"Os suportes da comunicação e as tecnologias são determinantes na mensagem: os conteúdos modificam-se em função dos meios que os veiculam" (Marshall McLuhan).
Este blog é o um meio pessoal de ver alguns aspectos da Aldeia Global.
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
O país das portagens
Nas minhas idas para o Alentejo já há algum tempo que reduzi a minha percentagem de uso da auto-estrada. Outrora ia até Ferreira do Alentejo, agora saio logo na Marateca, pagando pouco mais de3€ para evitar a zona urbana de Setúbal e arredores. A partir da Marateca sigo no IP1, atravessando novamente Alcácer, Grándola e o mìtico Canal Caveira.
Estas férias estive na Beira Alta e depois na Beira Baixa. Na última vez que lá tinha estado as SCUT ainda não eram pagas por quem as usavam, mas agora a situação inverteu-se, o que me levou a calcular quanto me custaria ir na A1 até Torres Novas, depois na A23 até Castelo Branco e Guarda e depois na A25 até Vilar Formoso, perto do meu destino.
O valor a que cheguei foi de loucos, cerca de 35€ em cada sentido. Decidi pois usar as autoestradas de forma parcial, nos troços mais complicados. Fui na estrada nacional até pouco depois de Abrantes e só ai usei a A23 até depois de Vila Velha de Ródão. A partir daí usei o IP2 até Castelo Branco e depois a estrada nacional que passa em Penamacor, Sabugal e vai até Vilar Formoso.
A solução encontrada acaba por me custar cerca de 5,75€, faz-me fazer mais 5kms e demorar mais 35 minutos, mas o ganho é enorme e não falo apenas de ganho financeiro. O melhor desta viagem e das viagens intermédias que fiz, foi o passar efectivamente pelo país, pelas terras, ver como são, as curiosidades que muitas têm, as oportunidades de lazer em família que existem por ai e que nunca tinha ouvido falar e que nunca fariam parte das minhas interrogações.
Também sabe bem voltar a parar nas aldeias, falar com os locais, deixar o preço de umas águas, cafés e refeições no comércio locale não nas onerosas e impessoais áreas de serviço. E isto são mais valias que acomulam à poupança nas portagens.
Também beneficiei de ter encontrado estradas em bom estado, com bons pisos e que ajudam na condução. Acabei mesmo por seguir algumas sugestões do GPS e apanhar estradas municipais.
Aqui há uma ou outra surpresa que podemos ter de evitar, dando meia volta, mas nos concelhos de Almeida, Sabugal e Penamacor as estradas municipais estão optimas e são sinónimo de menos kms percorridos e de maior rapidez em chegar ao ponto x ou y.
Tenho de reconhecer que a AE é mais confortável e pode ser mais rápida, mas decididamente a minha opção de viagens mudou radicalmente.
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
Restaurantes em Penamacor
O primeiro, de que não fui cliente, é o Quartel. Fica junto a uma encosta próxima do tribunal e das finanças e tem uma vista previligiada sobre a zona sobranceira a Penamacor. Passei lá uma 3feira e estava fechado para descanso, mas percebi que tem menus completos de 7€ aos almoços e refeições por 12€/13€ à noite, já sem menú completo.
O piso de baixo serve como café, os dois pequenos pisos de cima são as salas de refeição. São curtas, mas têm o essencial, com o positivo de termos no piso 1 algumas fotos "antes e depois" de alguns pontos da vila.
O atendimento é eficaz mas não mostra muita simpatia. Um ponto curioso é o facto de não ter sido apresentada carta de pratos e bebidas, apenas me foi listado verbalmente o que havia e, na verdade, só soube quato iria pagar quando veio a conta. Os grelhados estavam bem preparados e vinham acompanhados de salada e batata frita ou cozida. No final, com duas bebidas de lata e cafés, paguei 15€, um preço simpático e acessível.
Onde acabei por ir duas vezes foi ao restaurante O Jardim, também em Penamacor, colado ao jardim público. É um espaço dividido em 3: café, sala de refeições e uma pequena esplanada virada ao jardim, onde é possível jantar.
O atendimento é excelente, tanto da funcionária, como do proprietário, o Sr.Manuel, que também tem um papel na cozinha. A variedade de pratos e sobremesas é grande mas, também aqui, não me foi apresentada carta alguma, apenas foram descritas as opções do dia. A comida chegou rapidamente e veio sempre servida em boas doses e com acompanhamentos condizentes.
Mais uma vez o preço só foi conhecido no final, 15€ para duas pessoas, sem sobremesas e cafés e 20€ no segundo dia, com duas sopas e duas sobremesas.
A simpatia do dono e da funcionária, o bom preço e a boa comida farão com que volte lá novamente, quando estiver em Penamacor.
