O que é este merdas para vir com esta conversa de não se resolver problemas com manifestações??
Assente numa instituição que pouco paga de impostos, que enche os bolsos à conta da fé, que tem BRUTAIS isenções de IMI nos seus templos à conta de uma rídicula concordata e que mascara a sua riqueza material com caridade?
Para este merdas quanto pior estivermos, melhor, para depois ele e os seus delegados paroquiais virem com a sua caridadezinha social, ao bom estilo do Estado Novo, onde a igreja era o lenço de assoar do regime, e vice versa.
As declarações deste senhor á RTP (mais tarde explicou que tinha sido mal compreendido) são atrozes.
Para este representante do Papa de Roma, os problemas resolvem-se com fé e não com manifestações.
A fé dele tem no entanto um problema, é que é cada vez mais economicista e incha na igual medida que as barrigas dos homens estão vazias de fome e desemprego.
Mantendo a sua fé como bandeira, este senhor e os amigos dele têm-se dedicado aos lares, aos centros de dia, às creches, aos cuidados continuados e a tudo aquilo que possa receber verbas do estado ou da segurança social. Ou seja, negócio mas só se houver subsídio, porque entrar no mercado é algo que nem a fé permite.
É, no meu entendimento, um Patriarca hipócrita, com um discurso a escorregar para modelos de direita muito nacional, à antiga. Sabedor que quantos mais pobres existirem maior será a sua capacidade de espalhar a sua fé.
É o que pensol.
"Os suportes da comunicação e as tecnologias são determinantes na mensagem: os conteúdos modificam-se em função dos meios que os veiculam" (Marshall McLuhan).
Este blog é o um meio pessoal de ver alguns aspectos da Aldeia Global.
terça-feira, 16 de outubro de 2012
domingo, 14 de outubro de 2012
A minha visão de 4 dias na Inslândia (2)
(parte 1, aqui)
Segundo o Jón, não há um salário mínimo definido por lei, mas em geral ninguém recebe menos do que 300.000KR, ou seja, cerca de 1500€.
Parece razoável, é certo, mas há que ter em conta que têm cerca de 17,5% de impostos para o estado e ainda mais 4% para os seus planos de reforma, em regime de capitalização.
Depois há os custos normais do dia a dia. A água e a energia (geotérmica e aproveitando o calor), produzidos com fartura localmente, são bens baratos, mas tudo o resto é, aparentemente caro, especialmente porque quase tudo é importado, seja o vestuário, seja a eletrónica, sejam os carros ou o combustível.
Os impostos são algo elevados, eles próprios o reconhecem. O Iva local começa nos 7% para os produtos essenciais, passa pelos 14% e tem o seu máximo nos 25%.
O tal salário "mínimo" de 1500€ deixa logo cerca de 250€ em impostos para o estado, mas a verdade é que se vêm resultados. Os cidadãos podem escolher para onde dirigir parte dos seus impostos e a mobilidade é beneficiada pelo estado, num país de poucas distâncias relativas, mas onde os transportes são fundamentais e pagam 0% de IVA. Excelente!
Em contrapartida não há auto estradas, não há comboios e não há scuts pagas nem portagens.
Como já disse, cada trabalhador paga impostos relativamente elevados, mas em contrapartida a educação obrigatória e a assistência médica são gratuítas. Sim, grátis! Uma SCUT no verdadeiro sentido da palavra, pois não representa um custo para as pessoas.
Apenas alguns custos médicos muito especializados e as formações não obrigatórias são pagas por quem delas necessita ou usufrui.
O estado social tem aqui uma variante igualmente importante que teremos, mais cedo ou mais tarde, de adoptar em Portugal.
Para além dos 4% que cada trabalhador desconta para a protecção capitalizante, a empresa desconta ainda 6% extra, num total de 10%. Estes fundos, para além de assegurarem a saúde e a educação, permitem ainda aos islandeses beneficiar de uma reforma ou, como referiu o Jón, de uma prestação mensal fixa, paga 12 meses por ano e que é igual para todos.
