Hoje nas bancas vi este título no jornal i.
Dizia que o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) através dos seus Centros de Emprego, fazem uma média de 2 colocações por dia, ou seja, sendo 90 os centros de emprego a nível nacional, dá uma média de 5000 colocados por mês.
Bem sei que o encontrar de empregos não é a única função dos Centros de Emprego, mas ainda assim esta situação é de algum modo inexplicável, mais ainda quando tenho uma situação pessoal, neste preciso momento, que dá força a este mau número.
Link da notícia do jornal i: http://www.ionline.pt/portugal/centros-emprego-fazem-duas-colocacoes-dia
No domingo passado acedi ao site www.netemprego.gov.pt e coloquei na área de entidade da minha empresa, uma oferta de emprego, ou melhor, de procura de pessoas com mais de 30 anos, desempregadas há 12 ou mais meses e com formação em Auxiliar de Educação nos últimos 3 anos.
Tendo um estágio profissional aprovado, gostaria de tentar encontrar pessoas nessas condições no sentido de poder efectuar as entrevistas e escolher a pessoa.
Já tenho usado outros estágios profissionais nestes três anos de actividade e tenho uma empregabilidade de 70% dos mesmos.
São uma boa opção para pessoas em reconversão de carreiras e uma boa forma de poder avaliar o trabalho das pessoas antes de um contrato de trabalho efectivo.
Note-se que o domingo passado foi dia 29 de Janeiro.
Hoje é dia 3 de Fevereiro, 6ªfeira.
Passaram 5 dias úteis.
Respostas do IEFP: nenhuma.
Nem um mail a confirmar a recepção da candidatura, nem uma validação da oferta, nem uma recusa da oferta, nada.
Ou seja, a simples situação de colocar um anúncio oferecendo um emprego/estágio (pago a uma média 600€/mensais) não é sequer atendida pelos serviços em tempo útil, ou pelo menos minimamente aceitável.
A minha pressa em encontrar a pessoa é relativa, tenho 60 dias para o fazer, mas não gosto de deixar as coisas para o último dia. Mas imagino alguém que tenha pressa em ter um, ou mais, funcionários. Perde 10 ou mais minutos preenchendo os formulários online e depois a resposta é um silêncio longo e duradouro.
A resposta dos serviços é de facto lenta, a minha oferta de emprego está "em validação" e não sei quanto mais tempo estará assim. A verdade é que passou uma semana e a entidade do estado não me conseguiu ajudar, muito menos conseguiu permitir a alguém candidatar-se a esta vaga.
Assim de facto é difícil empregarem mais de 2 pessoas por dia, por cada centro. Parece-me haver burocracia a mais e sentido prático a menos, o que gera sempre alguma desconfiança da parte de quem tem de usar o serviço.
Aliás, se se imaginar esta situação em termos de mercado e se os Centros de Emprego concorressem com outros site de emprego, muito provavelmente já tinham fechado, pois hoje em dia é facílimo colocar anúncios de emprego em dezenas de site online. Muitos deles ficam disponíveis no momento, outros (mais sensatos) como o http://www.net-empregos.com/ valida a oferta em 2h a 5h, o que me parece altamente favorável a quem precisa deste tipo serviço.
Muito se tem dito e escrito sobre o estado. Eu próprio tenho uma atitude muito crítica em relação a muitos serviços públicos pela sua falta de dinamismo, dimensão e burocracia exagerada, mas de facto, com tanto desemprego, há coisas que deveriam ser mais ágeis. Se assim fosse pode ser que as manchetes dos jornais mostrassem contas de outro rosário.
"Os suportes da comunicação e as tecnologias são determinantes na mensagem: os conteúdos modificam-se em função dos meios que os veiculam" (Marshall McLuhan).
Este blog é o um meio pessoal de ver alguns aspectos da Aldeia Global.
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Portugal dos Coitadinhos
Portugal está metido numa crise tremenda, mas de facto "impressiona" (not!!) ao que estes 3 desgraçadinhos chegaram:
Um está preso
Outro está desaparecido
O da esquerda não ganha reforma que chegue para as despesas.....
Se não fosse trágico para a restante pouplação os negócios que andaram a fazer, até dava vontade de rir.
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
O que se segue.
Estamos em pleno momento de ajuda externa. Ou seja, tivemos de pedir dinheiro para poder manter um mínimo de serviços e pagamentos do estado. Melhor, tivemos de pedir dinheiro para que, com o aperto de ter de o devolver, voltemos a aprender a não viver acima das nossas possibilidades, não só as pessoas, mas também o estado.
