso a suportar uma cobertura e uma estrutura feita de madeira, tapetes espalhados pelo cão, assentos que podem ser usados nestes locais ou nas bossas dos camelos, chás, cachimbos, um velho sofá ou outro e a fogueira constante, onde velhas chaleiras vão aquecendo a água que acalma o espírito.
Em um ou outro destes locais também há bancas de recordações, pois os turistas mais aventureiros vão aparecendo e há que fazer negócio.

Depois a paisagem. Deserto, quente mas com sensação humana, sem ser árida. Elevações rochosas do tamanho de um 8º ou 10ºandar de uma beleza despida única, é impressionante pensar como aquelas formações ali surge e é ainda mais impresionante pensar que um dia, há muitos milhões de anos ali houve mar (impressionante pensar também no tamanho dos animais que o povoariam...).  A fabulosa impressão do local continua nas cores, há amarelos, castanhos, cinza e ocre, tudo isto próximos uns dos outros, beijados pelo azul do céu.
A vegetação é pouca e de arbustos térreos, nas zonas que ainda não serviram de pastoreio ou de passagem para os animais os arbustos são mais altos e (impressionante) ainda conseguimos ver 3 árvores adultas, que estranhamente sobreviveram á aridez e aos animais.
O silêncio do deserto, a imagem crua das cores e a dimensão de tudo aquilo impressiona (e muito) qualquer pessoa e é lindo de vivenciar.

Este trabalho na Jordânia foi das viagens mais enriquecedoras a todos os níveis, o local é fantástico e dá muita vontade de regressar, em especial para um guilty pleasure pessoal. Chegar novamente a Aqaba e apanhar a linha de comboio que liga esta cidade ao norte do país. Fiquei surpreendido ao ver, de repente, junto à estrada de acesso ao local onde dormimos uma linha de comboio, mas o que me entusiasmou mais ainda foi a velha locomotiva e estas carruagens que pude ver na viagem de regresso ao aeroporto.

Grande momento e grande trabalho lá fizemos. Gostei muito da Jordânia.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Jordânia - Segundas impressões

A viagem até ao sul da Jordânia foi breve, 40 minutos de avião, num Embraer de 4 lugares por fila. A viagem é feita a media altitude e isso permite ir acompanhando o deserto e a zona montanhosa a leste e toda a faixa do mar morto e fronteira de Israel a oeste.
A chegada permite-nos perceber que o aeroporto é do tamanho de um aeroporto nos Açores e que nada mais resta do que o controlo de fronteiras, uma loja minúscula e a sala de bagagens.

A viagem até ao nosso destino demora 1h, faz-se de autocarro, num fim de tarde magnifico que me permite perceber o que vai ser o resto da viagem, paisagens de cortar a respiração, espaço a perder de vista, cor ocre e amarelo torrado e silêncio. Acresce o povo local, beduíno, cordial por excelência, disponível para o turista acidental e totalmente ligado no seu cigarro, chá e observador.

Chegamos de noite ao acampamento, não imaginamos a imagem do que nos rodeia, mas descobrimos que vamos ficar em mini alojamentos, com 3 camas cada um. Camas é um eufemismo, pois na verdade são bases de pedra/cimento com um colchão de cimento. Água quente existe 4h por dia, agua corrente é outro eufemismo, pois corre muito pouca, mas as condições são mais do que óptimas, para onde estamos.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Coisinhas (muito) boas

Em tempos de crise vão valendo os bons produtos. A Triumph sempre os teve, e também sempre foram muito bons na escolha das modelos dos catálogos.

A coleção outono inverno 2011 da Triumph merece ser (duplamente) vista com atenção.

Ei-la:
http://www.escritadigital.pt/Triumph_OutonoInverno2011/1/

Jordânia, primeiras impressões.