Sim, aqui reside a grande diferença e é nisto que um dia vamos ter de ser iguais. Quem ganha mais desconta mais em valor, quem ganha menos desconta menos, mas todos 4% e após os 67 anos (idade de reforma por aqui) todos recebem igual prestaç~ao, ninguém recebe mais nem menos do que ninguém, pois -para o entendimento do estado- todos são iguais. Os fundos de reforma privados são aqui fundamentais, empresas como a alemã Allianz e outras nórdicas e mesmo islandesas oferecem pacotes de capitalização individual e o estado incentiva os cidadãos, em especial a partir dos 35 anos a fazerem o seu próprio complemento de reforma.
O desemprego, nos dias que correm, anda pelos 7%, há dois anos era de 11%, mas o normal antes da crise era 2 ou 3%, um luxo quando comparado com os nossos 16 ou 17% oficiais.
(continua...)
Como vivem
Viver na Islândia não é, aparentemente, demasiado fácil. Não tendo aderido ao Euro, a Islândia viu a crise de 2008 desvalorizar a sua moeda para metade, ou seja, desde há 4 anos a esta parte que cada Islandês sente ter apenas metade dos rendimentos, mas o mesmo padrão de custos, seja nas compras seja nos empréstimos.Segundo o Jón, não há um salário mínimo definido por lei, mas em geral ninguém recebe menos do que 300.000KR, ou seja, cerca de 1500€.
Parece razoável, é certo, mas há que ter em conta que têm cerca de 17,5% de impostos para o estado e ainda mais 4% para os seus planos de reforma, em regime de capitalização.
Depois há os custos normais do dia a dia. A água e a energia (geotérmica e aproveitando o calor), produzidos com fartura localmente, são bens baratos, mas tudo o resto é, aparentemente caro, especialmente porque quase tudo é importado, seja o vestuário, seja a eletrónica, sejam os carros ou o combustível.
Os impostos são algo elevados, eles próprios o reconhecem. O Iva local começa nos 7% para os produtos essenciais, passa pelos 14% e tem o seu máximo nos 25%.
O tal salário "mínimo" de 1500€ deixa logo cerca de 250€ em impostos para o estado, mas a verdade é que se vêm resultados. Os cidadãos podem escolher para onde dirigir parte dos seus impostos e a mobilidade é beneficiada pelo estado, num país de poucas distâncias relativas, mas onde os transportes são fundamentais e pagam 0% de IVA. Excelente!
Em contrapartida não há auto estradas, não há comboios e não há scuts pagas nem portagens.
O Estado Social
O estado social que ouvirmos falar em Portugal é uma absoluta treta, já o sabia, mas fiquei ainda mais certo disso depois de perceber como funcionam as coisas na Islândia.Como já disse, cada trabalhador paga impostos relativamente elevados, mas em contrapartida a educação obrigatória e a assistência médica são gratuítas. Sim, grátis! Uma SCUT no verdadeiro sentido da palavra, pois não representa um custo para as pessoas.
Apenas alguns custos médicos muito especializados e as formações não obrigatórias são pagas por quem delas necessita ou usufrui.
O estado social tem aqui uma variante igualmente importante que teremos, mais cedo ou mais tarde, de adoptar em Portugal.
Para além dos 4% que cada trabalhador desconta para a protecção capitalizante, a empresa desconta ainda 6% extra, num total de 10%. Estes fundos, para além de assegurarem a saúde e a educação, permitem ainda aos islandeses beneficiar de uma reforma ou, como referiu o Jón, de uma prestação mensal fixa, paga 12 meses por ano e que é igual para todos.
Sim, aqui reside a grande diferença e é nisto que um dia vamos ter de ser iguais. Quem ganha mais desconta mais em valor, quem ganha menos desconta menos, mas todos 4% e após os 67 anos (idade de reforma por aqui) todos recebem igual prestaç~ao, ninguém recebe mais nem menos do que ninguém, pois -para o entendimento do estado- todos são iguais. Os fundos de reforma privados são aqui fundamentais, empresas como a alemã Allianz e outras nórdicas e mesmo islandesas oferecem pacotes de capitalização individual e o estado incentiva os cidadãos, em especial a partir dos 35 anos a fazerem o seu próprio complemento de reforma.
O desemprego, nos dias que correm, anda pelos 7%, há dois anos era de 11%, mas o normal antes da crise era 2 ou 3%, um luxo quando comparado com os nossos 16 ou 17% oficiais.