Este pedir de dinheiro também se coloca porque as taxas de juro a que os investidores aceitam emprestar dinheiro a Portugal subiram muito acima dos 7% e isso torna-se insustentável. Espera Portugal voltar aos mercados regulares, a juros convencionais, em 2013. Veremos...
É certo que a distribuição equitativa de riqueza em Portugal sempre foi um desígnio incumprido, mas o momento atual não deixa margem para dúvidas, quem menos tem vai sofrer muito mais com este momento da nossa sociedade. Há produtos e serviços mais caros, os bens essenciais também não são fáceis de adquirir e depois há a componente empréstimos bancários que já não se colocam. Simplesmente foram cortados, limitados, o que se queira chamar.
No meio deste panorama falta igualmente o emprego e para que ele exista tem de haver quem invista, quem arrisque com ideias e quem exporte, porque o consumo interno não é suficiente para fazer levantar isto.
Mas voltando ao início, a ajuda externa. A mesma é de 78 mil milhões de €, 12 milhões dos quais destinados á banca. Restam 66 mil milhões e parece que em poucos meses já teremos recebido metade desse valor. Sendo o programa de ajuda externa a dois anos, algo aqui não bate certo. Falta-nos ano e meio para cumprir o plano e fica toda a sensação de que o dinheiro não vai, de facto chegar.
Podem-se cortar os subsídios de férias e de Natal, podem vender-se todas as empresas da esfera pública, pode livrar-se lastro de muitas despesas e renegociar contratos, mas a verdade é que não há sinais de que tudo isso chegue.
Os mercados já começaram a sentir isso. Há uns dias, um artigo do Wall Street Journal (LINK) dizia isso mesmo e nos dias seguintes várias pessoas da área económica não se coibiram de defender idêntico pensamento (LINK).
Tudo se prepara pois para que assim seja e de nada vale ao governo defender até ao fim que vai cumprir as metas e que não deseja pedir mais dinheiro. Não é isso que vai acontecer e o dia de ontem, na minha opinião, sinalizou isso mesmo. No espaço de apenas 1h00, a taxa de juros que os investidores pedem para financiar o estado Português aumentou dramaticamente, a 5 anos a taxa passou de 21 para 23% e no prazo de 10 anos passou de 15 para 17%.
É significativo que isto aconteca no dia de uma cimeira europeia e não é inocente que aconteça poucas semanas antes da próxima avaliação externa, da chamada Troika. Pelo meio, discretamente, vão surgindo novamente as vozes que clamam pela redução da TSU e pela baixa de 20% dos salários para ganhar competitividade.
O futuro não é fácil, muitos mais sacrifícios vão ainda ser pedidos e tal situação muito provavelmente será ruinoso para a nossa base de funcionamento enquanto estado.
Para onde quer que se olhe dá ideia que a solução passa por cortar nas pessoas, mas essas já "quase só têm ossos". Começa a ser impossível.
O estado precisa de se reduzir ao essencial, mas quando o conseguir (se o conseguir) vai apanhar em cheio com a bomba relógio que se segue, as parcerias público privadas, que vão arruinar de vezes as contas do rectângulo.
Este pedir de dinheiro também se coloca porque as taxas de juro a que os investidores aceitam emprestar dinheiro a Portugal subiram muito acima dos 7% e isso torna-se insustentável. Espera Portugal voltar aos mercados regulares, a juros convencionais, em 2013. Veremos...
É certo que a distribuição equitativa de riqueza em Portugal sempre foi um desígnio incumprido, mas o momento atual não deixa margem para dúvidas, quem menos tem vai sofrer muito mais com este momento da nossa sociedade. Há produtos e serviços mais caros, os bens essenciais também não são fáceis de adquirir e depois há a componente empréstimos bancários que já não se colocam. Simplesmente foram cortados, limitados, o que se queira chamar.
No meio deste panorama falta igualmente o emprego e para que ele exista tem de haver quem invista, quem arrisque com ideias e quem exporte, porque o consumo interno não é suficiente para fazer levantar isto.
Mas voltando ao início, a ajuda externa. A mesma é de 78 mil milhões de €, 12 milhões dos quais destinados á banca. Restam 66 mil milhões e parece que em poucos meses já teremos recebido metade desse valor. Sendo o programa de ajuda externa a dois anos, algo aqui não bate certo. Falta-nos ano e meio para cumprir o plano e fica toda a sensação de que o dinheiro não vai, de facto chegar.
