"Os suportes da comunicação e as tecnologias são determinantes na mensagem: os conteúdos modificam-se em função dos meios que os veiculam" (Marshall McLuhan).
Este blog é o um meio pessoal de ver alguns aspectos da Aldeia Global.
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Sexo. Hoje S.F.F
Matilde: Mãe, uma menina do 4ºano disse-me que para os bebés nascerem os pais têm de fazer sexo. É mesmo assim?
Mãe (surpreendida): Quê?
Matilde: Sexo, mãe. Tu e o pai têm de fazer sexo, sabes o que é?
Mãe (ainda em modo surpreendida): Sim, mas que é que estiveram a falar?
Matilde: Não sei mãe, não interessa, tu e o pai têm de fazer sexo para eu ter um irmão. Pode ser hoje?
(...)
E pronto, este timing havia de chegar, não é ?
Foi aos 7, quase 8 anos, não foi mau.
E é isto.
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Edp e Continente: descontos para totós ?
Sim, leu bem. Descontos. Gasta na luz, ganha um vale e vai gastar a poupança no Continente.
Tudo simples, tudo fácil, só vantagens.
Dizem eles...
A verdade é que ao aderir a este sistema as pessoas, muitas sem perceberem e tolhidas por um descontozeco, estão a assinar um novo contrato com a EDP, um contrato no dito mercado liberalizado.
Além disso os ditos descontos são apenas estes meses de 2012, depois acabou.
Depois vem o mercado liberalizado e ai as empresas podem concorrer com o preco e, facilmente se percebe o que se passa a seguir, não é?
Ou já se esqueceram do que foi a liberalização dos combustiveis? Lembro que na altura o gasóleo custava 0,70€....
Mas há mais. Quem aderir deixa a tarifa regulada, fica sem tarifa bi-horária ou tri-horária, caso a tenha, e só pode pagar por débito direto da conta bancária.
Sim, os senhores da EDP estão muito esquesitos com a unicre e preferem não lhes pagar taxas, "venha mas é o dinheiro direitinho da conta do cliente para a nossa", imagino eu que seja o discurso dos ideologos deste fenömeno.
Em resumo, um desconto que é na verdade um engodo. A liberalização veio a reboque dos ditos compromissos com a Troika e vai tocar a todos, claro que a energia vai subir e claro que não se avizinha uma concorrência assim tão forte, a EDP tem uma posição dominante forte e vai mantê-la, sendo nós a sustentar a dita.
Já em termos de marketing e estratégia, a ideia de facilitar (e até antecipar) a passagem de clientes do mercado regulado para o liberalizado está excelente. Não representa, a meu ver, uma vantagem para o consumidor, mas em termos de estratégia está muito bem pensada. Pega em pontos que dizem algo às pessoas: poupanças e descontos e consegue trazê-las para este negócio.
Os números oficiais são claros, 40000 aderentes na primeira semana.
Imagine-se o que seria necessário gastar em comunicação apenas e só para dizer às mesmas 40000 pessoas que tinham de assinar novos contratos com a EDP (sem ganharem nada...), seria mais caro e teria menos resultados.
Espero ao menos que o ideologo da ideia tenha ganho um premiozito qualquer.... tipo.... 10% no Continente....!!
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
Gente com demasiado tempo livre
Podem ler a notícia aqui: http://aeiou.exameinformatica.pt/com-a-alteracao-da-lei-preco-dos-discos-rigidos-aumenta-21-euros-por-tb=f1011613#comments
Esta gentinha, no caso militantes do mesmo partido do que eu mas isso para mim é absolutamente irrelevante porque não tenho espírito de matilha, não tem nada que fazer que seja verdadeiramente importante? Gostam de brincar aos super heróis como o personagem que retrata a imagem deste post?
Para perceber bem veja-se o caso de particulares que compram um disco de 1 ou 2TB.
Vão pagar (caso seja aprovada) 20 ou 30€ de taxa, acrescidas ao preço do disco e ao IVA.
Mas veja-se o caso de uma empresa, como aquela em que eu trabalho, que trabalha com raids de discos 5, 10 ou 20x maiores do que o caso anterior. Isto faz encarecer a matéria prima, os custos de trabalho e consequentemente o preço final.