(continua...)
sábado, 13 de outubro de 2012
A minha visão de 4 dias na Islândia (1)
Antes de mais uma conclusão muito breve. A Istândia é um país extraórdinário e, note-se, apenas conheci um terço do território.
Em termos culturais e, especialmente, em termos de organização social e comunitária, teriamos algo a aprender com este país de ex-vikings e gente dura, mas afável.
Começo por dizer que estive apenas alguns dias na Islândia, quatro para ser mais preciso, mas o trabalho que lá me levou permitiu-me passar por grande parte da costa Oeste, conhecer Rejkjavik e até acampar no meio do deserto vulcânico, numa zona interior onde nem a rede telefónica não chega. Nestes dias tenho que agradecer em especial ao Jón, o guia que nos acompanhou que, para além de simpático e bom condutor, foi igualmente uma preciosa ajuda para conhecer um pouco mais da Islândia, para além do que estava a ver.
Os Vikings terão ocupado a ilha, mas na verdade foram os povos do norte, Noruegueses e Filândeses que foram chegando, misturados com os Irlandeses -então mão de obra escrava- que foram habitando a ilha no século 18.
A zona central da ilha, recebeu aquilo que se pode chamar o primeiro parlamento, por volta do ano 900, que não era mais do que uma reunião de homens que decidiam os trabalhos que se deveriam fazer para "dominar" um território árido, com pouca vegetação e sem animais.
Ao que parece ainda restam alguns vestígios destes locais de decisão, outrora a primeira capital, exactamente na zona onde são visíveis a olho nú as divisões das placas tectónicas que atravessam a ilha, a americana e a euro-asiática.
A partir daqui, e durante dois séculos, a Islândia desenvolveu-se e evoluiu. A pesca fez-se a principal atividade, foram introduzidos os mais variados animais e as terras foram sendo tornadas cultiváveis, embora 30% da zona central da ilha (150 a 200kms) seja de impossível cultura e totalmente deshabitada.
Os restantes vivem nas várias cidades piscatórias à volta da ilha, em especial na costa sul, mas também nas quintas que se encontram espalhadas pelas áreas que entretanto, anos após anos, foram sendo conquistadas ao solo vulcânico e tornadas habitáveis e férteis.
Cruzar a ilha de Norte a Sul são 300kms. Atravessar de Este a Oeste são 500kms
Vivem essencialmente da pesca, da produção industrial de alumínio e são conhecidos mudialmente por alguma da sua música (Björk e Sigur Rós), por terem tido um dos seus 49 vulcões a atrapalhar os voos na Europa durante semanas e por terem sido o primeiro país da europa a entrar em colapso, com a crise de 2008.
Do que pude ver, a capital é uma cidade organizada, simples de percorrer, sem luxos, mas com muito bom gosto em muitos locais, desde o trato dos espaços públicos, a algumas casas e a locais como o Centro Cultural da cidade (na foto, com vidros desalinhados em prisma). Há alguns prédios de 3 ou 4 andares na periferia, mas em geral as casas são unifamiliares e bem organizadas.
(continua...)
Em termos culturais e, especialmente, em termos de organização social e comunitária, teriamos algo a aprender com este país de ex-vikings e gente dura, mas afável.
Começo por dizer que estive apenas alguns dias na Islândia, quatro para ser mais preciso, mas o trabalho que lá me levou permitiu-me passar por grande parte da costa Oeste, conhecer Rejkjavik e até acampar no meio do deserto vulcânico, numa zona interior onde nem a rede telefónica não chega. Nestes dias tenho que agradecer em especial ao Jón, o guia que nos acompanhou que, para além de simpático e bom condutor, foi igualmente uma preciosa ajuda para conhecer um pouco mais da Islândia, para além do que estava a ver.
A origem
Segundo contam, esta era uma zona glaciar colada ao Ártico, que se fez notar como território autónomo com o fim da era gaciar há muitos milhões de anos. Segundo parece tudo era árido e sem vida, mas os vulcões e o aquecimento progressivo da terra foram fazendo surgir as primeiras formas de vida. Segundo os locais os pássaros que entretanto cruzavam o oceano foram fazendo o resto, ou seja, trazer com eles as sementes no estômago que largavam aqui quando morriam ou algo semelhante.Os Vikings terão ocupado a ilha, mas na verdade foram os povos do norte, Noruegueses e Filândeses que foram chegando, misturados com os Irlandeses -então mão de obra escrava- que foram habitando a ilha no século 18.