Podem-se cortar os subsídios de férias e de Natal, podem vender-se todas as empresas da esfera pública, pode livrar-se lastro de muitas despesas e renegociar contratos, mas a verdade é que não há sinais de que tudo isso chegue.
Os mercados já começaram a sentir isso. Há uns dias, um artigo do Wall Street Journal (LINK) dizia isso mesmo e nos dias seguintes várias pessoas da área económica não se coibiram de defender idêntico pensamento (LINK).
Tudo se prepara pois para que assim seja e de nada vale ao governo defender até ao fim que vai cumprir as metas e que não deseja pedir mais dinheiro. Não é isso que vai acontecer e o dia de ontem, na minha opinião, sinalizou isso mesmo. No espaço de apenas 1h00, a taxa de juros que os investidores pedem para financiar o estado Português aumentou dramaticamente, a 5 anos a taxa passou de 21 para 23% e no prazo de 10 anos passou de 15 para 17%.
É significativo que isto aconteca no dia de uma cimeira europeia e não é inocente que aconteça poucas semanas antes da próxima avaliação externa, da chamada Troika. Pelo meio, discretamente, vão surgindo novamente as vozes que clamam pela redução da TSU e pela baixa de 20% dos salários para ganhar competitividade.
O futuro não é fácil, muitos mais sacrifícios vão ainda ser pedidos e tal situação muito provavelmente será ruinoso para a nossa base de funcionamento enquanto estado.
Para onde quer que se olhe dá ideia que a solução passa por cortar nas pessoas, mas essas já "quase só têm ossos". Começa a ser impossível.
O estado precisa de se reduzir ao essencial, mas quando o conseguir (se o conseguir) vai apanhar em cheio com a bomba relógio que se segue, as parcerias público privadas, que vão arruinar de vezes as contas do rectângulo.
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Pequenas poupanças em curso IV
Poupança 4 - Reduzir nas contas mensais
Tenho Cabovisão em casa há 12 anos. Sou daqueles clientes que tinham o tarifário Top Prédio, que a Cabovisão teve nos seus primeiros anos e que consistia em pagar a televisão de 6 em 6 meses, pagando menos 20% do valor mensal. Ou seja, ao fim de um ano acabava por pagar cerca de 10 mensalidades.
Tenho 15 canais tv sintonizados, a restante oferta não me interessa absolutamente para nada, não tenho nem quero ter box, tenho internet com a velocidade mais básica que existe e tenho telefone.
Em média pago 30€ por mês (internet + telefone) e de 6 em 6 meses pagava o custo do Top Prédio para os 6 meses seguintes. Se somar os 30€ com o valor médio de um mês em Top Prédio dava á volta de 52€/mês gastos em comunicações, web e tv.
Alertado por um amigo, resolvi fazer um teste e liguei para a Cabovisão informando que queria dispensar os seus serviços, por ter tido uma proposta melhor da concorrência.
Logo fui passado a um departamento específico, onde a senhora muito cordialmente me explicou que não há interesse em perder um cliente com tantos anos, etc, etc e que tinham uma oferta á minha medida!!
(pergunto eu: se tinham esta oferta porque não fazê-la antes ? :) mas compreendo)
A oferta consiste em abandonar o Top Prédio Cabovisão e aderir a um tarifário que me garante 40 canais (inclui os que necessito), net a 10MB e 200 minutos de chamadas para rede fixa.
Tudo por 33,87€
Porreiro (pá!). Assim sendo aceitei, até porque não era de facto intenção minha abandonar este serviço da Cabovisão. Fica tudo igual, não preciso de mexer em cabos e em equipamentos e administrativamente, a partir de Fevereiro, fico a pagar menos 19€ por mês. Ou seja, até ao fim do ano, poupo em 11 meses, qualquer coisa como 209€
Mais uma poupança atingida. 2012 caminha para ser o ano do mega-emagrecimento dos custos.