Já nem falo das memórias de telemóveis e outros equipamentos, ou do disparate que é taxar multifunções ao peso !!!! como se fosse fruta...
Consequência lógica disto, caso seja aprovada uma lei deste tipo, as empresas vão passar a comprar online, em qualquer parte do mundo e as receitas dos impostos vão parar ao Reino Unido, Luxemburgo, França ou a qualquer outra zona franca.
Confesso que não consigo compreender certas e determinadas ideias que passam na cabeça desta gente. São verdadeiramente incompreensíveis e em vez de ajudar o que quer que seja, acabam por prejudicar as empresas e fazer com que alguma receita de impostos que este tipo de equipamentos pudesse gerar, acabe noutro país qualquer.
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
A Jerónimo Martins mudou a sede. Que escandaleira....
A notícia foi esta
Durante o dia, especialmente à esquerda, muitos comentários se levantaram, muito tempo se gastou nos media e mais ainda nas redes sociais. Todos no mesmo sentido, como na foto que ilustra este post: para baixo.
Esta situação merece-me o seguinte comentário, que aliás serviu de resposta a um post no Facebook a um bom amigo, sobre o assunto:
No aeroporto de Genebra (o único que conheço que tem uma porta e terminais distintos em cada país, uma em França e outra na Suiça) há com muita regularidade árabes e israelitas, muitos deles com malotes grandes e mais ainda a fazer compras nas lojas de produtos de luxo que há no dito aeroporto.
Porque estão lá eles?
Porque levam aquelas malas, algumas certamente com dinheiro?
Porque o regime financeiro suiço lhes é mais favorável. Just that.
A concorrência, hoje em dia, não é só entre empresas é também entre países. A nossa mente cerrada tarda em perceber isso, preferindo gastar tempo com fait-divers.
No caso em apreço, acredito que Portugal vai perder mais casos destes, o que não quer dizer que a atitude da Jerónimo Martins (especialmente depois das cartilhas de bons rapazes que se fartaram de propagar nos media) não seja uma filha da putiçe.
Como censurar isso?
Deixar de comprar lá, simplesmente isso. Se muitos o fizerem algo se sentirá nos próximos relatórios e contas e só desse modo a empresa perceberá que estamos realmente indignados, tirando isso tudo o mais que se diga é tempo perdido e em nada será sentido pela Jerónimo Martins, ou seus accionistas.
Ainda uma nota de rodapé:
Esta política fiscal do governo vai ser a sua própria guilhotina, o tempo me dará razão, estou certo disso.
Basta sair dos gabinetes e perceber que a economia paralela é cada vez maior e em breve será ao nível daquela que existe em Espanha. Depois venham dizer que a culpa é dos mercados...
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Vivemos tempos estranhos
Vivemos um período histórico onde é preciso recomeçar do nada uma série de realidades. Temos de gastar menos, o estado tem de ser gerador de oportunidades e não um abusivo consumidor de recursos que suga tudo para se alimentar e temos de ter capacidade de criar soluções, produtos e serviços que possamos vender num mercado global de onde não podemos fugir.
Este novo paradigma implica cortes, para já nos salários, também nos hábitos pessoais e, espero eu, no estado, que tem de deixar de ser um ninho para passar a ser um "organizador de jogo".
Também o dito "estado social" tem de sofrer cortes, é impossível com a atual pirâmide etária sustentar usos e abusos de décadas, mas tem de ser garantida saúde e educação a quem tem mais dificuldades e menos possibilidades. Limitar,com efeitos retroativos, o pagamento de reformas a um plafond máximo é urgente, por razões de populismo não será feito agora mas não levará muitos anos acontecer.
Salários e prestações sociais consomem muitos dos recursos do estado, não podem ser ignorados mas têm de ser reduzidos e controlados.
Os hábitos das pessoas também, já se percebeu, vao ter de se renovar. Temos vivido com um relativo desafogo mas poucos se lembraram que, parte desse desafogo, se deve a empréstimos externos, ou seja, temos vivido melhor com o dinheiro dos outros.
Mais cedo ou mais tarde isto teria de vir ao de cima, foi agora. Se a isto misturarmos um desencontro completo de sentido entre os lideres europeus e uma brutal especulação financeira, temos todo o 31 em que nos encontramos.
