sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

EDP esconde os tarifários ?

Tenho um tarifário Bi-horário da EDP e um amigo falou-me da opção tri-horária, que poderia ser mais económico para o tipo de consumos que faço, maioritariamente de noite/madrugada para máquinas de roupa e loiça, para aproveitar o preço de KVA mais económico.

Nesse mesmo dia resolvi ir pesquisar o site da EDP.
Dei voltas e voltas e apesar de haver informação sobre os tarifários, é muito, muito complicado conseguir de facto chegar a algum lado onde se vejam duas coisas muito simples que permitem uma avaliação para tomada de decisão:
- qual o tatifário da edp para o bi-horário e tri-horário
- qual os horários destes tarifários.

Fiquei claramente com a sensação que a informação é colocada para não ser fácil de encontrar e, quando encontrada, não é de fácil compreensão.

Fui então á loja EDP nas Paivas. Fui atendido rapidamente e coloquei a questão. O funcionário explicou que no meu caso (bi-horário com ciclo semanal) apenas há umas variações durante a semana e entregou-me um folheto que grafica e textualmente permite perceber os dois tarifários e as diferenças entre eles.
Deste modo, simples e directo, a avaliação fica mais facilitada.
O mais curioso foi quando comentei com o funcionário que tinha andado no site da EDP a pesquisar e que não encontrei nada disto, tendo ficado com a ideia que o objectivo era não encontrar mesmo a dita informação.  Nessa altura o funcionário sorriu e diz-me "pois, se calhar interessa que estejam menos á vista".

Saí de lá pensando que, de facto, apesar das boas práticas propagadas pela EDP no sentido de haver consumos de energia quando há menos pressão na rede, a verdade é que lhes interessa cada vez mais que os clientes passem para o regime não regulado.
O tarifário EDP Continente é sinal disso mesmo e os argumentos de haver descontos seduzem muita gente, que não lê as linhas todas do que assina.

Por mim vou manter o bi-horário ciclo semanal, mas preocupa-me a sensação de haver alguma vontade de não facilitar o acesso á informação.
Podem ser sinais ou impressão minha, mas de todo o modo aproveito para partilhar dos preços e horários da tarifa bi-horária e tri-horária para 2012, pode ser que ajude ou facilite a alguem o trabalho.


segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Pequenas poupanças em curso II

Mais uma pequena poupança familiar que está a acontecer.

Poupança 2 - Andar a pé
-Habitualmente, para almoçar, vinha a casa e voltava ao trabalho de carro.
-É 1km para cada lado, ou seja, 2kms por dia.
-Em média, a cada 20 dias de cada mês, 10 deles almoço em casa.
-Ao passar a fazer este percurso a pé, passo a poupar, 20kms de combustivel por mês. Já para não falar de algum exercício físico regular.
-Se tal for possível, e não tiver de ir a outro local após o almoço, posso também imaginar que passo a poupar combustível para 200kms/ano (considerei apenas 10 meses do ano, retirando um para férias e outro como média dos dias em que o tempo chuvoso desaconselha a deslocação a pé)
-Estes 200kms, ao preço de mercado atual do gasóleo (1,495€) e com um carro que consome 5,5l aos 100, dá-me uns 16€ de poupança, mais coisa menos coisa.
-Posso também ver as coisas por outro ponto de vista: 200kms é exatamente uma ida de Amora a Albernoa, pelo que posso retirar algum prazer pessoal, físico e familiar desta poupança.


Saldo poupado atual:
Poupança 1 = 108€
Poupança 2 = 16€
Estimativa geral = 124€

sábado, 21 de janeiro de 2012

Um Presidente que não ganha para as despesas

Em Portugal vivemos com dificuldades.
A divida externa e do estado impôs-nos um processo de ajuda externa e os sacrifícios são já muitos, não havendo sinal de abrandarem.
Esperava eu de um Presidente da República, que não elegi mas que é o meu PR, alguma sensatez. O Dr.Aníbal Silva não a teve, ao responder a um jornalista sobre o valor das suas pensões, informando ainda que o valor das mesmas não lhe chegava para as despesas, até porque tinha abdicado do seu vencimento de Presidente da República....
Ora bolas, que coisa esta.....