A zona central da ilha, recebeu aquilo que se pode chamar o primeiro parlamento, por volta do ano 900, que não era mais do que uma reunião de homens que decidiam os trabalhos que se deveriam fazer para "dominar" um território árido, com pouca vegetação e sem animais.
Ao que parece ainda restam alguns vestígios destes locais de decisão, outrora a primeira capital, exactamente na zona onde são visíveis a olho nú as divisões das placas tectónicas que atravessam a ilha, a americana e a euro-asiática.
A partir daqui, e durante dois séculos, a Islândia desenvolveu-se e evoluiu. A pesca fez-se a principal atividade, foram introduzidos os mais variados animais e as terras foram sendo tornadas cultiváveis, embora 30% da zona central da ilha (150 a 200kms) seja de impossível cultura e totalmente deshabitada.
Hoje
A Islândia tem agora capital na zona costeira Oeste, em Rejkyavik, uma cidade que é o centro de uma área metropolitana de 5 pequenas cidades que, todas juntas, concentram 220.000 dos 320.000 habitantes da ilha.Os restantes vivem nas várias cidades piscatórias à volta da ilha, em especial na costa sul, mas também nas quintas que se encontram espalhadas pelas áreas que entretanto, anos após anos, foram sendo conquistadas ao solo vulcânico e tornadas habitáveis e férteis.
Cruzar a ilha de Norte a Sul são 300kms. Atravessar de Este a Oeste são 500kms
Vivem essencialmente da pesca, da produção industrial de alumínio e são conhecidos mudialmente por alguma da sua música (Björk e Sigur Rós), por terem tido um dos seus 49 vulcões a atrapalhar os voos na Europa durante semanas e por terem sido o primeiro país da europa a entrar em colapso, com a crise de 2008.
Do que pude ver, a capital é uma cidade organizada, simples de percorrer, sem luxos, mas com muito bom gosto em muitos locais, desde o trato dos espaços públicos, a algumas casas e a locais como o Centro Cultural da cidade (na foto, com vidros desalinhados em prisma). Há alguns prédios de 3 ou 4 andares na periferia, mas em geral as casas são unifamiliares e bem organizadas.
(continua...)
terça-feira, 9 de outubro de 2012
Como preparar um chá
É uma bebida relaxante e calma. É uma bebida companheira de muitos momentos e há as mais variadas formas de preparar um chá. Infusões em saquetas ou com as ervas e plantas a dar o sabor que se deseja.
Em Castelo Rodrigo, na Beira Alta (Portugal), no interior do castelo, há uma pequena loja de produtos locais (Sabores do Castelo) que, entre outras coisas deliciosas, tem chás. Muitos.
Para além das ervas e plantas, esta loja tem um senhor alemão muito simpático e conhecedor destas coisas todas.
Este ano, quando lá estive, comprei alguns chás menos comuns encontrar na cidade e, com os chás, vinham estes folhetos feitos por eles que podem ajudar a quem queira saber mais sobre o uso do chá, como preparar o chá e a força do chá.
Em Castelo Rodrigo, na Beira Alta (Portugal), no interior do castelo, há uma pequena loja de produtos locais (Sabores do Castelo) que, entre outras coisas deliciosas, tem chás. Muitos.
Para além das ervas e plantas, esta loja tem um senhor alemão muito simpático e conhecedor destas coisas todas.
Este ano, quando lá estive, comprei alguns chás menos comuns encontrar na cidade e, com os chás, vinham estes folhetos feitos por eles que podem ajudar a quem queira saber mais sobre o uso do chá, como preparar o chá e a força do chá.
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
Um passeio a não perder (Rota dos Fósseis)
Em Penha Garcia há um trilho, inserido no Geoparque, que é imperdível. Todas as pessoas deveriam cruzar este espaço, brilhantemente tratado pela autarquia de Idanha-a-Nova e com um funcionário, o Sr.Domingos, que é um bom conversador e conhecedor dos fósseis, dos moinhos e das histórias locais.
O trilho não é difícil e começa na aldeia, segue pelo castelo e termina num Pêgo de água, espantoso. Há outras variantes, esta é a mais simples. Pelo meio, zonas de merendas, uma barragem, zonas de sossego e um espaço natural fantastico e muito bem cuidado.