Esta é uma daquelas viagens que acontece muito esporadicamente. Em geral as viagens para apresentações ou outras gravações são na Europa, a sua maioria, algumas nos EUA. Curiosamente há 5 meses atrás estive aqui perto, a uma hora e meia de distância, no Dubai.
Ao contrário do que o lado exótico e aventureiro possa fazer passar, estas viagens são cansativas. Ontem saimos de Lisboa ás 14h e chegámos a Amman, capital da Jordânia, ás 02h. Pelo meio uma paragem em Frankfurt, na Alemanha, e um avião A321 da Lufthansa que deve ser a versão base. Bancos pequenos e curtos, algo desconfortáveis para uma viagem de 5h. Uma falha grande para uma companhia aerea que mereçe confiança.

A Jordânia aparenta ser um dos países mais calmos da região. Um rei aceite e um governo que prepara eleições democráticas em 2012, pouco envolvimento directo nas chatices com os seus inquietos vizinhos e, portanto, mais tranquilo.
A chegada a Amman trouxe-nos a um aeroporto da dimensão de Faro. Pequeno, em obras e sempre com as fotos dos 3 membros chave da familia real.
O mais espantoso, além do tipico cheiro árabe e das vestes locais, é o facto de existirem 2 hotspots wifi grátis, algo particularmente incomum em qualquer aeroporto do mundo.

O controlo de segurança implica pagar 20 dinares, qualquer coisa como 23€, ter passaporte válido e fazer uma leitura da iris dos olhos. As autoridades não fazem grandes perguntas e dentro do aeroporto existem lojinhas que nos fazem lembrar as bancas de indianos ou paquistaneses de Londres. Algo pouco expectável num "aeroporto internacional".
Os próximos dias levam-nos a Aqaba, no extremo sul do pais. É ali que vai decorrer o desafio Uncharted3 treasure haunting e é ali que vamos fazer o nosso trabalho. Para já sabemos algumas curiosidades. Sabemos que pode ser um trabalho com alguns riscos, já que envolve andar de jipe nas dunas do deserto e (o mais curioso) que em caso de acidente ou problema de qualquer tipo "é expressamente proibido especular", o que mostra algum do encerramento do país e desta região, ou seja, em caso de dúvida aguardar instruções, alguém há-de dizer o que fazer.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Sony Tablet S1

Pude experimentar hoje mesmo, por questões profissionais o novo Sony tablet s1.
É um tegra2, com android 3.1 (existe de imediato um update para 3.2), 1gb ram, pesa 600g e vai existir nas versões de 16 e 32gb.

O tablet S1 da Sony tem um formato slim na ponta inferior e depois vai crescendo, até cerca de 1 cm de altura, no extremo superior do tab. Esta pequena elevação facilita a inclinação natural da escrita, durante o uso e permite "esconder" os botões de volume, standby, porta usb e de cartões mas, a meu ver, está muito longe de ser prática.


Pelo menos achei a solução pouco ergonómica, para além de permitir apenas um modo de uso na horizontal, visto que naturalmente apenas faz sentido usá-lo numa posição.

Acresce que a Sony lembrou-se de colocar a ficha de carregamento junto ao canto esquerdo do lado inferior do S1 pelo que, se usarmos o tab ligado á corrente durante o carregamento, passamos o tempo a bater com o polegar esquerdo na ficha. Pouco prático.




Visto que o Sony S1 só tem uma posição de uso na horizontal este posicionamento da ficha de carregamento (larga, por sinal) é muito infeliz.

Na gravação video que fizemos o ecrã mostrou algum batimento e cintilação só ficando estável aos 52hz, o que pode ser sinal de ter havido alguma poupança na qualidade dos materiais usados no mesmo.
De resto o S1 da Sony pareceu rápido e fluido no funcionamento e nas instalações de aplicações, sendo rápido a correr as mesmas.


O S1 pareceu-me algo frágil na construção e com algum "feeling a plastico". Acresce que não tem saída HDMI e só pode conectar-se via wi-fi, visto não ter 3G (embora esteja prevista uma versão posterior do S1 com esta tecnologia).
Para o preço pedido (16gb a 479€ e 32gb a 579€) parecem-me existir outras opções mais simpáticas no mercado.

domingo, 25 de setembro de 2011

Quinta de São Martinho - Alenquer

Chama-se Quinta de São Martinho e é uma unidade de turismo rural com 10 quartos que fica em Alenquer. Não está demasiado bem situada em termos de acesso, nem assinalada convenientemente, mas chegar lá não é assim tão dificil.
Uma rampa ingreme rapidamente é esquecida quando nos deparamos com o espaço que nos espera.