Saldo previsto poupar atualmente:
Poupança 1 = 108,00€
Poupança 2 = 16,00€
Poupança 3 = 143,00€
Poupança 4 = 209,00€
Estimativa de poupança atual = 476€/ano
domingo, 29 de janeiro de 2012
Pequenas poupanças em curso III
Mais um exemplo das poupanças acordadas familiarmente
Poupança 3 - Reduzir na preguiça
-Considerando que há 10 dias por mês em que acabo por almoçar em algum lado onde estou a trabalhar, verifiquei, com uma amostra dos meses de Novembro e Dezembro de 2011 que 3 desses dias eram momentos "de preguiça", ou seja, momentos em que podia vir direto a casa e preparar o meu próprio almoço.
-Ou seja, reduzindo o fator preguiça de uma média de 3x para 1x por mês, tenho 2 refeições a menos fora de casa por mês, ou seja, 22 em cada ano (excluo desta média 1 mês de férias)
-Considerando um custo médio de 6,50€ por refeição, estimo conseguir uma poupança anual média de 143€
É claro que tenho de gastar algo em alimentação, para o poder fazer em casa, mas uma melhor gestão de refeições pode ajudar a não gastar a totalidade do valor referido.
Saldo poupado atual:
Poupança 1 = 108,00€
Poupança 2 = 16,00€
Poupança 3 = 143,00€
Estimativa de poupança atual = 267€/ano
Poupança 3 - Reduzir na preguiça
-Considerando que há 10 dias por mês em que acabo por almoçar em algum lado onde estou a trabalhar, verifiquei, com uma amostra dos meses de Novembro e Dezembro de 2011 que 3 desses dias eram momentos "de preguiça", ou seja, momentos em que podia vir direto a casa e preparar o meu próprio almoço.
-Ou seja, reduzindo o fator preguiça de uma média de 3x para 1x por mês, tenho 2 refeições a menos fora de casa por mês, ou seja, 22 em cada ano (excluo desta média 1 mês de férias)
-Considerando um custo médio de 6,50€ por refeição, estimo conseguir uma poupança anual média de 143€
É claro que tenho de gastar algo em alimentação, para o poder fazer em casa, mas uma melhor gestão de refeições pode ajudar a não gastar a totalidade do valor referido.
Saldo poupado atual:
Poupança 1 = 108,00€
Poupança 2 = 16,00€
Poupança 3 = 143,00€
Estimativa de poupança atual = 267€/ano
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
EDP esconde os tarifários ?
Tenho um tarifário Bi-horário da EDP e um amigo falou-me da opção tri-horária, que poderia ser mais económico para o tipo de consumos que faço, maioritariamente de noite/madrugada para máquinas de roupa e loiça, para aproveitar o preço de KVA mais económico.
Nesse mesmo dia resolvi ir pesquisar o site da EDP.
Dei voltas e voltas e apesar de haver informação sobre os tarifários, é muito, muito complicado conseguir de facto chegar a algum lado onde se vejam duas coisas muito simples que permitem uma avaliação para tomada de decisão:
- qual o tatifário da edp para o bi-horário e tri-horário
- qual os horários destes tarifários.
Fiquei claramente com a sensação que a informação é colocada para não ser fácil de encontrar e, quando encontrada, não é de fácil compreensão.
Fui então á loja EDP nas Paivas. Fui atendido rapidamente e coloquei a questão. O funcionário explicou que no meu caso (bi-horário com ciclo semanal) apenas há umas variações durante a semana e entregou-me um folheto que grafica e textualmente permite perceber os dois tarifários e as diferenças entre eles.
Deste modo, simples e directo, a avaliação fica mais facilitada.
O mais curioso foi quando comentei com o funcionário que tinha andado no site da EDP a pesquisar e que não encontrei nada disto, tendo ficado com a ideia que o objectivo era não encontrar mesmo a dita informação. Nessa altura o funcionário sorriu e diz-me "pois, se calhar interessa que estejam menos á vista".
Saí de lá pensando que, de facto, apesar das boas práticas propagadas pela EDP no sentido de haver consumos de energia quando há menos pressão na rede, a verdade é que lhes interessa cada vez mais que os clientes passem para o regime não regulado.
O tarifário EDP Continente é sinal disso mesmo e os argumentos de haver descontos seduzem muita gente, que não lê as linhas todas do que assina.
Por mim vou manter o bi-horário ciclo semanal, mas preocupa-me a sensação de haver alguma vontade de não facilitar o acesso á informação.
Podem ser sinais ou impressão minha, mas de todo o modo aproveito para partilhar dos preços e horários da tarifa bi-horária e tri-horária para 2012, pode ser que ajude ou facilite a alguem o trabalho.
Nesse mesmo dia resolvi ir pesquisar o site da EDP.