Seja como seja temos de fazer a nossa parte. Temos de produzir mais bens que necessitamos de consumir, temos de reduzir compras externas e tentar vender mais para fora, temos de sair de algum imobilismo de ideias e criar condições para que mais pessoas possam trabalhar, gerar o seu bem estar e riqueza para empresas e para o país. Há duas décadas que abandonamos em demasia a agricultura e a indústria e nos entretemos a vender serviços uns aos outros. Infelizmente isso não chega.
Isto implica, na minha opinião, ter capacidade de mobilizar pessoas e de não as enganar, nesse aspecto o actual governo é mais frontal nas ideias e nas decisões, infelizmente não tem capacidade alguma de mobilizar ninguém.
Assistem-se a reformas, todas elas associadas a subida de impostos, mas há um ponto em que isso deixará de ser possivel e ai veremos que também do lado das reformas têm de ser associadas medidas geradoras de emprego e potenciadoras de iniciativas geradoras de riqueza.
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
WIFI nos aeroportos. Um bom exemplo
Com o aumento exponencial dos smartphones e tablets o acesso web é fundamental.
Se considerarmos um aeroporto, onde estão pessoas em lazer, mas também em trabalho, então esse acesso é fundamental.
Os aeroportos tem as mais variadas praticas. Em Lisboa os clientes Vodafone e Pt/tmn tem acesso grátis através das suas operadoras, de resto paga-se, a partir de 2€ cada hora.
No meio de tantas viagens tenho visto de tudo, acessos totalmente grátis, acessos pagos a 7€/hora e, o melhor exemplo de todos, o aeroporto de Genebra.
Aqui, onde estou agora, a primeira hora é grátis e a partir daí há um custo de 4€/hora.
Esta hora permite uma consulta breve ao mail, um olhar aos jornais e redes sociais e ainda mais qualquer coisa. Tendo em conta que se pagam taxas de aeroporto esta é uma boa prática.
Senhores da ANA, leram? :-)
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
sábado, 3 de dezembro de 2011
Árvore de Natal
Depois de ligadas as luzes esta é a imagem da nossa base da árvore.
Bonita.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011
A boa notícia que vai custar caro em 2013
A notícia tem um título bonito e pomposo, mas vai dar problema (e dos grandes) em 2013.
Ou seja, o governo tinha tomado uma medida penalizadora dos funcionários públicos e pensionistas. Essa medida, se bem que dura, permitia ao estado poupar na despesa, por via dos custos. Depois veio a pressão do nosso PR e o efeito da greve geral. Veio também o PS que insistiu numa medida deste tipo e que acabou por sair vencedor desta "contenda".
O problema é que este alivio vai fazer aumentar a despesa e, para o compensar o governo resolveu aumentar 4% a tributação sobre as mais valias.
Aqui está a parte que vai correr mal. Ora com as bolsas em quedas há 2 anos, as mais valias do short-selling, serão suficientes para compensar este alivio aos subsídios agora anunciados?
Eu creio que a meio de 2012 nos vão dizer que não e que as receitas dos 4% extra de tributação não cobrem o aumento de despesa.
Depois, nessa altura as más notícias para 2013 serão dadas, eventualmente em duplicado. Veremos se me engano, espero que sim.
No final resta algum sabor a vitória para o PS que puxou por uma solução mista, que não alterasse o sentido do acordo com os nossos credores,ao mesmo tempo que permitiu puxar por alguma folga que o orçamento, de facto, tivesse.
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
A democracia é algo que necessita apenas de uma pessoa
Pela Madeira parece que se encontrou a forma de poupar nos custos do estado. Em vez de 100 ou 180 deputados, elege se só um que vale por todos.
Esta votação regimental é uma absoluta vergonha e a prova que os deputados do PSD Madeira gozam mesmo com o pagode, sem ligar ao ridículo que as suas próprias decisões geram.
Tudo uma cosa.nostra montada que se auto alimenta. É cortar lhes o alimento, urgentemente
http://aeiou.expresso.pt/madeira-voto-de-um-deputado-pode-valer-por-25=f689777
terça-feira, 22 de novembro de 2011
Perguntar não ofende: E o Isaltino?
É que há quase 20 dias que se esgotaram os recursos. Será assim tão difícil cumprir uma aparente decisão judiciária?