Há muito para dizer deste espaço, mas começo pelo principal, os seus mentores. O Sr.Nuno e a D.Mariana são os anfitriões deste espaço, sendo que a D.Mariana está no espaço a tempo inteiro e nota-se que o vive a cada momento. Tudo por ali tem o seu toque, desde os quartos (que têm um códido de cor na sua decoração e acessórios), à decoração exterior, passando pelo delicioso pequeno almoço, pelo convívio e pelo cuidado posto em todo o espaço.
É a alma da Quinta e os comentários disponíveis no site da Booking.com não deixam margem para dúvidas (ler aqui).

A Quinta de São Martinho fica suficientemente perto de Alenquer, mas suficientemente longe para quase não se dar por ela, o espaço é constituído pela casa principal, um salão de jogos, a zona de refeições, a piscina e uma outra zona externa com alguns quartos. Depois sobra espaço para terreno, árvores e alguns animais. A partir da zona externa de quartos a visão do espaço é esta:


O exterior do espaço está muito bem composto de estátuas e peças coloridas, com motivos rurais, moinhos e casas típicas. Tudo isto é pintado pela dona da casa, o que só reforça o que já referi em cima.






Os quartos da casa estão decorados com bom gosto, ao que parece cada um deles tem uma cor base e, com ela, acompanham as várias decorações, os atoalhados e demais acessórios. 
Fiquei alojado um dos quartos da casa externa, não era grande, apenas o espaço essencial para uma (curta) cama de corpo e meio e um sofá de parede. A casa de banho é também pequena, mas quer o quarto quer o WC são suficientes para quem quer passar uns dias relaxados por lá. Todos têm tv, com os quatro canais nacionais de sinal aberto. Apenas uma referência á cama onde fiquei, era mesmo á conta para mim, eu tenho 175cm, a cama não teria mais do que isso, o que pode ser desconfortável para pessoas mais altas.

As refeições são tomadas junto à casa principal, ao lado da piscina, numa mesa comprida e sempre farta. Há pão preparado na hora, doces para todos os gostos, uns bolinhos/queijadas de fabrico artesanal e caseiro, pela D.Mariana e há fruta com fartura. O espaço é muito agradável, está (como seria de esperar) muito bem decorado e dá gosto estar ali a acordar com o dia. 




Na Quinta de São Martinho servem-se pequenos almoços e lanches, as refeições principais deverão ser possíveis em certos casos, desde que acordados e planeados com os responsáveis.
Um dos prazeres grandes que tive, nos dias em que fiquei aqui instalado foi tomar um lanche ou um pequeno almoço aqui, a 2 metros da piscina, num dia de sol folgoso e com uma música ambiente particularmente relaxante.

A piscina está muito bem cuidada e é limpa diariamente antes da sua abertura. É um espaço que proporciona grande prazer e relaxamento.



A Quinta de São Martinho tem também um salão de jogos. Ali está disponível uma mesa de snooker, matraquilhos, um alvo para setas e uma mesa para jogos de cartas ou outros. Um telescópio para ver estrelas complementa a oferta desta sala, anexa à casa principal.


No exterior da casa há sofás, bancos, cadeiras que funcionam como locais ideais ara manter o descanso e a tranquilidade. Seja para ler um livro, relaxar ou mesmo ficar ali, só a ver passar o tempo.


Em resumo: 
A Quinta de São Martinho é um local a visitar e a ficar, sem dúvida alguma. A hospitalidade é excelente, o local é tranquilo e relaxante e o tempo ali passado, a um preço de 55€ por quarto duplo, vale bem a pena. Tem também a vantagem de não ficar muito longe de Lisboa.

Vão á Booking e reservem, não se irão arrepender.