Dei voltas e voltas e apesar de haver informação sobre os tarifários, é muito, muito complicado conseguir de facto chegar a algum lado onde se vejam duas coisas muito simples que permitem uma avaliação para tomada de decisão:
- qual o tatifário da edp para o bi-horário e tri-horário
- qual os horários destes tarifários.
Fiquei claramente com a sensação que a informação é colocada para não ser fácil de encontrar e, quando encontrada, não é de fácil compreensão.
Fui então á loja EDP nas Paivas. Fui atendido rapidamente e coloquei a questão. O funcionário explicou que no meu caso (bi-horário com ciclo semanal) apenas há umas variações durante a semana e entregou-me um folheto que grafica e textualmente permite perceber os dois tarifários e as diferenças entre eles.
Deste modo, simples e directo, a avaliação fica mais facilitada.
O mais curioso foi quando comentei com o funcionário que tinha andado no site da EDP a pesquisar e que não encontrei nada disto, tendo ficado com a ideia que o objectivo era não encontrar mesmo a dita informação. Nessa altura o funcionário sorriu e diz-me "pois, se calhar interessa que estejam menos á vista".
Saí de lá pensando que, de facto, apesar das boas práticas propagadas pela EDP no sentido de haver consumos de energia quando há menos pressão na rede, a verdade é que lhes interessa cada vez mais que os clientes passem para o regime não regulado.
O tarifário EDP Continente é sinal disso mesmo e os argumentos de haver descontos seduzem muita gente, que não lê as linhas todas do que assina.
Por mim vou manter o bi-horário ciclo semanal, mas preocupa-me a sensação de haver alguma vontade de não facilitar o acesso á informação.
Podem ser sinais ou impressão minha, mas de todo o modo aproveito para partilhar dos preços e horários da tarifa bi-horária e tri-horária para 2012, pode ser que ajude ou facilite a alguem o trabalho.
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Pequenas poupanças em curso II
Mais uma pequena poupança familiar que está a acontecer.
Poupança 2 - Andar a pé
-Habitualmente, para almoçar, vinha a casa e voltava ao trabalho de carro.
-É 1km para cada lado, ou seja, 2kms por dia.
-Em média, a cada 20 dias de cada mês, 10 deles almoço em casa.
-Ao passar a fazer este percurso a pé, passo a poupar, 20kms de combustivel por mês. Já para não falar de algum exercício físico regular.
-Se tal for possível, e não tiver de ir a outro local após o almoço, posso também imaginar que passo a poupar combustível para 200kms/ano (considerei apenas 10 meses do ano, retirando um para férias e outro como média dos dias em que o tempo chuvoso desaconselha a deslocação a pé)
-Estes 200kms, ao preço de mercado atual do gasóleo (1,495€) e com um carro que consome 5,5l aos 100, dá-me uns 16€ de poupança, mais coisa menos coisa.
-Posso também ver as coisas por outro ponto de vista: 200kms é exatamente uma ida de Amora a Albernoa, pelo que posso retirar algum prazer pessoal, físico e familiar desta poupança.
Saldo poupado atual:
Poupança 1 = 108€
Poupança 2 = 16€
Estimativa geral = 124€
Poupança 2 - Andar a pé
-Habitualmente, para almoçar, vinha a casa e voltava ao trabalho de carro.
-É 1km para cada lado, ou seja, 2kms por dia.
-Em média, a cada 20 dias de cada mês, 10 deles almoço em casa.
-Ao passar a fazer este percurso a pé, passo a poupar, 20kms de combustivel por mês. Já para não falar de algum exercício físico regular.
-Se tal for possível, e não tiver de ir a outro local após o almoço, posso também imaginar que passo a poupar combustível para 200kms/ano (considerei apenas 10 meses do ano, retirando um para férias e outro como média dos dias em que o tempo chuvoso desaconselha a deslocação a pé)
-Estes 200kms, ao preço de mercado atual do gasóleo (1,495€) e com um carro que consome 5,5l aos 100, dá-me uns 16€ de poupança, mais coisa menos coisa.
-Posso também ver as coisas por outro ponto de vista: 200kms é exatamente uma ida de Amora a Albernoa, pelo que posso retirar algum prazer pessoal, físico e familiar desta poupança.
Saldo poupado atual:
Poupança 1 = 108€
Poupança 2 = 16€
Estimativa geral = 124€
sábado, 21 de janeiro de 2012
Um Presidente que não ganha para as despesas
Em Portugal vivemos com dificuldades.