Uma última nota para o café esplanada do Jardim Público. Fica logo na entrada e é um óptimo local para uma bebida ou para um café, durante uma tarde ou noite de verão. A concessão é igualmente do Sr.Manuel (Resturante O Jardim) e o espaço, não tendo nenhum extra relevante, beneficia do local edo espaço envolvente. Se estiverem por perto não deixem de ir lá.
domingo, 26 de agosto de 2012
Parque de Campismo do Freixial
O bom:
- Bem localizado, junto ao rio Batágueda, com muita sombra, muito sossego de noite e de manhã e com animais por perto. É comum acordar com ovelhas e cabrinhas do lado de fora da rede pois o terreno contíguo ao parque é zona de pasto e de descanso de um rebanho local.
- Especialmente durante a manhã temos também um extra, as pêgas, que são as dezenas e que voam e caminham em bando pelo parque dando um colorido e um efeito sonoro natural, muito agradável.
- Depois temos a piscina, que está bem tratada e que tem afixados os testes à água feitos regularmente. Também tem em permanência um nadador salvador
- Na zona de piscina temos muitas árvores o que proporciona zonas de sombra, para quem deseja, e de sol, para quem prefere.
- O atendimento na zona de café é simpático e prestável, mesmo quando as opções são limitadas.
- É um parque com 3 blocos de espaços sanitários, limpo diaraiamente antes das 8h00. Num desses blocos há a zona de duches que contém 3 cabines para senhoras e 3 cabines para senhores.
- Há diversas zonas de grelhadores já construídos em tijoleira e prontos a usar pelos campistas. A zona de merendas, mas também as outras, estão bem apetrechadas destas zonas de assador e tem o extra de ter mesas de madeira amovíveis que permitem 8 pessoas sentadas.
- O sossego que se consegue quando o parque é apenas usado por campistas, que respeitam as regras de convivência campista (ver o negativo em baixo).
- Na zona de entrada, junto à recepção existe wi-fi grátis, graças ao router do computador da recepção, no entanto é apenas num raio de 20 ou 30metros. A entrada no portão até às 00h00 e há um guarda noturno, que reside no parque.
- O parque tem manutenção diária de um funcionário e, durante a minha estada, em pleno Agosto, as zonas de relva decoriativas eram pulverizadas durante o dia, mantendo a relva limpa e fresca, com um óptimo aspecto. A zona de relva da Piscina é regada de noite, depois das 20h00.
- A localização do parque é excelente. A 21km de Espanha, a 11km de Penamacor, a 17km de Monstando, a 30km de Idanha, a 26km de Penha Garcia, a 21km da Meimoa e a 30km da auto estrada. É um ponto central de acesso onde quisermos.
O mau:
- ATENÇÃO: O Parque de Campismo do Freixieiro / Penamacor é o parque de diversões local durante o Verão. Ou seja, apesar de ser um parque de campismo e de ter o habitua sistema de pagamento de visitas, na verdade as pessoas de fora (não visitantes e não campistas) que queiram passar um dia no parque podem, desde que paguem a tarifa de campista diária (3,07€).
- Esta situação compreende-se dado ser um equipamento municipal, com poucos utilizadores campistas, mas é uma situação muito aborrecida pois quem vem de fora pode entrar logo às 9h00 e pode sair às 22h00, não tendo naturalmente o mesmo sentido de respeito campista pelos restantes utilizadores;
- Outro problema é a possibilidade de uso da piscina. No meio do mês de Agosto estavam 10 ou 15 tendas e rulottes no parque, ou seja, 30 a 40 pessoas acampadas. Numa tarde estavam 83 pessoas de fora na piscina o que a tornava num local a evitar a todo o custo pois as pessoas acabam por vir de fora para se divertir e não percebem que devem usar o espaço a contento de todos.
- Aliás, neste dia (e num outro na mesma semana) em que o calor apertava e que os locais procuraram a piscina para arrefecer, havia tudo o que não havia nos outros dias: saltos para a água (vulgo: "bombas"), guerras de utilizadores às cavalitas uns dos outros e até crianças na piscina com fraldas normais, o que motivou uma reclamação escrita da minha parte.
- Aliás, esta reclamação deveu-se ao facto de um dos nadadores salvadores (não o que reside no parque, mas outro) não ter dado a minima importância a este facto. Diz ele que o regulamento não impede e que não faz mal. Uma impressão que, no meu ponto de vista, é idiota pois uma fralda normal dentro de água, para além de perder a sua capacidade de absorção acaba por insuflar e permitir perdas para a água. Mas enfim, o nadador é que acha que sabe e eu simplesmente saí.
- O Café existente tem muita vontade, muita disponibilidade mas poucas opções. Tem sandes, cachorros, bifanas e bitoques. Sob encomenda faz outras opções como frango, peixes e saladas. Infelizmente não tem mini mercado nem opção a menos de 4kms, nas Aranhas, para comprar o que quer que seja.
- Faltam condições para deficientes, pois não há casas de banho adaptadas, nem rampas, nem outras situações normais num espaço público.