Pessoalmente acho insultuoso para com todos os portugueses o comentário feito. Muitos dos portugueses vivem com 248€, ou pouco mais, por mês e têm de fazer pela vida. Numa altura de dificuldades, dizer que alguns milhares de euros não lhe chegam para as contas é, na minha opinião, gozar com todos os nós. Mesmo que seja verdade, porque ninguém tem nada com as despesas do Dr.Aníbal Silva e da Dra.Maria Silva
Refere o Dr.Aníbal Silva que durane 40 anos poupou e agora está a usar essas poupanças como complemento. Faz muito bem, faz o que muitos portugueses já fazem e outros gostariam de fazer mas não conseguem, porque não conseguiram poupar !

O Dr.Aníbal Silva tem direito ás suas pensões, nos valores proporcionais ao trabalho que fez e na base de cálculo atualmente em vigor, mas esperava dele alguma reserva neste assunto, alguma sensatez e algum bom senso. Dizer que um valor, da grandeza do que recebe, não lhe chega é, na minha opinião, um insulto a tantos que não recebem isso.... por ano....

Posto isto, resolvi fazer um exercício académico, contrapor as declarações do Sr.Presidente Aníbal Silva com declarações captadas por jornalistas de qualquer telejornal deste país. Procurei um jornal recente, dos últimos meses, e não há dúvida que são absolutamente antagónicas. Fica a ideia que o Sr.Presidente vive num país que não é o real, embora seja o mais alto magistrado da nação.

Eu não o elegi, nunca votaria nele e não aprecio o seu estilo pessoal e político, mas respeito-o como profissional e como Presidente. Também por isso não posso deixar de me sentir indignado e insultado com as suas palavras.

O meu exercício de contraponto


O vídeo original das declarações do Sr.Presidente e O trabalho do Expresso sobre o Escalão 18 do Banco de Portugal:  AQUI
 

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Pequenas poupanças em curso I

Nunca vivemos cá por casa com muitos luxos, nem fomos nunca de fazer gastos desproporcionados.
Sempre tentámos, e conseguimos, poupar algum do nosso rendimento "para os dias de tempestade".
A tempestade chegou, enfim, e os últimos tempos (e os próximos) afetam toda a gente.

Posto isto a família acordou em diversas reduções de gastos para conseguir fazer face aos vários aumentos, sem fazer mossa em alguma da normalidade familiar.
Pequenas poupanças familiares que resultam em pequenos ganhos. Estamos em crer que, as poupanças familiares que acordámos, todas juntas, farão alguma diferença até ao fim do ano.

Poupança 1 - Reduzir no café
-Habitualmente, com os colegas, costumo tomar 1 café à refeição e/ou a meio da tarde.
-Com uma media de 30 cafés por mês, a 0,60€ cada, dava 18€ por mês.
-Ao reduzir isso para metade, ou menos, terei uma poupança de 9€/mês, ou seja, 108€/ano
-Estes 108€ dão para pagar quase 5 faturas de água por ano, visto ter um consumo médio de 23€
-Há também o extra de andar menos agitado e de dormir melhor, pelo menos estes 20 dias assim têm revelado


quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Sexo. Hoje S.F.F

Conversa de hoje, no caminho do colégio para casa (mais palavra menos palavra foi isto)

Matilde: Mãe, uma menina do 4ºano disse-me que para os bebés nascerem os pais têm de fazer sexo. É mesmo assim?

Mãe (surpreendida): Quê?

Matilde: Sexo, mãe. Tu e o pai têm de fazer sexo, sabes o que é?

Mãe (ainda em modo surpreendida): Sim, mas que é que estiveram a falar?

Matilde: Não sei mãe, não interessa, tu e o pai têm de fazer sexo para eu ter um irmão. Pode ser hoje?
(...)

E pronto, este timing havia de chegar, não é ?
Foi aos 7, quase 8 anos, não foi mau.

E é isto.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Edp e Continente: descontos para totós ?

Desde há uma semana e meia que as tvs, as rádios e as lojas Continente nos oferecem possibilidades de descontos.
Sim, leu bem. Descontos. Gasta na luz, ganha um vale e vai gastar a poupança no Continente.
Tudo simples, tudo fácil, só vantagens.
Dizem eles...

A verdade é que ao aderir a este sistema as pessoas, muitas sem perceberem e tolhidas por um descontozeco, estão a assinar um novo contrato com a EDP, um contrato no dito mercado liberalizado.

Além disso os ditos descontos são apenas estes meses de 2012, depois acabou.
Depois vem o mercado liberalizado e ai as empresas podem concorrer com o preco e, facilmente se percebe o que se passa a seguir, não é?
Ou já se esqueceram do que foi a liberalização dos combustiveis? Lembro que na altura o gasóleo custava 0,70€....