A divida externa e do estado impôs-nos um processo de ajuda externa e os sacrifícios são já muitos, não havendo sinal de abrandarem.
Esperava eu de um Presidente da República, que não elegi mas que é o meu PR, alguma sensatez. O Dr.Aníbal Silva não a teve, ao responder a um jornalista sobre o valor das suas pensões, informando ainda que o valor das mesmas não lhe chegava para as despesas, até porque tinha abdicado do seu vencimento de Presidente da República....
Ora bolas, que coisa esta.....
Pessoalmente acho insultuoso para com todos os portugueses o comentário feito. Muitos dos portugueses vivem com 248€, ou pouco mais, por mês e têm de fazer pela vida. Numa altura de dificuldades, dizer que alguns milhares de euros não lhe chegam para as contas é, na minha opinião, gozar com todos os nós. Mesmo que seja verdade, porque ninguém tem nada com as despesas do Dr.Aníbal Silva e da Dra.Maria Silva
Refere o Dr.Aníbal Silva que durane 40 anos poupou e agora está a usar essas poupanças como complemento. Faz muito bem, faz o que muitos portugueses já fazem e outros gostariam de fazer mas não conseguem, porque não conseguiram poupar !
O Dr.Aníbal Silva tem direito ás suas pensões, nos valores proporcionais ao trabalho que fez e na base de cálculo atualmente em vigor, mas esperava dele alguma reserva neste assunto, alguma sensatez e algum bom senso. Dizer que um valor, da grandeza do que recebe, não lhe chega é, na minha opinião, um insulto a tantos que não recebem isso.... por ano....
Posto isto, resolvi fazer um exercício académico, contrapor as declarações do Sr.Presidente Aníbal Silva com declarações captadas por jornalistas de qualquer telejornal deste país. Procurei um jornal recente, dos últimos meses, e não há dúvida que são absolutamente antagónicas. Fica a ideia que o Sr.Presidente vive num país que não é o real, embora seja o mais alto magistrado da nação.
Eu não o elegi, nunca votaria nele e não aprecio o seu estilo pessoal e político, mas respeito-o como profissional e como Presidente. Também por isso não posso deixar de me sentir indignado e insultado com as suas palavras.
O meu exercício de contraponto
O vídeo original das declarações do Sr.Presidente e O trabalho do Expresso sobre o Escalão 18 do Banco de Portugal: AQUI
A divida externa e do estado impôs-nos um processo de ajuda externa e os sacrifícios são já muitos, não havendo sinal de abrandarem.
Esperava eu de um Presidente da República, que não elegi mas que é o meu PR, alguma sensatez. O Dr.Aníbal Silva não a teve, ao responder a um jornalista sobre o valor das suas pensões, informando ainda que o valor das mesmas não lhe chegava para as despesas, até porque tinha abdicado do seu vencimento de Presidente da República....
Ora bolas, que coisa esta.....
Pessoalmente acho insultuoso para com todos os portugueses o comentário feito. Muitos dos portugueses vivem com 248€, ou pouco mais, por mês e têm de fazer pela vida. Numa altura de dificuldades, dizer que alguns milhares de euros não lhe chegam para as contas é, na minha opinião, gozar com todos os nós. Mesmo que seja verdade, porque ninguém tem nada com as despesas do Dr.Aníbal Silva e da Dra.Maria Silva
Refere o Dr.Aníbal Silva que durane 40 anos poupou e agora está a usar essas poupanças como complemento. Faz muito bem, faz o que muitos portugueses já fazem e outros gostariam de fazer mas não conseguem, porque não conseguiram poupar !
O Dr.Aníbal Silva tem direito ás suas pensões, nos valores proporcionais ao trabalho que fez e na base de cálculo atualmente em vigor, mas esperava dele alguma reserva neste assunto, alguma sensatez e algum bom senso. Dizer que um valor, da grandeza do que recebe, não lhe chega é, na minha opinião, um insulto a tantos que não recebem isso.... por ano....
Posto isto, resolvi fazer um exercício académico, contrapor as declarações do Sr.Presidente Aníbal Silva com declarações captadas por jornalistas de qualquer telejornal deste país. Procurei um jornal recente, dos últimos meses, e não há dúvida que são absolutamente antagónicas. Fica a ideia que o Sr.Presidente vive num país que não é o real, embora seja o mais alto magistrado da nação.