Fica o folheto desta rota (da autarquia) e algumas fotos minhas.
Não deixem de ir a Penha Garcia e experimentar por vós mesmo.
O trilho não é difícil e começa na aldeia, segue pelo castelo e termina num Pêgo de água, espantoso. Há outras variantes, esta é a mais simples. Pelo meio, zonas de merendas, uma barragem, zonas de sossego e um espaço natural fantastico e muito bem cuidado.
Fica o folheto desta rota (da autarquia) e algumas fotos minhas.
Não deixem de ir a Penha Garcia e experimentar por vós mesmo.
Em Amora
Aqui há uns tempos fiz o trilho do Alto da Barroca, uma interessante caminhada, promovida pela autarqua local, que os faz cruzar com outros tempos de Amora e com uma zona da freguesia que ainda não foi pejada e prédios.
É um percurso fácil de se fazer e com muito que conhecer. Começa junto ao Bairro 25 de Abril, junto à estrada da Quinta da Atalaia, e segue junto ao muro desta Quinta até à antiga Quinta do Talaminho, junto à Barroca.
Aconselho a seguirem este trilho e que leiam este docuemnto como guia.
É um percurso fácil de se fazer e com muito que conhecer. Começa junto ao Bairro 25 de Abril, junto à estrada da Quinta da Atalaia, e segue junto ao muro desta Quinta até à antiga Quinta do Talaminho, junto à Barroca.
Aconselho a seguirem este trilho e que leiam este docuemnto como guia.
domingo, 7 de outubro de 2012
Ainda Reykjavik
Para quem pensa viajar: Mapas de Reykjavik, na Islândia. (Clicar para ampliar)
Here are two maps of Reykjavik, Iceland. From Hilton Hotel Nordica (click to enlarge)
Here are two maps of Reykjavik, Iceland. From Hilton Hotel Nordica (click to enlarge)
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
A morte de um 5 de Outubro.
Hoje, 102 anos depois, poucos parecem lembrar-se, ou saber sequer, o que foi este dia em 1910 e que o país, a nossa pátria Portugal, foi fundada também a 5 de Outubro de 1143, com a assinatura do Tratado de Zamora.
Hoje morre oficialmente o Feriado do 5 de Outubro, às mãos um governo fraco e vil, que já não tem sequer a coragem de enfrentar a população, por pouca que seja, na Praça do Município.
Morre um lider de governo sem postura que se ausenta para "beber copos" com os parceiros europeus. Não será hoje a sua morte, mas é por estes dias que começa a correr o seu aviso.
Morre às mãos de um Presidente fraco, fugido das responsabilidades de defender a constituição que jurou defender, insinuador mas pouco firme.
Morre hoje um 5 de Outubro vergado pelos mercados que nos controlam pela força do dinheiro do qual dependemos para pagar contas e pela fraqueza de um povo ainda encandeado pelos centros comerciais, pelas férias a crédito e pela boa vida farta sem grande esforço, a que duas décadas irresponsáveis habituaram. Esta fraqueza do povo acabará depressa e a sua força e clarividência derrotará esta gente de merda
Morre o 5 de Outubro, mas se a data pudesse falar, diria como Sidónio Pais, momentos antes de falecer: "Morro bem, mas salvem a Pátria".
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
Islândia, o país fenómeno
Água e outros fenómenos
Engenharia
Cabos eléctricos cirundam a ilha em duas voltas, uma alta e outra baixa
Zonas baixas fixam mais gente
Combustível ao mesmo preço da restante europa.
Blue Lagoon: silica da fábrica geotérmica ao lado, dá-lhe o fundo branco e a normal cor da água acaba por parecer azulada e surgir quente, entre os 35 e 40 graus. A silica é aliás usada para cosméticos, cremes hidratantes e fins termais e medicinais.
Organizados, práticos e engenheiros. Com soluções assentes em soluções que usem o mais possível os seus recursos naturais, sem os colocar em causa. Incluíndo as virtudes do clima.