Mas há mais. Quem aderir deixa a tarifa regulada, fica sem tarifa bi-horária ou tri-horária, caso a tenha, e só pode pagar por débito direto da conta bancária.
Sim, os senhores da EDP estão muito esquesitos com a unicre e preferem não lhes pagar taxas, "venha mas é o dinheiro direitinho da conta do cliente para a nossa", imagino eu que seja o discurso dos ideologos deste fenömeno.

Em resumo, um desconto que é na verdade um engodo. A liberalização veio a reboque dos ditos compromissos com a Troika e vai tocar a todos, claro que a energia vai subir e claro que não se avizinha uma concorrência assim tão forte, a EDP tem uma posição dominante forte e vai mantê-la, sendo nós a sustentar a dita.

Já em termos de marketing e estratégia, a ideia de facilitar (e até antecipar) a passagem de clientes do mercado regulado para o liberalizado está excelente. Não representa, a meu ver, uma vantagem para o consumidor, mas em termos de estratégia está muito bem pensada. Pega em pontos que dizem algo às pessoas: poupanças e descontos e consegue trazê-las para este negócio.
Os números oficiais são claros, 40000 aderentes na primeira semana.
Imagine-se o que seria necessário gastar em comunicação apenas e só para dizer às mesmas 40000 pessoas que tinham de assinar novos contratos com a EDP (sem ganharem nada...), seria mais caro e teria menos resultados.
Espero ao menos que o ideologo da ideia tenha ganho um premiozito qualquer.... tipo.... 10% no Continente....!!

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Gente com demasiado tempo livre

foto: Sérgio magno 

A notícia da proposta de criação de uma taxa sobre discos rígidos, para gerar receitas para a proteção de direitos de autor é um espanto. Aliás, na minha opiniãom é uma idiotice.
Podem ler a notícia aqui: http://aeiou.exameinformatica.pt/com-a-alteracao-da-lei-preco-dos-discos-rigidos-aumenta-21-euros-por-tb=f1011613#comments

Esta gentinha, no caso militantes do mesmo partido do que eu mas isso para mim é absolutamente irrelevante porque não tenho espírito de matilha, não tem nada que fazer que seja verdadeiramente importante? Gostam de brincar aos super heróis como o personagem que retrata a imagem deste post?

Para perceber bem veja-se o caso de particulares que compram um disco de 1 ou 2TB.
Vão pagar (caso seja aprovada) 20 ou 30€ de taxa, acrescidas ao preço do disco e ao IVA.
Mas veja-se o caso de uma empresa, como aquela em que eu trabalho, que trabalha com raids de discos 5, 10 ou 20x maiores do que o caso anterior. Isto faz encarecer a matéria prima, os custos de trabalho e consequentemente o preço final.

Já nem falo das memórias de telemóveis e outros equipamentos, ou do disparate que é taxar multifunções ao peso !!!! como se fosse fruta...

Consequência lógica disto, caso seja aprovada uma lei deste tipo, as empresas vão passar a comprar online, em qualquer parte do mundo e as receitas dos impostos vão parar ao Reino Unido, Luxemburgo, França ou a qualquer outra zona franca.

Confesso que não consigo compreender certas e determinadas ideias que passam na cabeça desta gente. São verdadeiramente incompreensíveis e em vez de ajudar o que quer que seja, acabam por prejudicar as empresas e fazer com que alguma receita de impostos que este tipo de equipamentos pudesse gerar, acabe noutro país qualquer.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

A Jerónimo Martins mudou a sede. Que escandaleira....


 foto: Sérgio Magno

A notícia foi esta
Durante o dia, especialmente à esquerda, muitos comentários se levantaram, muito tempo se gastou nos media e mais ainda nas redes sociais. Todos no mesmo sentido, como na foto que ilustra este post: para baixo.

Esta situação merece-me o seguinte comentário, que aliás serviu de resposta a um post no Facebook a um bom amigo, sobre o assunto:

No aeroporto de Genebra (o único que conheço que tem uma porta e terminais distintos em cada país, uma em França e outra na Suiça) há com muita regularidade árabes e israelitas, muitos deles com malotes grandes e mais ainda a fazer compras nas lojas de produtos de luxo que há no dito aeroporto.
Porque estão lá eles? 
Porque levam aquelas malas, algumas certamente com dinheiro? 

Porque o regime financeiro suiço lhes é mais favorável. Just that. 

A concorrência, hoje em dia, não é só entre empresas é também entre países. A nossa mente cerrada tarda em perceber isso, preferindo gastar tempo com fait-divers.