Eu não o elegi, nunca votaria nele e não aprecio o seu estilo pessoal e político, mas respeito-o como profissional e como Presidente. Também por isso não posso deixar de me sentir indignado e insultado com as suas palavras.
O meu exercício de contraponto
O vídeo original das declarações do Sr.Presidente e O trabalho do Expresso sobre o Escalão 18 do Banco de Portugal: AQUI
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
Pequenas poupanças em curso I
Nunca vivemos cá por casa com muitos luxos, nem fomos nunca de fazer gastos desproporcionados.
Sempre tentámos, e conseguimos, poupar algum do nosso rendimento "para os dias de tempestade".
A tempestade chegou, enfim, e os últimos tempos (e os próximos) afetam toda a gente.
Posto isto a família acordou em diversas reduções de gastos para conseguir fazer face aos vários aumentos, sem fazer mossa em alguma da normalidade familiar.
Pequenas poupanças familiares que resultam em pequenos ganhos. Estamos em crer que, as poupanças familiares que acordámos, todas juntas, farão alguma diferença até ao fim do ano.
Poupança 1 - Reduzir no café
-Habitualmente, com os colegas, costumo tomar 1 café à refeição e/ou a meio da tarde.
-Com uma media de 30 cafés por mês, a 0,60€ cada, dava 18€ por mês.
-Ao reduzir isso para metade, ou menos, terei uma poupança de 9€/mês, ou seja, 108€/ano
-Estes 108€ dão para pagar quase 5 faturas de água por ano, visto ter um consumo médio de 23€
-Há também o extra de andar menos agitado e de dormir melhor, pelo menos estes 20 dias assim têm revelado
Sempre tentámos, e conseguimos, poupar algum do nosso rendimento "para os dias de tempestade".
A tempestade chegou, enfim, e os últimos tempos (e os próximos) afetam toda a gente.
Posto isto a família acordou em diversas reduções de gastos para conseguir fazer face aos vários aumentos, sem fazer mossa em alguma da normalidade familiar.
Pequenas poupanças familiares que resultam em pequenos ganhos. Estamos em crer que, as poupanças familiares que acordámos, todas juntas, farão alguma diferença até ao fim do ano.
Poupança 1 - Reduzir no café
-Habitualmente, com os colegas, costumo tomar 1 café à refeição e/ou a meio da tarde.
-Com uma media de 30 cafés por mês, a 0,60€ cada, dava 18€ por mês.
-Ao reduzir isso para metade, ou menos, terei uma poupança de 9€/mês, ou seja, 108€/ano
-Estes 108€ dão para pagar quase 5 faturas de água por ano, visto ter um consumo médio de 23€
-Há também o extra de andar menos agitado e de dormir melhor, pelo menos estes 20 dias assim têm revelado
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Sexo. Hoje S.F.F
Conversa de hoje, no caminho do colégio para casa (mais palavra menos palavra foi isto)
Matilde: Mãe, uma menina do 4ºano disse-me que para os bebés nascerem os pais têm de fazer sexo. É mesmo assim?
Mãe (surpreendida): Quê?
Matilde: Sexo, mãe. Tu e o pai têm de fazer sexo, sabes o que é?
Mãe (ainda em modo surpreendida): Sim, mas que é que estiveram a falar?
Matilde: Não sei mãe, não interessa, tu e o pai têm de fazer sexo para eu ter um irmão. Pode ser hoje?
(...)
E pronto, este timing havia de chegar, não é ?
Foi aos 7, quase 8 anos, não foi mau.
E é isto.
Matilde: Mãe, uma menina do 4ºano disse-me que para os bebés nascerem os pais têm de fazer sexo. É mesmo assim?
Mãe (surpreendida): Quê?
Matilde: Sexo, mãe. Tu e o pai têm de fazer sexo, sabes o que é?
Mãe (ainda em modo surpreendida): Sim, mas que é que estiveram a falar?
Matilde: Não sei mãe, não interessa, tu e o pai têm de fazer sexo para eu ter um irmão. Pode ser hoje?
(...)
E pronto, este timing havia de chegar, não é ?
Foi aos 7, quase 8 anos, não foi mau.
E é isto.
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Edp e Continente: descontos para totós ?
Desde há uma semana e meia que as tvs, as rádios e as lojas Continente nos oferecem possibilidades de descontos.
Sim, leu bem. Descontos. Gasta na luz, ganha um vale e vai gastar a poupança no Continente.