Moto 4 em Stakur
Unique Iceland com Thora Karitas
icelandicmusic.com
aminna
Jón (baldvinsson@simnet.is)
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
Penha Garcia
A ida a Penha Garcia revestia-se, inicialmente, de uma curiosidade sobre
a barragem. Não li muito sobre o local por isso ia algo "às escuras" e
virado para a Barragem.A chegada surpreendeu-me logo a partir do Posto de Turismo, que fica junto à entrada da aldeia mais antiga. As explicações locais e o mapa com o trilho da barragem, da rota dos fósseis e do Pêgo, atrairam a minha atenção. Também a aldeia me fascinou, apesar de tudo pareceu-me mais humana do que Monstanto, onde de facto tudo está muito certinho e direitinho. Em Penha Garcia esse esforço está em construção, muito embora a disposição do casario e o ambiente que a zona mais antiga transmite, me tenham agradado muito.
Um passeio pelas ruas é obrigatório e há sempre curiosidades ao virar da esquina, seja nos locais, seja com as pessoas.
A subida à igreja e ao Castelo revelam o primeiro prender de respiração. A imagem que se tem a partir do paredão, nas traseiras da igreja, é única e merce fotografia, desde a barragem a todo o vale do Rio Ponsul, passando pelos antigos moinhos e terminando no Pêgo, tudo parece feito de propósito para encaixar na paisagem.
Numa primeira fase o Castelo liga ao paredão da barragem de Penha Garcia. A rudeza das escarpas, onde outrora já houve água, misturada com o verde da vegetação e com os pequenos arranjos efetuados no espaço vão dando lugar a fotos consequtivas, pois é impossível ficar indiferente à beleza do local.
Esta zona tem ainda a preciosa ajuda do funcionário que mantém o espaço aberto e vigiado. Qualquer coisa que necessitem perguntar ele tem resposta, para além de ser igualmente um bom conversador.
Esta zona de casas que ladeavam o curso do Rio Ponsul tem ainda um outro atrativo, há zonas de descanso, feitas em madeira e pedra, que convidam a uma pausa e a uma bebida. Além disso há momentos que convém captar fotograficamente e outros que convém escutar, especialmente se o silêncio imperar e tivermos tempo para este momento de total relaxamento.
A água é fria, mas pouco tempo depois de lá estar sentimo-nos bem. O local está muitissimo bem conseguido e tratado, notando-se que houve gosto pelo espaço criado. Isso resulta num local que é de visita obrigatória e que serve na perfeição para uma tarde muito bem passada.
Daqui sobre-se um pouco e estamos de volta ao largo da Igreja, de onde partimos.
Já falei das paisagens, que nos permitem olhares deslumbrantes, já falei dos locais a visitar, falta falar dos cheiros. A ausência de poluição e de vias de transporte neste vale, faz com que os cheiros ganhem novas dimensões, o que mais me despertou à atenção foi a hortelã. Está por todo o lado, especialmente junto ao pontos de passagem de água e dá uma dimensão sensorial magnífica a este passeio.
Alimentação
De volta a
Penha Garcia (aldeia), foi tempo de procurar o que comer. A aldeia em si
tem 3 ou 4 cafés e um espaço que publicita refeições ligeiras, a
verdade é que fui a todos eles, desde o que está junto ao Posto de
Turismo, ao que está na lateral direita da igreja junto ao Posto de
Turismo e ao Dom Garcia e, em plena última semana de Agosto, nenhum
deles tinha uma refeição. Já nem digo uma refeição de prato, apenas
pedia um bocado de pão com chouriço e queijo, mas não. Nenhum deles
tinha sequer esta opção e o máximo que me podiam oferecer eram cerveja,
refrigerantes e os bolos da Panrico que estão nos expositores.Uma pena. Pois a aldeia merecia mais e merecia que os comerciantes locais pudessem estar preparados para manter ali o visitante, fazer negócio com ele e, de caminho, falar da sua terra e gerar empatia. Assim não foi e dei por mim a pensar do que se queixarão os comerciantes locais quando na verdade não fazem nada para conseguir receita?
A questão a uma residente local sobre onde comer alguma coisa confirmou esta minha observação. Disse-me a senhora que "aqui ninguém faz nada, se quer comer sai até à Estrada para Espanha e vira à esquerda ou á direita, de um lado ou do outro encontra restaurantes".
Curto e grosso.
Tem uma sala grande para refeições, que estava a meio e que tinha uma larga maioria de clientes espanhóis.