- É um parque de campismo de uma autarquia, com todos os problemas que um equipamento público têm. Por exemplo, apesar de serem lavados antes das 8h00, os sanitários só são abastecidos de papel higiénico depois das 9h45 (assim foi nos 5 dias que lá estive). Custaria muito a mesma pessoa fazer as duas coisas? Outra situação tem a ver com as responsabilidades, nunca ninguém é responsável, nunca ninguém sabe. Assim foi no caso da reclamação que fiz, a senhora da recepção achou estranho o que descrevi, falou com o nadador salvador e perante a indiferença dele, acabou por me dizer que nada podia fazer senão dar-me o livro de reclamações.
Em Monsanto (para comer)
Petiscos e Gratinos, em Monsanto
Geo-Restaurante (Monstanto)
Subindo bem até ao alto da Aldeia de Monsanto encontramos esta casa de dois andares, construída entre as rochas (Barrôcos, como dizem os locais) e que funciona como restaurante. Uma renovação magistral de um espaço que manteve muito da arquitetura local, de tal modo que a WC das senhoras tem uma parede inteira que é uma face destas enormes rochas.
As entradas são curtas, com 3 tiras de queijo, 2 rodelas de salpicão e 4 de chouriço local. Os pratos disponíveis são 5 e incluem maioritariamente carnes grelhadas. No dia em que fui apresentava polvo, perdiz e vitela
Aliás essa é uma das falhas deste restaurante, a cozinha (encaixada num canto junto às WC) tem fraca respiração e saída de fumos, o que faz com que muitas vezes os mesmos passem para a sala de cima, a sala Barrocal.
Os pedidos demoraram algum tempo a chegar, cerca de 25 minutos.
No piso de baixo situa-se um dos pontos altos, uma esplanada de dois pisos com vista para os arredores. Bem decorada e com uma vista que acaba por se pagar na conta.
Aliás, a conta acaba por ser uma das dificuldades deste espaço. Os pratos são entre 12,50 e 14€ cada um e não incluem ainda bebidas, entradas, cafés ou sobremesas, ou seja, facilmente o preço por pessoa se aproxima dos 20€.
É pois, um bom local, bem decorado e integrado, mas o preço pedido pelas refeições não justifica em nada o que oferece. Uma opinião pessoal.
edit 1: [este post continha fotos do espaço, que foram retiradas a pedido dos proprietários]
edit 2: [terei percebido mal e, eventualmente, não serão servidos pratos de veado]
sábado, 25 de agosto de 2012
Recantos de Portugal
Penha Garcia foi uma surpresa, com as suas paisagens majestosas e o seu Pego maravilhoso. Em breve explicarei melhor, quando regressar. E há muito que contar.
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
O parque de merendas do Samouco
Ao fundo da vila do Samouco, depois do campo de futebol e com a praia a molhar-nos os pés, fica este parque de merendas e jogos, que permite bons momentos em família. É um local limpo e cuidado, com fogareiros para que os visitantes possam usar, com sanitários e com mesas fixas, ideias para churrascos e piqueniques.
Para além disto há ainda espaços verdes, um campo de jogos, espaços que podem ser usados de múltiplas maneiras e uma zona de equipamentos infantis, como escorregas.
É um local com muitas árvores, pelo que beneficiamos de sombras com fartura, mesmo se a solução for estender uma toalha e descansar.
Já usei este espaço duas vezes e recomendo vivamente.

Crenças
Num mundo em mudança, absolutamente dominado pelo garrote financeiro a que a Europa está votada, eis que uma ida aos correios me surpreendeu, por ainda haver que ache que pode mudar o mundo com um livro. Ao ler o título fiquei com a impressão que basta juntar água e já está.
Na verdade nem vale a pena abrir o livro para concluir que não vai resultar, mas é uma boa tentativa.
Pode não nos dar a vida que queremos, mas pode mudar o mundo do autor, caso o livro venda, e isso já alguma coisa.
Fica a imagem para o sorriso.

quarta-feira, 25 de julho de 2012
É tudo uma questão de tempo
sexta-feira, 6 de julho de 2012
Ensaios para a festa
Corra como corra, o esforço e a dedicação de todos é assinalável e merece uma referência. Os meninos também estão ansiosos de se mostrarem aos familiares (e são 233 os confirmados) e os adultos estão ansiosos que corra tudo bem.
A Crsitina anda numa roda viva. Perfeccionista como é, tem sempre receio que algo falhe ou corra mal, por isso já reviu o guião umas 20 vezes e consegue encontrar sempre pontos a melhorar. Às vezes aborrece, mas no fundo ela é que está certa.
São sempre momentos divertidos e são, igualmente, um dos lados bons de ter um negócio deste género.
segunda-feira, 25 de junho de 2012
Cristina IV
Sempre gira, sempre versátil, uma em passeio e outra em dia de desporto. Sempre linda.