Tudo simples, tudo fácil, só vantagens.
Dizem eles...
A verdade é que ao aderir a este sistema as pessoas, muitas sem perceberem e tolhidas por um descontozeco, estão a assinar um novo contrato com a EDP, um contrato no dito mercado liberalizado.
Além disso os ditos descontos são apenas estes meses de 2012, depois acabou.
Depois vem o mercado liberalizado e ai as empresas podem concorrer com o preco e, facilmente se percebe o que se passa a seguir, não é?
Ou já se esqueceram do que foi a liberalização dos combustiveis? Lembro que na altura o gasóleo custava 0,70€....
Mas há mais. Quem aderir deixa a tarifa regulada, fica sem tarifa bi-horária ou tri-horária, caso a tenha, e só pode pagar por débito direto da conta bancária.
Sim, os senhores da EDP estão muito esquesitos com a unicre e preferem não lhes pagar taxas, "venha mas é o dinheiro direitinho da conta do cliente para a nossa", imagino eu que seja o discurso dos ideologos deste fenömeno.
Em resumo, um desconto que é na verdade um engodo. A liberalização veio a reboque dos ditos compromissos com a Troika e vai tocar a todos, claro que a energia vai subir e claro que não se avizinha uma concorrência assim tão forte, a EDP tem uma posição dominante forte e vai mantê-la, sendo nós a sustentar a dita.
Já em termos de marketing e estratégia, a ideia de facilitar (e até antecipar) a passagem de clientes do mercado regulado para o liberalizado está excelente. Não representa, a meu ver, uma vantagem para o consumidor, mas em termos de estratégia está muito bem pensada. Pega em pontos que dizem algo às pessoas: poupanças e descontos e consegue trazê-las para este negócio.
Os números oficiais são claros, 40000 aderentes na primeira semana.
Imagine-se o que seria necessário gastar em comunicação apenas e só para dizer às mesmas 40000 pessoas que tinham de assinar novos contratos com a EDP (sem ganharem nada...), seria mais caro e teria menos resultados.
Espero ao menos que o ideologo da ideia tenha ganho um premiozito qualquer.... tipo.... 10% no Continente....!!
Sim, leu bem. Descontos. Gasta na luz, ganha um vale e vai gastar a poupança no Continente.
Tudo simples, tudo fácil, só vantagens.
Dizem eles...
A verdade é que ao aderir a este sistema as pessoas, muitas sem perceberem e tolhidas por um descontozeco, estão a assinar um novo contrato com a EDP, um contrato no dito mercado liberalizado.
Além disso os ditos descontos são apenas estes meses de 2012, depois acabou.
Depois vem o mercado liberalizado e ai as empresas podem concorrer com o preco e, facilmente se percebe o que se passa a seguir, não é?
Ou já se esqueceram do que foi a liberalização dos combustiveis? Lembro que na altura o gasóleo custava 0,70€....
Mas há mais. Quem aderir deixa a tarifa regulada, fica sem tarifa bi-horária ou tri-horária, caso a tenha, e só pode pagar por débito direto da conta bancária.
Sim, os senhores da EDP estão muito esquesitos com a unicre e preferem não lhes pagar taxas, "venha mas é o dinheiro direitinho da conta do cliente para a nossa", imagino eu que seja o discurso dos ideologos deste fenömeno.
Em resumo, um desconto que é na verdade um engodo. A liberalização veio a reboque dos ditos compromissos com a Troika e vai tocar a todos, claro que a energia vai subir e claro que não se avizinha uma concorrência assim tão forte, a EDP tem uma posição dominante forte e vai mantê-la, sendo nós a sustentar a dita.
Já em termos de marketing e estratégia, a ideia de facilitar (e até antecipar) a passagem de clientes do mercado regulado para o liberalizado está excelente. Não representa, a meu ver, uma vantagem para o consumidor, mas em termos de estratégia está muito bem pensada. Pega em pontos que dizem algo às pessoas: poupanças e descontos e consegue trazê-las para este negócio.
Os números oficiais são claros, 40000 aderentes na primeira semana.
Imagine-se o que seria necessário gastar em comunicação apenas e só para dizer às mesmas 40000 pessoas que tinham de assinar novos contratos com a EDP (sem ganharem nada...), seria mais caro e teria menos resultados.
Espero ao menos que o ideologo da ideia tenha ganho um premiozito qualquer.... tipo.... 10% no Continente....!!
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