As refeições disponíveis são variadas, muito à base de grelhados, e o serviço é competente e rápido. Acabei por comer muito bem, por um valor nada caro (14,65€, duas pessoas, com água e sem sobremesa ou café). Um único reparo para as entradas, que me foram cobradas mesmo sem lhes ter tocado. Questionada a funcionária percebi que deveria ter dito que não as queria, mesmo que isso fosse evidente pelo facto de estarem até ao fim, e sem mudanças, no exacto local onde a mesma funcionária as tinha deixado. Adiante.
É pois uma boa solução para quem procura uma refeição em condições na zona de Penha Garcia/Monfortinho/Monstando.
terça-feira, 4 de setembro de 2012
O espírito colectivo numa aldeia
Não serão muitas as comunidades que ainda se unem por um objectivo sem que tal envolva alguma contrapartida, pagamento ou favor. Hoje tudo se paga, tudo se compromete e tudo se faz prevendo o favor que se pode cobrar mais à frente.
Tudo isto para falar de um caso totalmente contrário à regra, a Associação Cultural e Desportiva da Aldeia de São Sebastião, um lugar pertencente à freguesia de Castelo Bom, na Beira Alta, com cerca de 90 habitantes.
Estas pessoas mantém um dinâmico entusiasmo pela sua terra e, independentemente do poder político e autárquico, lançaram há uns 15 anos mãos à obra e revolucionaram a sua terra. Isto é particularmente relevante quando, passados 15 anos, empregam cerca de 40 pessoas, mudaram a imagem e a qualidadede vida na sua terra e introduziram melhorias que nem o poder autárquico conseguiu trazer.
Nas férias deste ano passei por lá e tive oportunidade de conhecer e ficar abismado com o que vi. Hoje, passados 15 anos de camaradagem, voluntariado e amor à terra, os habitantes da Aldeia de São Sebastião têm:
- lar de idosos
- centro juvenil
- uma piscina descoberta
- polidesportivo para futebol de salão e ténis
- parque infantil
- mini golf, parede de escalada e um slide
- 5 casas equipadas para alugar no verão
- café
A esmagadora maioria destas coisas foi construída pelas mãos dos proprios sócios da Associação Cultural e Desportiva local, outras foram conseguidas com recursos ao Proder e aos programas de apoio aos mais idosos.
No fundo trabalharam e souberam ir aproveitando programas comunitários que apoiavam as suas ncecessidades. Depois são gente com imaginação. Por exempo, conta-me o presidente da Associacao (desde 2009 também presidente da J.F.Castelo Bom), que toda a vedação do parque infantil e zona de desporto custou 0€.
Quando lhe perguntei como foi isso, a resposta não deixou de me fazer sorrir.
A Refer andou a desmantelar velhas estações, passagens de nível sem guarda e apeadeiros e, neste desmantelar, retirou as grades de protecção. Ora os membros da Associação acabaram por recolher as mesmas, tratando da sua restauração e reimplantaram-nas nas suas instalações. Umas são verdes e outras são amarelas, mas de todo o modo estão colocadas, não foram parar a uma qualquer plataforma de reciclagem e mantém a sua utilidade.
A piscina é, naturalmente, o centro das atenções no verão. As entradas não são caras (2,80€ pelo dia completo) e os sócios, ou residentes na freguesia, pagam um valor simbólico. Estão sempre com um bom número de pessoas, mais de tarde do que de manhã, mas prestam um serviço público de grande valor aos locais e aos emigrantes que no verão visitam as suas terras. Mas não é uma piscina por si só. Tem balneários, com duches e sanitários, zona de merendas, manutenção e limpeza e mostra afixados todos os testes e atestados sanitários. Um pequeno oásis.
Diz o presidente (da Associação e da Junta), Sr.António Fernandes (um dos fundadores da Associação) que tudo isto só tem sido possível porque "em 100, há 90 que puxam para o mesmo lado e isso acaba por arrastar os outros 10". O resultado está à vista, há infrastruturas mas há também condições pensadas para gerar receitas e, com isso, não ficar dependente (como é normal e habitual) do poder político local, dos "protocolos com a camara" e da maior ou menor vontade política.
O lar está completo, as pequenas casas de verão estavam alugadas e a piscina regista cerca de 100 entradas por dia.