No caso em apreço, acredito que Portugal vai perder mais casos destes, o que não quer dizer que a atitude da Jerónimo Martins (especialmente depois das cartilhas de bons rapazes que se fartaram de propagar nos media) não seja uma filha da putiçe. 

Como censurar isso? 
Deixar de comprar lá, simplesmente isso. Se muitos o fizerem algo se sentirá nos próximos relatórios e contas e só desse modo a empresa perceberá que estamos realmente indignados, tirando isso tudo o mais que se diga é tempo perdido e em nada será sentido pela Jerónimo Martins, ou seus accionistas.

Ainda uma nota de rodapé:
Esta política fiscal do governo vai ser a sua própria guilhotina, o tempo me dará razão, estou certo disso.
Basta sair dos gabinetes e perceber que a economia paralela é cada vez maior e em breve será ao nível daquela que existe em Espanha. Depois venham dizer que a culpa é dos mercados...

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Vivemos tempos estranhos

Défice, divida externa, desemprego, cortes e ajuda externa são as buzz words dos últimos tempos.
Vivemos um período histórico onde é preciso recomeçar do nada uma série de realidades. Temos de gastar menos, o estado tem de ser gerador de oportunidades e não um abusivo consumidor de recursos que suga tudo para se alimentar e temos de ter capacidade de criar soluções, produtos e serviços que possamos vender num mercado global de onde não podemos fugir.
Este novo paradigma implica cortes, para já nos salários, também nos hábitos pessoais e, espero eu, no estado, que tem de deixar de ser um ninho para passar a ser um "organizador de jogo".
Também o dito "estado social" tem de sofrer cortes, é impossível com a atual pirâmide etária sustentar usos e abusos de décadas, mas tem de ser garantida saúde e educação a quem tem mais dificuldades e menos possibilidades. Limitar,com efeitos retroativos, o pagamento de reformas a um plafond máximo é urgente, por razões de populismo não será feito agora mas não levará muitos anos acontecer.
Salários e prestações sociais consomem muitos dos recursos do estado, não podem ser ignorados mas têm de ser reduzidos e controlados.
Os hábitos das pessoas também, já se percebeu, vao ter de se renovar. Temos vivido com um relativo desafogo mas poucos se lembraram que, parte desse desafogo, se deve a empréstimos externos, ou seja, temos vivido melhor com o dinheiro dos outros.
Mais cedo ou mais tarde isto teria de vir ao de cima, foi agora. Se a isto misturarmos um desencontro completo de sentido entre os lideres europeus e uma brutal especulação financeira, temos todo o 31 em que nos encontramos.
Seja como seja temos de fazer a nossa parte. Temos de produzir mais bens que necessitamos de consumir, temos de reduzir compras externas e tentar vender mais para fora, temos de sair de algum imobilismo de ideias e criar condições para que mais pessoas possam trabalhar, gerar o seu bem estar e riqueza para empresas e para o país. Há duas décadas que abandonamos em demasia a agricultura e a indústria e nos entretemos a vender serviços uns aos outros. Infelizmente isso não chega.
Isto implica, na minha opinião, ter capacidade de mobilizar pessoas e de não as enganar, nesse aspecto o actual governo é mais frontal nas ideias e nas decisões, infelizmente não tem capacidade alguma de mobilizar ninguém.
Assistem-se a reformas, todas elas associadas a subida de impostos, mas há um ponto em que isso deixará de ser possivel e ai veremos que também do lado das reformas têm de ser associadas medidas geradoras de emprego e potenciadoras de iniciativas geradoras de riqueza.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

WIFI nos aeroportos. Um bom exemplo

Com o aumento exponencial dos smartphones e tablets o acesso web é fundamental.
Se considerarmos um aeroporto, onde estão pessoas em lazer, mas também em trabalho, então esse acesso é fundamental.
Os aeroportos tem as mais variadas praticas. Em Lisboa os clientes Vodafone e Pt/tmn tem acesso grátis através das suas operadoras, de resto paga-se, a partir de 2€ cada hora.

No meio de tantas viagens tenho visto de tudo, acessos totalmente grátis, acessos pagos a 7€/hora e, o melhor exemplo de todos, o aeroporto de Genebra.
Aqui, onde estou agora, a primeira hora é grátis e a partir daí há um custo de 4€/hora.
Esta hora permite uma consulta breve ao mail, um olhar aos jornais e redes sociais e ainda mais qualquer coisa. Tendo em conta que se pagam taxas de aeroporto esta é uma boa prática.

Senhores da ANA, leram? :-)

terça-feira, 13 de dezembro de 2011