Agora falto eu seguir em frente e fazer-me ao hábito de ginasticar.
Tal foi o gosto tomado que hoje, no Parque da Paz, até foi a uma aula coletiva.
"Os suportes da comunicação e as tecnologias são determinantes na mensagem: os conteúdos modificam-se em função dos meios que os veiculam" (Marshall McLuhan).
Este blog é o um meio pessoal de ver alguns aspectos da Aldeia Global.
Veio a crise e veio a ajuda externa.
Os gregos foram incapazes de cumprir muitas contrapartidas previstas, as dificuldades agudizaram-se, os gregos protestaram nas ruas e chegou-se à conclusão que não iam cumprir.
Novo resgate, um perdão de mais de metade da dívida inicial e nova possibilidade ao estado grego.
Pelo meio eleições. Votação fragmentada, os três partidos mais votados são incapazes de formar um governo. Novas eleições dentro de um mês. O partido que parece congregar mais votos é favorável à renegociação dos acordos, algo que os credores não querem nem ouvir falar.
Nestes dias a Alemanha tem uma posição bicefala. Por um lado diz que a zona Euro quer manter a Grécia, por outro lado, o seu ministro das finanças refere que já foi feito um esforço grande por todos e que é tempo do estado Grego cumprir.
No FMI a sua líder refere que tem de se pensar numa hipótese de saída controlada dos gregos da zona Euro.
Os ditos mercados não reagem bem, as bolsas descem, Portugal está em minimos de 16 anos, e instala-se a desonfiança sobre o que pode acontecer a breve prazo. Ninguém pode prever em concreto as consequências da saída de algum estado da zona Euro.
Os gregos revoltam-se com a sua situação, agora fora das ruas, nos bancos. Levantam dinheiro, muito dinheiro:
http://expresso.sapo.pt/cidadaos-gregos-levantam-700-milhoes-num-so-dia=f726388
Esta situação faz-me lembrar a Argentina, no início de século. As filas para levantar dinheiro foram interrompidas com a proibição de o fazer, para não colapsar o sistema.
Os dias que se seguem trarão avanços e recuos, falta saber em que sentido. Pelo meio, é interessante estar atento aos sinais que vão surgindo, e são muitos.
Um bom post da Helena Garrido, sobre sinais, bons sinais, que os indicadores económicos parecem querer mostrar, assim a Grécia e Espanha não nos arrastem para o abismo.
Também é curiosa a adaptação que os portugueses fizeram, silenciosamente parecem mostrar capacidade de dar a volta, as exportações e os novos mercados de venda de exportadores nacionais são prova disso.
Veremos o que nos trazem os próximos tempos, sendo certo que o desemprego é um problema, social e financeiro, mas essencialmente cultural.
É ler o post, que vale a pena.
É um tema actual, especialmente para quem vive o poder local com alguma intensidade e interesse.
O PSD e o CDS resolveram avançar com aquilo a que chamam de reforma administrativa e, consequência disso, está em marcha um processo que visa reduzir em grande percentagem as freguesias existentes. É, no entanto, uma operação matemática e não uma reforma administrativa séria, pensada, discutida com as populações, com os técnicos e com os autarcas. É uma decisão imposta e não vai acabar bem.
Começa logo pelo início. Chamar Reforma administrativa é, em si mesmo, um erro, pois na verdade o processo actual deriva de uma lei. Para ser uma Reforma Adminstrativa teria de haver discussão, adequação da reforma às condições e características de cada municipio, entre outros factores. O que se está a preparar é um mero corte matemático, com base em meia dúzia de critérios discutíveis.
Diz o PSD e o CDS que o que se está a passar deriva dos acordos com a troika que o PS também assinou e que agora está a renegar ou a romper. Evidentemente que o PS assinou o acordo com a Troika, mas não era isto que vinha espelhado no acordo. Vinha sim o seguinte:
- deve haver uma redução do número de autarquias, desde que cumpra três objectivos:
a) redução global de despesa;
b) tornar o sistema autárquico mais eficaz;
c) melhorar a prestação de serviços à população;
Ora esta lei, segundo o governo, emanada do Livro Verde constituído para o assunto, não vai resultar em nada disto. Vai de facto reduzir autarquias (note-se que se fala apenas em freguesias.... serão o "elo mais fraco"?), mas não vai reduzir a despesa global, pois as freguesias apenas represetam 0,2% da despesa púbica.
Tornar o sistema mais eficaz e melhorar os serviços prestados carecem de grande dúvida, pois há muita gente que vai ver afastado de si o ponto de contacto com o estado que ainda restava, algo que será muito mais notado no interior do que no litoral.
Diz agora o governo que, se as autarquias -através das Assembleias Municipais- apresentarem o seu próprio processo de reorganização administrativa vão ter uma bonificação de 20% (!!) Este é o ponto "marroquino" desta Lei. Ou seja, o corte é para metade mas, se disserem quaquer coizita a comissão técnica permite uma bonificação de 20% sobre o corte de 50%.
Se isto fosse um bazar em Marrocos ainda se compreendia esta negociação, assim dá ideia de ser uma "cenoura que se coloca à frente do burro" para o convencer a andar. Lamentável, na minha opinião.
Em resumo, este é um processo que ainda vai dar muitas voltas e que é conduzido apenas para mostrar trabalho para fora. O governo vai poder dizer "reduzimos 50% das autarquias", não vai é conseguir dizer, com o mesmo vigor, o que isso representa em termos de despesa pública, pois é baixo o suficiente para não fazer grande diferença.
A juntar a isto ainda ganha o descontentamento das populações, por isso mesmo acredito que esta lei será o início do fim do actual governo.
Não contesto que hajam freguesias a mais (só Barcelos tem mais de 80..), o que contesto é a forma como todo este processo é conduzido e decidido.
O PS votou contra esta lei e, na minha opinião, fez muito bem.
No início, quando os telemóveis começaram a chegar às mãos das pessoas, a TMN mostrava-se como "mais perto do que é importante!". Um slogan que remetia para um aproximar das pessoas, de reduzir distâncias. Foi muito funcional e a expressão marcou o seu tempo
Depois mudou. Há uns anos que a TMN comunica com "até já".
Pois parece que isto vai mudar, o "até já" vai dar lugar ao "vamos lá" e a campanha parece ter uma associação ao futebol, nomeadamente com a selecção Nacional e o Euro2012 que se aproxima.
Já há mupis na rua com alguns "anónimos" e o "vamos lá" está presente a fechar cada uma das mensagens.
O "até já",quando surgiu foi uma ideia brilhante, pois passava para o lado da comunicação e da associação a uma marca, uma expressão que qualquer um de nós dizia normalmente, nomeadamente no fim de uma conversa.
Agora o "vamos lá" parece querer dar algum dinamismo à mensagem, tem -a meu ver- uma conotação de força, de vontade, de desejo de não ficar quieto. Tudo factores que ajudam a dinamizar a marca, que parece não querer "dormir" à sombra da liderança de mercado, imprimindo a si mesma, através da comunicação, um dinamismo e uma vontade de ir mais além.
O tempo dirá do sucesso deste slogan, mas numa primeira impressão parece-me positivo.