Estas pessoas, sob o guarda chuva da Associação, merecem todo o meu elogio. Não só pelo amor que mostram à sua terra, mas também pelas horas de trabalho e dedicação que já lhe deram e cujo resultado está bem à vista. Casos como este haverão mais alguns, infelizmente menos do que o desejável, mas são um sinal de que a união, a camaradagem e um objectivo comum podem mover vontades e mudar, para melhor, a vida das pessoas da comunidade, seja de uma aldeia, seja de,uma unidades territorial maior.
Um bem haja a todos os membros desta Associação pel o trabalho que têm feito.
Tudo isto para falar de um caso totalmente contrário à regra, a Associação Cultural e Desportiva da Aldeia de São Sebastião, um lugar pertencente à freguesia de Castelo Bom, na Beira Alta, com cerca de 90 habitantes.
Estas pessoas mantém um dinâmico entusiasmo pela sua terra e, independentemente do poder político e autárquico, lançaram há uns 15 anos mãos à obra e revolucionaram a sua terra. Isto é particularmente relevante quando, passados 15 anos, empregam cerca de 40 pessoas, mudaram a imagem e a qualidadede vida na sua terra e introduziram melhorias que nem o poder autárquico conseguiu trazer.
Nas férias deste ano passei por lá e tive oportunidade de conhecer e ficar abismado com o que vi. Hoje, passados 15 anos de camaradagem, voluntariado e amor à terra, os habitantes da Aldeia de São Sebastião têm:
- lar de idosos
- centro juvenil
- uma piscina descoberta
- polidesportivo para futebol de salão e ténis
- parque infantil
- mini golf, parede de escalada e um slide
- 5 casas equipadas para alugar no verão
- café
No fundo trabalharam e souberam ir aproveitando programas comunitários que apoiavam as suas ncecessidades. Depois são gente com imaginação. Por exempo, conta-me o presidente da Associacao (desde 2009 também presidente da J.F.Castelo Bom), que toda a vedação do parque infantil e zona de desporto custou 0€.
Quando lhe perguntei como foi isso, a resposta não deixou de me fazer sorrir.
A Refer andou a desmantelar velhas estações, passagens de nível sem guarda e apeadeiros e, neste desmantelar, retirou as grades de protecção. Ora os membros da Associação acabaram por recolher as mesmas, tratando da sua restauração e reimplantaram-nas nas suas instalações. Umas são verdes e outras são amarelas, mas de todo o modo estão colocadas, não foram parar a uma qualquer plataforma de reciclagem e mantém a sua utilidade.
A piscina é, naturalmente, o centro das atenções no verão. As entradas não são caras (2,80€ pelo dia completo) e os sócios, ou residentes na freguesia, pagam um valor simbólico. Estão sempre com um bom número de pessoas, mais de tarde do que de manhã, mas prestam um serviço público de grande valor aos locais e aos emigrantes que no verão visitam as suas terras. Mas não é uma piscina por si só. Tem balneários, com duches e sanitários, zona de merendas, manutenção e limpeza e mostra afixados todos os testes e atestados sanitários. Um pequeno oásis.
Diz o presidente (da Associação e da Junta), Sr.António Fernandes (um dos fundadores da Associação) que tudo isto só tem sido possível porque "em 100, há 90 que puxam para o mesmo lado e isso acaba por arrastar os outros 10". O resultado está à vista, há infrastruturas mas há também condições pensadas para gerar receitas e, com isso, não ficar dependente (como é normal e habitual) do poder político local, dos "protocolos com a camara" e da maior ou menor vontade política.
O lar está completo, as pequenas casas de verão estavam alugadas e a piscina regista cerca de 100 entradas por dia.
Estas pessoas, sob o guarda chuva da Associação, merecem todo o meu elogio. Não só pelo amor que mostram à sua terra, mas também pelas horas de trabalho e dedicação que já lhe deram e cujo resultado está bem à vista. Casos como este haverão mais alguns, infelizmente menos do que o desejável, mas são um sinal de que a união, a camaradagem e um objectivo comum podem mover vontades e mudar, para melhor, a vida das pessoas da comunidade, seja de uma aldeia, seja de,uma unidades territorial maior.
Um bem haja a todos os membros desta Associação pel o trabalho que têm feito.
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